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Eu não sou uma bola de vôlei

Chapter 3: Realmente é bem durinha!

Summary:

Chegando com o capitulo especial da fic, o que faz ela entrar na tag KakaIru e que simplesmente eu (Akuri/Nisaba) amei escrever porque é meus amores!
Acho que me empolguei um pouco com ele, mas...
Agradeço ao @Murdoch_ por betar toda a fic e ao marido lindo, xeroso @Venerable-M por avaliar a fic e a @Uzumakiken por sempre me acompanhar nessas loucuras. Te amo mil milhões!!!!

Espero que gostem e se deliciem. P.S as vzs nos referimos ao Iruka por Senju e não Umino por ele ser filho dos HashiMada aqui

Boa leitura!

Notes:

(See the end of the chapter for notes.)

Chapter Text

Iruka permaneceu imóvel por alguns instantes, sentindo a respiração suave de Kakashi contra seu pescoço, o que lhe causava arrepios que percorriam todo o corpo. Como ele deveria reagir a isso? Tudo bem que não estavam juntos há muito tempo, mas, mesmo sendo amigos há anos, nunca haviam passado dos beijos ou de algumas carícias. Kakashi, ao contrário do que muitos imaginavam, era um homem sem pressa. Desde criança, sempre fora uma pessoa que colocava a paciência acima de tudo. Alguns até o apelidavam de presunçoso por isso. Para ele, paciência não era apenas uma virtude, era uma dádiva que poucos possuíam. E, com Iruka, seu namorado, não era diferente.

Desde o primeiro beijo, Kakashi percebeu que Iruka, com todo o seu jeito determinado, ainda era “puro” em certos aspectos. Nunca fez questão de apressá-lo, nem sugeriu nada sobre intimidade. Ele sabia que o tempo certo viria, sem forçar, sem indiretas. O Hatake era sensível a esse respeito e entendia o valor de tornar cada momento memorável. O que, para muitos, era uma simples questão física, para eles era algo muito mais profundo e emocional.

— O que acha de ir até minha casa hoje? — Kakashi sussurrou com um leve sorriso, que Iruka conseguia ver, mesmo que a máscara que usava o ocultasse.

— Para sua casa? P-para quê? — Iruka gaguejou, visivelmente atordoado, quase sem conseguir formular a frase.

Kakashi segurou uma risada, notando o pânico sutil nos olhos de Iruka.

— Esqueceu que você vai lá sempre? Passar o dia inteiro comigo? — provocou, tentando acalmar o namorado.

— V-verdade... — Iruka respondeu, o rosto ficando ainda mais vermelho. — Vamos estudar, né?

— Estudar? Sério, Iruka? — Kakashi riu, inclinando-se e sussurrando próximo ao ouvido dele: — Não vou fazer nada que você não queira. Mas, se quiser pegar na minha bunda ou em outro lugar… não precisa pedir, é só pegar. — E dizendo isso, deu um beijo no pescoço de Iruka, fazendo-o soltar um gemido involuntário.

— Não deveria gemer assim… alguém pode ouvir — Kakashi comentou com um sorriso travesso, apertando a cintura de Iruka enquanto o guiava até onde estava sua moto. 

A caminho do apartamento de Kakashi, Iruka sentia seu coração bater descompassado. O nervosismo tomava conta, e ele não sabia bem como explicar a si a razão de estar ansioso. Afinal, já conhecia o apartamento de Kakashi de trás para frente: pequeno, simples, com dois cômodos — um grande banheiro e um espaço que servia como sala, cozinha americana e quarto, dividido por uma antiga divisória japonesa. Mesmo assim, aquele dia parecia diferente.

— Ai, Mona, não repara na minha bagunça! — Kakashi disse com uma voz exageradamente fina, gesticulando de maneira afeminada ao entrar no apartamento.

Iruka parou na porta, olhando para Kakashi com os olhos arregalados por um segundo, antes de cair na gargalhada.

— Toda assanhadinha ela hoje! — respondeu Iruka, entrando no jogo e rindo tanto que mal conseguiu fechar a porta atrás de si.

Kakashi deu um sorriso de canto, mas, ao ver a reação de Iruka, ambos acabaram rindo juntos da cena ridícula. Enquanto o riso diminuía, Iruka se lembrou de um momento específico do começo do namoro.

— Para, Kakashi! Isso me lembra daquele dia… — começou Iruka, ainda tentando controlar o riso. — Quando a gente começou a namorar, lembra? 

Kakashi assentiu, e a expressão nos olhos de Iruka mudou, tornando-se mais tranquila. Ele se lembrou das críticas que recebia de alguns “amigos”, que diziam que ele não parecia ser gay por não ter os trejeitos que eles consideravam “normais”.

— Você não é gay de verdade, Iruka, eles me diziam. Você é muito masculino, parece mais hétero. — Iruka revirou os olhos ao repetir cada uma das palavras idiotas.

Kakashi sorriu, recordando bem daquele dia. Quando as críticas começaram a ficar pesadas, ele decidiu quebrar os estereótipos de uma vez por todas. Sem avisar, entrou na sala onde estavam e, para surpresa de todos, Kakashi assumiu um jeito completamente afeminado, exagerando nos gestos e na voz fina.

— Ai, mona, mas é cada pensamento idiota que eu não aguento! — Kakashi tinha dito na ocasião, carregando no tom afetado e cheio de trejeitos. Todos na sala ficaram em silêncio, chocados.

E então, com um movimento repentino, Kakashi voltou ao seu jeito normal, assumindo uma postura séria e confiante. Ele foi direto até Iruka e, sem hesitar, beijou-o com toda a intensidade que podia. O silêncio virou uma confusão de vozes espantadas.

— PERA, O KAKASHI TAMBÉM É GAY?! — os amigos, ou melhor, “colegas” do time de natação de Iruka, gritaram em uníssono, completamente surpresos.

De volta ao presente, Kakashi riu da lembrança.

— E desde aquele dia, nunca mais duvidaram de nós — disse ele, puxando Iruka para mais perto enquanto fechava a porta atrás deles.

Iruka suspirou, sentindo o nervosismo finalmente se dissolver e ser substituído por uma calma familiar. No fundo, ele sabia que, com Kakashi, tudo acontecia no tempo certo. Eles eram mais do que estereótipos, mais do que o que os outros pensavam. Eles eram apenas... eles mesmos.

Iruka respirou fundo, contando até dez, tentando se acalmar. “Vai dar tudo certo, não precisa se desesperar”, repetiu para si, mas o nervosismo não o deixava em paz. Sentado no chão com Pakkun, o cachorrinho de Kakashi, aconchegado em seu colo, uma ideia lhe veio à mente.

“Talvez eu só precise me preparar melhor…”

Com essa desculpa, pegou o celular rapidamente, encolhendo-se como se o mundo não pudesse vê-lo, e começou a digitar freneticamente: 

“Como não passar vergonha na primeira vez com outro homem.”

Em segundos, várias respostas surgiram. Iruka começou a ler as primeiras:  

“É importante fazer uma chuca antes.”

Ele piscou, confuso. 

— Chuca? O que é isso? — murmurou e continuou lendo:  

“Basicamente, é uma limpeza intestinal que você faz antes do sexo anal.”

— O quê? Limpeza intestinal?! — Iruka exclamou o mais baixo que conseguiu, boquiaberto, sentindo o pânico aumentar. Ele continuou lendo as instruções detalhadas sobre o processo de higienização, passo a passo, e os cuidados que deveria ter.

— De jeito nenhum! Não vou enfiar nada no meu rabo! — gritou, seu rosto ficando ainda mais vermelho à medida que ele absorvia o que estava lendo. — Isso é absurdo! Por que ninguém me contou sobre isso antes? — Ele esfregava o rosto em desespero, enquanto a tela do celular mostrava ainda mais informações que só o deixavam mais confuso e, sinceramente, aterrorizado.

— Ruka, você tá falando comigo? — A voz de Kakashi ecoou do banheiro, interrompendo seus pensamentos.

— NÃO! Não! — Iruka gritou de volta, tentando soar calmo, mas claramente falhando. Ele olhou para o celular novamente e, dessa vez, resolveu sussurrar para si, temendo ser ouvido: — Ninguém vai me convencer a fazer isso… Isso é só para profissionais. Não sou obrigado a nada!

Kakashi saiu do banheiro, com o cabelo ainda molhado e uma toalha jogada despreocupadamente ao redor da cintura, enquanto olhava Iruka com uma sobrancelha arqueada, claramente curioso, mas divertido. Ele se inclinou contra a porta, observando o namorado tentando desesperadamente esconder o celular e fazer-se de desentendido.  

— Que bicho te mordeu? — Kakashi perguntou, fingindo inocência, enquanto um sorriso discreto se formava em seus lábios. Iruka, ainda em pânico, apenas sacudiu a cabeça:  

— Nada! Nada! Tá tudo bem aqui!

O Hatake não insistiria. Quando o namorado estivesse menos nervoso e quisesse lhe contar, ele o escutaria. Mas isso não queria dizer que deixaria de provocá-lo. Passou diante do mais novo, seguindo para o quarto e retirando a toalha, sabendo que, de onde Iruka estava, ele o veria da forma que veio ao mundo. 

Ele quase podia sentir a vergonha de Iruka, que, ainda assim, não desviava o olhar.

O nadador analisava cada parte do corpo do namorado. Queria tocá-lo, senti-lo, mas tinha seus receios, suas inseguranças. Gostaria de ter conversado com seu pai sobre este assunto, ou até mesmo com algum dos irmãos, mas nunca encontrou a coragem necessária. E agora estava ali, pesquisando sozinho e gerando mais medo, que se sobrepunha ao desejo de se entregar completamente a Kakashi.

Só notou que estava encarando demais o jogador quando este o chamou.

— Iru… tá babando querido! — provocou Hatake, sentando-se ao lado do outro, vestindo apenas um shorts leve, sem camisa.

Iruka virou o rosto para o lado, completamente vermelho por ser pego no flagra. 

— Pare de dizer essas coisas, idiota!

— Por quê? Adoro te ver envergonhado. Mas se estiver te deixando constrangido, incomodado, eu paro.

— N-não é isso… — gaguejou, balançando a mão como se espantasse as palavras para o ar. — Gosto desse seu lado… Só queria…. conseguir falar o mesmo e… talvez… é… 

Kakashi sorriu ternamente, entendendo onde o namorado queria chegar. Conhecia-o bem, no entanto, queria que ele dissesse o que queria; não iria forçá-lo ou dizer as coisas por ele.

— Sabe que pode me dizer qualquer coisa, pedir qualquer coisa, não importa o que seja — declarou enquanto abraçava o amado e beijava-o levemente com carinho.

Iruka ficou em silêncio por um tempo, aproveitando aquele abraço, até reunir coragem para começar:

— Você está satisfeito com a nossa relação? Em como estamos? — perguntou, entrelaçando sua mão à do Kakashi.

— Está se referindo a nunca termos feito sexo? — questionou o Hatake, vendo o outro abaixar o rosto, que ficava mais corado a cada segundo que se passava. — Por que anda tão preocupado com isso?

— Bem… é que… talvez você queira mais do que te ofereço…

— Iru… Golfinho… Sexo não é a coisa mais importante numa relação. Quero estar contigo porque gosto da sua companhia, gosto de ter você ao meu lado, de conversar, de ficarmos juntinhos. Gosto das nossas conversas, de dar risada, de fofocar. Gosto de cozinhar para você, de assistir filmes e criarmos diversas teorias e…

— Mas tem desejo, não é? — Iruka o interrompeu, ainda evitando encará-lo.

— Por você, meu amor. Não serei hipócrita em dizer que não. Eu quero você, desejo você de todas as formas. Mas quero que você queira principalmente. Que esteja pronto no seu tempo, seja ele qual for. Eu esperarei, não tenho pressa.

Se, em algum momento, Iruka teve dúvida de que amava Kakashi, todas elas desapareceram naquele momento. Ele só queria beijá-lo como nunca e foi o que fez. 

O Hatake mal teve tempo de processar o que estava acontecendo, apenas sentiu a boca do namorado contra a sua, beijando-o como se sua vida dependesse disso. As mãos de Iruka, que estavam nos ombros de Kakashi, infiltraram-se nos cabelos brancos, puxando-os levemente, e ele ouviu um gemido baixo contra seus lábios.

O jogador ajeitou o outro em seu colo, deixando-o praticamente montado em si, com uma perna em cada lado do seu corpo. As mãos calejadas que apertavam a cintura de Iruka começaram a contornar a lateral do corpo, depois as costas; em seguida, adentraram a camiseta que ele usava, sentindo a pele arrepiar sob seus dedos. 

Iruka sentiu o corpo esquentar e ser puxado para mais perto do namorado. Suas bocas se separaram apenas por breves segundos antes de voltarem a se unir. A cada movimento que o corpo do Senju fazia, mesmo que inconsciente, Kakashi sentia seu membro endurecer. Os beijos se tornavam mais urgentes e necessitados, as mãos do albino continuavam a subir e descer pelas costas do outro e, com mais ousadia, desceram até as coxas de Iruka, apertando-as, antes de seguirem até os quadris, ajudando-o a se mover contra si. 

Ambos estavam perdidos no desejo, no corpo um do outro. Nunca haviam ficado naquela maneira, com tamanha intensidade, onde nada mais importava além deles. Iruka sentia a ereção de Kakashi contra sua bunda e gostava da sensação, enquanto sentia a própria aumentar a cada segundo. Ali, junto ao Hatake, não tinha dúvidas do que queria, embora ainda houvesse certo nervosismo que o fazia recuar. 

Aos poucos, os beijos perderam a intensidade, tornando-se apenas selinhos acompanhados de sorrisos e carinhos. Iruka deitou a cabeça na curvatura do pescoço do namorado, sentindo a respiração tão errática quanto a sua. As mãos que antes o seguravam com força agora o abraçavam com cuidado.

Quando voltaram a se encarar, ambos tinham as pupilas dilatadas e a vontade de retomar ao que faziam era palpável. Os lábios estavam avermelhados pelos beijos intensos, os cabelos bagunçados e uma tensão que os deixava à beira de um colapso.

— Você é perfeito, Iruka. Eu te amo, sabia? — declarou, selando-lhe os lábios por longos segundos.

— Eu também te amo, ‘Kashi.

O Hatake circundou a cintura de Iruka com o braço na intenção de aproximá-lo. Não esperava que esse simples gesto fosse fazê-lo soltar um gemido um pouco mais alto. Quando notou, acabou ficando sem graça e rapidamente se levantou, ignorando — ou tentando — a ereção evidente no shorts do namorado.

— E-eu vou tomar um banho… já volto. — Iruka disse, quase tropeçando nos próprios pés ao andar de costas, tentando ser discreto ao olhar para o namorado e, ao mesmo tempo, esconder a própria excitação. 

Kakashi ficou observando o namorado se afastar, querendo apertá-lo e dizer o quanto ele era extremamente fofo daquela forma. Mas sabia que, se o fizesse, era capaz de ele se trancar no banheiro e depois arrumar uma desculpa para ir embora — e não queria isso. Respirou fundo, tentando acalmar a mente e o corpo antes de se levantar do chão. Ao fazer isso, encontrou o celular de Iruka, desbloqueado e aberto em uma página que chamou sua atenção. Nunca tiveram segredo um do outro, mas isso não significava que mexessem nas coisas alheias; cada um mantinha sua privacidade. Ainda assim, ver que o namorado pesquisara aquele assunto o deixou feliz, pois significava que confiava nele para pensar em dar aquele passo. Não que precisassem daquilo para seguirem adiante no relacionamento, como sempre deixara claro.

 

☬☬

 

Após o que pareceram horas, Iruka finalmente saiu do banheiro, usando apenas uma camisa de Kakashi e cueca box, um tanto sério demais para o gosto do jogador. 

O Hatake estava sentado na cama, as costas apoiada na cabeceira, lendo um livro qualquer, quando o nadador se sentou na beirada da cama, ao seu lado, encarando as próprias mãos, que estavam inquietas em seu colo. 

O livro foi deixado de lado rapidamente para que Kakashi pudesse se aproximar do namorado e erguer seu rosto, que estava mais corado que o normal após sair do banho.

— Está tudo bem, amor? — perguntou preocupado. 

Iruka levou alguns segundos antes de responder, aumentando a angústia do outro. A feição tensa de Kakashi suavizou quando encontrou os olhos castanhos, que tinham um certo brilho de determinação, mesmo que ainda houvesse algum nervosismo junto.

— Q-Quando falou que… que podia tocar em você… falava sério? — Mesmo tentando soar confiante, sua voz falhou. Sentiu o rosto esquentar e a vontade de se esconder aumentava, mas se manteve firme.

Kakashi, por outro lado, sentiu o corpo vacilar e os olhos se arregalaram com o pedido do namorado. Apesar de querer provocá-lo, não o fez — afinal, estava prestes a dar mais um passo na intimidade que compartilhavam.

— Sim, Iru, falava sério. Mas apenas se você realmente quiser. Não se sinta pressionado a nada e…

— Eu sei, ‘Kashi, e não estou. Eu quero — interrompeu; não queria conversar sobre o mesmo assunto e tinha medo de acabar desistindo.

— Tudo bem… Vem aqui. — Kakashi jogou o livro no chão para nada os atrapalhar naquele momento e ajeitou-se no meio da cama, trazendo Iruka junto a si, ficando frente a frente.

Pegou uma das mãos do namorado e levou-a ao peito desnudo, sentindo-a tremer levemente e o frio contrastando com o quente, fazendo a pele arrepiar.

— Pode começar por aqui. Não irei te tocar, só quando me pedir. Até lá, sou todo seu. — Soltou a mão dele e deixou as mãos ao lado do corpo.

Iruka começou a acariciar a pele do namorado com calma e leveza, mal tocando as pontas dos dedos, como se testasse a temperatura ou os próprios limites. Desceu pelo peitoral marcado, depois para o abdômen trincado. Fez o caminho inverso, tocando um braço, os músculos definidos pelos treinos e o esporte que praticava. A cada movimento, sentia-se mais confiante em tocar o corpo de Kakashi, que respirava fundo, com os olhos fechados, apenas aproveitando o momento. Sentiu as unhas curtas arranhar levemente sua pele, do pescoço até o cós do shorts que usava. Soltou um suspiro ao sentir os dedos roçarem em seu mamilo e nem assim abriu os olhos, perdendo o leve sorriso satisfeito do namorado por ser o responsável daquelas reações. 

Com a coragem aumentando, Iruka começou a beijar suavemente o pescoço do Hatake, que agora apertava o edredom em suas mãos. Os beijos logo se tornaram mordidinhas e, quando sentiu a língua do namorado, um gemido alto saiu por sua boca. Agora, ele sentia a mão de Iruka passear por seu corpo enquanto seu pescoço, ombros e até o peito eram alvos de sua boca.

O nadador, por outro lado, tentava não pensar muito no que fazia — deixava o desejo guiá-lo e parecia estar se saindo bem, dada as reações do mais velho. Aproximou o corpo ainda mais do outro e continuou a beijar e mordiscar o pescoço alheio, que aos poucos adquiria um tom mais avermelhado. Num ímpeto de coragem, levou a mão ao membro coberto de Kakashi e começou a alisá-lo lentamente, sentindo-o duro e pulsando sob seu toque. Apertou-o sem força, apenas para senti-lo, e gostou da sensação — ansiando saber como seria senti-lo sem todo o tecido entre eles. Parou o movimento, mas manteve a mão ali enquanto aproximava a boca do ouvido do namorado e sussurrava:

— Quero que me beije e me toque. — A voz saiu rouca e com um tom de desejo que nem sabia possuir.

Quando Kakashi abriu os olhos, com as pupilas dilatadas e a respiração errática, não falou nada; apenas levou a mão aos cabelos do namorado, segurou-os gentilmente e beijou-o intensamente — com mais desejo que no beijo anterior, quando ainda estavam sentados no chão.

Mal percebeu quando Iruka veio para seu colo; queriam apenas se perder nas sensações, nos toques, nas descobertas que faziam no corpo um do outro. Afastaram-se apenas o suficiente para que Iruka retirasse a própria camisa e, assim que a peça se juntou ao livro no chão, voltaram a se beijar.

Com mais liberdade, foi a vez de Kakashi levar a boca ao pescoço, aos ombros e à garganta do namorado, marcando cada pedacinho disponível. Sentiu seu cabelo ser puxado com força quando contornou o mamilo de Iruka com a língua, atiçando-o até que endurecesse — repetindo o gesto com o outro.

Aquelas carícias faziam o corpo do nadador esquentar e estremecer, mas ele também queria retribuir, por isso fez com que o namorado se deitasse, enquanto permaneceu montado sobre ele. Lentamente, começou a mover o corpo, criando uma fricção entre ambos e sentindo o pau de Kakashi cada vez mais duro contra sua bunda — não que estivesse muito diferente.

O Hatake mantinha as mãos nas coxas de Iruka,apertando-as e sutilmente o ajudando nos movimentos. O prateado se surpreendeu mais uma vez naquele dia quando Iruka pegou uma de suas mãos e beijou-a com delicadeza antes de abaixar os dedos, deixando apenas dois estendidos. 

Kakashi gemeu ao ver o namorado levá-los à boca e começar a chupá-los. Iruka mantinha os olhos fechados, como se aquilo lhe desse mais coragem — não sabia se conseguiria encarar os olhos do mais velho enquanto fazia aquilo. Já o Hatake contemplava a cena mais maravilhosa e pecaminosa que já vira do seu amado e não podia deixar de imaginar ele fazendo aqueles mesmo movimentos com a língua em seu pau. Queria muito sentir, mas não ousaria interromper o momento de Iruka. Ele tomaria todas as decisões, e Kakashi apenas as acataria — fossem elas quais fossem.

O nadador sentia seu coração acelerar, batendo com força como se lutasse para bombear sangue para todas as partes do seu corpo enquanto estava submerso. Sentia prazer em fazer tudo aquilo, sentia-se livre para agir como quisesse, fazer o que quisesse, e isso lhe dava mais coragem. Quando abriu os olhos, com os dedos de Kakashi ainda na boca, seu olhar se encontrou com o dele. Viu paixão, desejo e luxúria; viu aquele que sempre aparece centrado, dono de si, no controle de tudo completamente rendido.

Rendido a ele.

Um sorriso inesperado brotou em seu rosto, contudo, não era um sorriso tímido ou envergonhado. Se Iruka pudesse se ver, encontraria um sorriso que poderia ser descrito como safado, quase sacana.

Sem poder evitar e sentindo falta assim que os dígitos abandonaram a boca de Iruka, Kakashi o puxou para um beijo ardente. As bocas criavam uma sinfonia que os excitava ainda mais. Os gemidos, murmúrios e suspiros pesados completavam a sinfonia que os embalavam sob aquela cama e guiavam suas ações. Ao se afastarem, Iruka voltou a beijar o pescoço de Kakashi, dessa vez usando mais força, marcando-o de tal forma que ficaria marcada no dia seguinte. Beijou e marcou a curvatura do pescoço, começando a trilhar um caminho para baixo. Devolveu as carícias que recebeu em seu mamilo, sorrindo satisfeito cada vez que um suspiro ou gemido mais alto saíam da boca do namorado. Continuou o caminho pelo abdômen, contornando os gominhos definidos, os ossos do quadril e o caminho para a felicidade, cujos pelos eram tão claros quanto o cabelo do amado. Enroscou os dedos no cós do shorts, olhando para Kakashi, que agora fazia uma leve carícia no rosto de Iruka, imaginando o que ele queria fazer.

— Tem certeza? Sabe que não precisava. — A voz saiu rouca de desejo, fazendo o corpo de Iruka arrepiar. Todo seu ser parecia reagir a qualquer mínima ação do namorado e gostava da sensação.

— Eu quero… Só me diga se fizer algo errado.

Kakashi não respondeu; confiava em Iruka, por isso apenas se acomodou na cama e cruzou os braços atrás da cabeça para poder ter a melhor visão do namorado fazendo o que esperava ser um oral.

O Senju sentia as mãos tremerem levemente de nervosismo, ansiedade e um leve receio de fazer algo errado e machucar o namorado de alguma forma. Mas o Hatake conseguiu lhe trazer segurança mesmo sem dizer nada. Quando puxou lentamente o shorts do amado, junto à cueca, deixando-o totalmente exposto e deparando-se pela primeira vez, frente a frente com o pênis dele, sentiu o rosto esquentar. Já o havia tocado momentos antes e até visto de longe quando Kakashi se exibia, fingindo não perceber Iruka o observando.

Ignorando a vergonha, terminou de retirar a peça de roupa e começou a acariciar as pernas tonificadas do outro. Ao chegar às coxas, apertou-as antes de começar a distribuir breves selares na pele, subindo em direção ao seu objetivo. Ao alcançá-lo, envolveu-o com uma das mãos, sentindo-o pulsar, e logo começou a fazer movimentos de vai e vem com calma, acostumando à sensação. Em seguida, abaixou a cabeça e passou a língua pela glande do namorado, sentindo o gosto levemente salgado e ouvindo um resmungo que mais parecia um xingamento vindo dele. Continuou os movimentos com a língua, experimentando, sentindo e descobrindo mais do corpo de Kakashi, gostando, a cada segundo, ainda mais daquele sabor em sua boca.

O jogador gemeu sem pudor quando sentiu a boca do namorado o envolver e começar a chupá-lo com calma, tomando cuidado para não acabar usando os dentes e estragar o momento que vivenciavam. Fechou os olhos e deixou-se ser guiado pelos sons que saíam da boca do mais velho. A cada segundo, ganhava mais confiança, apesar de ainda estar se acostumando com o gosto agridoce do pré-gozo que invadia sua boca. Continuou os movimentos, que aumentavam gradualmente e diminuíram da mesma maneira, conforme a reação vocal do outro.

Após alguns minutos, sentiu as mãos em seus cabelos, num leve carinho, e, em seguida, um leve puxão para chamar sua atenção. Assim que levantou os olhos — ainda com o pau do namorado na boca, que deslizou para fora num movimento extremamente sexy para ambos — encontrou um Kakashi ofegante, com as bochechas levemente vermelhas e as pupilas dilatadas.

— Você está sendo perfeito, Iru… mas não quero gozar na sua boca maravilhosa. Não agora, pelo menos. — O Hatake puxou Iruka para seu colo, e este sentiu o pau do outro contra a própria entrada, mesmo com a cueca que ainda usava.

Beijaram-se brevemente, ainda imersos no desejo que sentiam.

— Se quiser parar agora, tudo bem. Podemos continuar depois…

— Já falei antes, amor… eu quero… com você. Quero que seja meu primeiro.

Kakashi se sentiu quase extasiado. Apesar de nunca se preocupar com isso nos relacionamentos que teve, saber que o namorado desejava que ele fosse o seu primeiro lhe trazia uma certa satisfação. Sendo assim, faria o possível para ser uma experiência prazerosa tanto para ele quanto para si.

— Tudo bem. Então me deixe te tocar, Iruka. Me deixe te levar ao paraíso, me deixe te amar como você merece.

Iruka assentiu e, em seguida, foi deitado gentilmente na cama. Enquanto via o namorado se levantar e ir buscar algo no guarda-roupa,imaginava o que seria. Isso fez seu coração acelerar, mas confiava no Hatake, ainda mais naquele momento.

Quando retornou para a cama, o Hatake deixou ao lado do mais novo um frasco de lubrificante e uma camisinha e então se ajeitou em cima do namorado. As mãos o acariciaram assim que as bocas se encontraram num beijo. Iruka vagou as mãos pelos cabelos prateados, puxando-os com certa força e, em seguida, guiou-as para as costas do namorado, arranhando-as e trazendo-o para mais perto.

Kakashi deixou a boca de Iruka para poder beijar seu rosto, pescoço, ombros e peitoral, deliciando-se com o corpo totalmente liso do amado, resultado do esporte que praticava, que exigia a remoção de praticamente todos os pelos. Continuou a beijar e marcar cada pedaço de pele, sentindo o outro estremecer e arrepiar a cada toque seu. Quando chegou à cueca, encarou-o como se pedisse permissão para removê-la. Assim que foi liberado, retirou-a sem pressa. Iruka tentou cobrir sua nudez, mas foi impedido gentilmente.

— Não se esconda, meu amor. É perfeito — afirmou antes de voltar a beijar o namorado e repetir todo o caminho pelo corpo definido pela natação.

Kakashi ia com calma quase estática, prestando atenção a cada reação de Iruka antes de continuar. Via o desejo e a ansiedade para ir mais rápido junto ao receio e à vergonha de estar tão exposto, tão entregue ao outro.

Os beijos retomaram na mesma intensidade, o atrito dos corpos causando arrepios nos jovens e aumentando o desejo que sentiam. As mãos antes tímidas agora exploravam o corpo com pressa, tocando, arranhando, buscando cada vez mais contato. Quando Kakashi desceu mais, chegando ao pau ereto de Iruka, este fechou os olhos, não querendo ver, apenas sentir, e mal conseguiu conter o som que saiu por seus lábios quando a boca do namorado o envolveu.

O Hatake parecia um especialista, e o nadador tentou não pensar, naquele momento, em quantas pessoas ele havia feito aquilo. O pensamento logo desapareceu ao sentir a língua alheia contornar sua glande e um dedo começar a circundar sua entrada.

Iruka o observava se mover com olhos atentos, tentando se manter naquela posição sem fechar as pernas ou levar as mãos à sua ereção para cobri-la, mas manteve-se firme.

Kakashi começou a beijar seus pés, subindo por sua perna, não pensava em mais nada, apenas sentia. Agarrou os lençóis com força ao ter seu membro engolido novamente pela boca do namorado e gemeu mais alto ao sentir o líquido gelado em sua bunda. Levou a mão à boca e mordeu-a quando um dedo o invadiu. Era estranha a sensação, um pouco incômoda, fazendo com seu corpo travasse levemente naquela região.

O Hatake parou e olhou para seu namorado, que respirou vagarosamente e, com a cabeça, deu a permissão para que o outro continuasse. Lentamente, Kakashi moveu o dedo, entrando e saíndo sem pressa. Aos poucos, acrescentou um segundo dedo. Dessa vez, Iruka arfou profundamente; seus olhos estavam fechados, sua face indicava que estava fazendo tudo certinho.

Kakashi não era um homem que errava, principalmente nessas situações. No entanto, a pessoa que estava deitada sobre sua cama era o seu homem, o amor da sua vida, e tudo era novo para o Senju. Ele desejava que aquele momento não se tornasse algo do qual o outro fosse se arrepender. 

Enquanto se movia contra a entrada do outro, acrescentou o terceiro dedo. Agora seus movimentos eram circulares, abrindo algumas vezes para ajudar a alargar um pouco, mas sem deixar de fazer o vai e vem que aumentava os gemidos de Iruka. Kakashi desviou os olhos brevemente para o corpo do outro, reparando a força com que o moreno apertava os lençóis, o quanto o peito subia e descia conforme sua respiração ficava pesada, os sons que saíam da boca do namorado — alguns palavrões quase impossíveis de decifrar —, a face vermelha, a parte inferior do lábios sendo castigada pelos dentes… Até que, derrepente, um gemido alto escapou da boca do moreno: Kakashi havia acertado o ponto de prazer do outro. 

Ele parou, ajoelhou-se entre as pernas do namorado e sorriu ao ver a bagunça que este se tornara. Iruka, ainda com dificuldade, abriu os olhos castanhos, que o olhavam com um desejo que atravessava qualquer barreira. 

— Sabe quantas vezes você apertou meus dedos? O quanto seu corpo se contorceu? — Kakashi perguntou, pegando o frasco do lubrificante e logo despejando um pouco mais na entrada do outro, antes de espalhar como se fosse algo tão natural quanto olhar para o tempo.

Em seguida, pegou o pacote de camisinha e levou uma à boca, abrindo com os dentes, sem tirar seus olhos daqueles castanhos tão inocentes. O Hatake segurou seu pau e colocou a camisinha, sem deixar de olhar para o outro. 

Posicionou-se sobre o corpo do namorado, inclinando-se, deixando seu rosto perto de Iruka, enquanto que, com a outra mão, posicionava o pau na entrada do moreno, que estremeceu levemente ao sentir a glande encostar em si. Iruka levou as mãos aos braços de Kakashi, apertando-os um pouco. Estava claro que ele tinha medo, mas confiança — era aquilo que queria, pois era Kakashi ali consigo.

Ele havia pesquisado, sim; mas não importava sua rápida pesquisa. O momento sempre seria diferente para todos. Ele sabia que aquilo poderia lhe dar várias sensações, sentimentos avassaladores, e talvez pudesse não gostar. No entanto, uma parte sua dizia que, talvez, apenas talvez, pudesse se tornar igual ou até pior que sua cunhada safada. Não havia como saber, somente sentir, principalmente confiar no seu namorado — e nisso, ele confiava; se não confiasse, sequer estaria ali, e eles não teriam avançado. 

— Iruka? — Kakashi o chamou. — Posso continuar? — pediu. 

— Sim — respondeu firme 

— Se eu te machucar sem querer, por favor, não fique calado. Provavelmente vai doer, não…

— ‘Kashi, confio em você.

— Eu te amo.

— Não mais do que eu — disse Iruka, sentindo seus lábios serem tomados pelos do Hatake, que encaixou a glande na entrada e empurrou lentamente contra o outro, começando a penetrá-lo.

Iruka apertou forte os braços do Hatake e, sem querer, mordeu o lábio inferior do platinado ao senti-lo em seu interior. Kakashi afastou um pouco o corpo, usando as mãos como apoio, enquanto seu quadril se movia lentamente. Assim que a cabeça do pau entrou , ele empurrou mais um pouco, deixando a metade do pau dentro do outro.

Iruka cravou as unhas nos braços do platinado, que ficariam bem marcados no dia seguinte. Seus olhos estavam fechados com tanta força que Kakashi ameaçou sair, mas Iruka o segurou, balançando a cabeça em negativa.

— Estou… bem… — murmurou.

— Está doendo? — perguntou o albino, preocupado com o seu namorado. 

O silêncio que veio depois disse mais do que palavras poderiam expressar. Iruka desviou o olhar, tentando controlar o corpo ainda trêmulo e a respiração acelerada, e respondeu num fio de voz:

— Sim… Não… Bem… a verdade é que senti um leve incômodo com dor no começo… Você pode ficar um pouco parado? — pediu Iruka enquanto se acostumava com aquela invasão. 

Kakashi assentiu, os olhos cheios de cuidado, carinho e uma devoção que aquecia não apenas o corpo de Iruka, mas seu coração. O calor dos dois corpos se misturava, e por alguns segundos tudo se resumiu a isso: o som leve das respirações, o toque das mãos, a pele quente. Iruka fechou os olhos, buscando o ritmo do próprio coração e deixando o desconforto se transformar em algo diferente — algo que começava a pulsar junto com a presença de Kakashi.

Quando Kakashi voltou a se mover em um vai e vem incompleto, tudo para que o moreno se acostumasse com seu pau, notou o rosto dele mudar do incômodo para o prazer. A feição tensa começou a relaxar e o desejo se intensificou, tomando conta não apenas do rosto, mas de todo o corpo. Isso foi o empurrão que Kakashi precisava para aumentar as estocadas, tornando-as mais intensas. Ele entrava por completo e saia com lentidão, torturando Iruka, que não conseguia controlar sua respiração, muito menos seus gemidos. Seu corpo movia-se completamente sozinho, tentando acompanhar o ritmo do platinado, ora devagar, ora rápido.

As mãos do nadador agora estavam nas costas do jogador, arranhando de leve. Sem pensar muito, levou-as à bunda do namorado e apertou levemente, descobrindo que era realmente durinha, como a amiga tinha dito. 

Quase naturalmente, as estocadas se tornaram ainda mais intensas. Iruka viu estrelas e um som mais alto saiu de sua boca ao ter sua próstata atingida por Kakashi, que sorriu diante da cena e repetiu o movimento, fazendo o outro quase gritar. Para o Hatake, o namorado era perfeito. Acolhia-o como ninguém e senti-lo apertar como fazia, mesmo inconscientemente, quase tirava sua sanidade e o fazia esquecer que era primeira vez dele.

O encontro dos corpos era entrecortado por suspiros e toques que falavam mais do que qualquer frase. Kakashi o tocava com uma paciência reverente, como se cada gesto fosse uma promessa; Iruka respondia com o corpo inteiro, aprendendo aos poucos o prazer de se deixar conduzir, de confiar.

— Isso é… tão bom — Iruka conseguiu dizer em meio as frases desconexas, como se fosse o único minuto de sensatez de sua mente em meio ao prazer.

O tempo perdeu o peso. Havia só o cheiro da pele, o calor das bocas que se buscavam, o som entrecortado de dois nomes sussurrados no escuro.

— Kashi… eu… — Iruka começou, mas as palavras sumiram quando um chupão foi deixado no pescoço dele. 

Kakashi sentia o aperto em torno do seu pau aumentar, e Iruka sentia seu interior se revirar e esquentar. Sentia que estava prestes a gozar, ainda mais com a voz rouca e extremamente sensual do namorado soando quase como uma ordem, em seu ouvido.

— Goze para mim, meu amor. 

E com uma estocada mais forte e certeira, Iruka gozou, chamando pelo nome do namorado. Seu corpo arqueou, os olhos reviraram de prazer e lágrimas molharam suas bochechas, criando a imagem perfeita para Kakashi gozar também.

O Hatake permaneceu parado por alguns instantes, ambos aproveitando o êxtase que corria por suas veias. E quando Iruka sentiu o próprio corpo ceder, o coração apertado entre o medo e a entrega, Kakashi encostou a testa na dele, como se lesse a mente do namorado, e declarou quase num sopro:

— Tá tudo bem… eu tô aqui.

E Iruka acreditou. E naquele instante, entre o toque, o tremor e o amor que os envolvia, ele percebeu que o medo da primeira vez não era nada perto da paz de estar nos braços de quem o amava.

Kakashi se retirou de dentro de Iruka, que gemeu pela perda do contato, daquela conexão que mantinham. Ele retirou a camisinha e jogou-a na lixeira perto da cama antes de voltar para os braços do namorado.

Ele se ajeitou na cama, trazendo o outro para deitar praticamente sobre si, e beijou-o brevemente. O silêncio que veio depois não era vazio. Era cheio — de respiração, de coração batendo, de pele colada à pele.

Iruka sentiu o corpo pesado, mas leve por dentro. Um cansaço doce, desses que vem quando a gente finalmente para de resistir. Kakashi ainda o envolvia, uma das mãos em seus cabelos, a outra desenhando círculos lentos em suas costas, como quem quer dizer está tudo bem sem precisar falar.

Por um momento, nenhum deles se moveu. Apenas ficaram ali, respirando juntos, até que Iruka riu baixinho — uma risada quase tímida, que veio sozinha, sem aviso.

— O que foi? — Kakashi perguntou, sorrindo sem perceber.

— Nada… só… — Iruka mordeu o lábio, ainda corado. — Achei que fosse me sentir estranho depois, mas… não me sinto.

Kakashi afastou um pouco o rosto, só o suficiente para vê-lo melhor, para encarar as orbes castanhas que brilhavam ainda mais em sua opinião.

— E como se sente?

Iruka pensou. Procurou palavras, mas todas pareciam pequenas, insuficientes para expressar o que sentia.

— Calmo — respondeu, por fim. — E… inteiro.

Kakashi o olhou de um jeito que só ele tinha: aquele olhar que atravessava a alma, sem pressa, sem exigência.

Depois encostou a testa na dele e disse, num tom quase preguiçoso:

— É assim que eu queria que fosse. Só você, eu e o tempo parando um pouco. Você foi perfeito, meu amor.

Os dedos de Iruka brincavam no cabelo prateado, como se testassem se era real, se eles haviam realmente avançado um pouco no relacionamento. Ele sentia em todo seu corpo o peso da verdade e gostava daquela sensação. O coração, ainda acelerado, parecia querer gravar aquele instante em cada batida.

— Kashi…

— Hm?

— Obrigado… por ter sido você.

Kakashi sorriu, aquele sorriso pequeno que mal se notava, mas que mudava o ar ao redor de Iruka.

— Posso parecer egoísta ou até mesmo arrogante, mas… eu também não queria que fosse com mais ninguém. Sabia que podia não ser o primeiro, mas… no fundo, queria que me escolhesse.

— Sempre escolheria você. E digo o mesmo, não teria como ser com mais ninguém.

— Agora vai poder pegar na minha bunda e em tudo que quiser sem medo. — Kakashi não conseguiu evitar a provocação.

Iruka encarou o namorado, a boca levemente aberta, completamente incrédulo com o que ouviu. Ele até tentou parecer irritado, mas o riso escapou, misturado a um suspiro rendido.

— Você tem um talento natural para estragar momentos bonitos, sabia?

— Só deixo eles mais memoráveis — retrucou Kakashi, ajeitando-o nos braços outra vez. — E agora esse vai ser impossível de esquecer.

Iruka suspirou, encostando o rosto no peito dele, tentando disfarçar o sorriso.

— Às vezes eu me pergunto por que gosto de você, baka.

Kakashi beijou o topo da cabeça dele, rindo baixinho.

— Sorte a minha que ainda não descobriu a resposta.

Após a provocação e um banho repleto de carícias e mais provocações, incluindo um pedido de um segundo round por parte de Kakashi, ele recebeu como resposta uma face completamente vermelha, um tapa não tão fraco em seu peito e um beijo apaixonado, acompanhado da promessa de que repetiriam em breve.

E enquanto esperava a comida chegar, aconchegado no namorado, Iruka aproveitou para mandar uma mensagem para a cunhada e melhor amiga, Tenten.

 

“Pandinha, a partir de hoje, está expressamente proibida de pegar, bater, sequer chegar perto da bunda durinha do meu namorado”.

 

Nem pôde ver a resposta, pois teve seu celular “roubado” por Kakashi, que queria mais beijos do namorado, sem dar chance para a chuva de perguntas da amiga.

 

“Você finalmente deu? 

Não acredito! 

Vai me contar tudo, em todos os detalhes!!

Aproveite e se despeça do seu querido namorado, Yama viu a mensagem e quer castrar o Espantalho. 

P.S. ainda quero ver a espada do seu pai. 

P.S. 2. Se cuide, Golfinho, cuidado ao sentar.”

 

Se Iruka soubesse do que aconteceu com a amiga — ele saberia no dia seguinte, de qualquer forma — não seria o único a precisar ter cuidado ao sentar.

Notes:

Foi a primeira vez deles e a primeira do iruka então, se não ficou lá muito bom, perdoem.
Logo atualizo as demais fics (eu a Ken, confiem).
Comentários são sembre bem-vindos e obg a todos que leram!

Notes:

Se não ficou claro, voltei novamente com a familia HashiMada e suas prole, vulgo, Kakuzu, Obito, Yamato e Iruka (por isso ele é chamado de Senju as vezes)

Sério, amo essa história, amo a capa, amo a Ken por sempre embarcar nessas loucuras comigo.
Até o próximo, com os lindos YamaTen e uma deliciosa vingança.