Chapter Text
Quando sua pequena frota de carros finalmente estaciona na garagem privada do prédio depois de um percurso interminável – meia hora de trajeto, mas, ainda assim, interminável – Jimin suspira aliviado, passa uma mão pelo cabelo e prontamente pula do carro.
Nem mesmo um segundo depois, Heesung, Yooshin e Junseo, os componentes da sua frota do dia, surgem ao seu lado e, porque eles o conhecem bem, logo começam a guiar seu caminho até o elevador e depois pelos corredores da empresa. Com os ombros largos de Yooshin cobrindo sua visão – sério, o homem é como uma porta de tão largo –, Jimin não consegue ver as expressões das pessoas pelas quais eles passam no caminho.
O que, na sua opinião, é algo bom.
Não ver o choque nas expressões delas, no caso.
Pessoas param o que estão fazendo e se aglomeram pelos corredores, sussurrando entre si, acotovelando uns aos outros e se esticando na ponta dos pés com a esperança de vê-lo melhor.
Jimin ainda não conseguiu se acostumar com isso e, sinceramente, sequer consegue entender por que a sua mera presença parece causar tanto espanto.
Com tantos olhos colados no seu corpo e rosto, ele se sente enrubescer e se encolhe um pouco. Pelo menos naquele dia ele decidiu ceder às investidas de Seokjin e deixou que ele o vestisse no que ele jurou ser um look "casual chic" composto por uma calça jeans preta de cintura alta e um cardigan azul bebê, que, na opinião dele, "acentua o seu ar angelical", juntamente com os seus cabelos loiros.
Ar angelical à parte (ou não), Jimin considera a sua aparência apresentável. Nada demais, nada que justifique tantos olhares, tanta apreciação. São roupas confortáveis e ele está confortável. Mas, ainda assim, os olhares curiosos e os sussurros que o acompanham pelo caminho o incomodam.
Felizmente, com Yooshin na sua frente, guiando seu caminho e assustando os mais curiosos com a sua cara fechada de quem comeu e não gostou, e com isso impedindo que os mais corajosos se aproximem, Jimin não precisa se preocupar muito com isso ou se forçar a sorrir ou responder cumprimentos de desconhecidos apesar do seu constrangimento.
Heesung e Junseo compõem a retaguarda da sua pequena comitiva e, ambos também com expressões assassinas, eles dão conta de afastar o resto da galera que provavelmente os seguiria pelos corredores da empresa, apesar de não saberem para onde eles estão indo.
Tudo isso ainda é muito estranho para Jimin e provavelmente continuará sendo por um bom tempo. Pelo pouco que ele pode ver das expressões das pessoas por quem passa, é como se elas estivessem vendo algo único e raro, como, sei lá, o presidente do país passando do nada na sua rua ou uma celebridade internacional qualquer aparecendo na porta da sua casa.
Mas, supostamente – e embora isso ainda seja muito absurdo para ele –, isso é exatamente o que ele é. Uma celebridade, no caso. Uma pessoa famosa é o que ele é, ele precisa admitir, mesmo que apenas para si mesmo e ainda muito surpreso com tudo isso e também à contragosto. E muito embora a sua suposta fama seja derivada da fama de outros, isso não parece importar para essas pessoas.
Ou para os milhões de outras que da noite para o dia passaram a ter interesse na sua vida, aliás.
A pequena comitiva de seguranças que o acompanha não ajuda em nada a diminuir o impacto da sua presença, ele supõe.
Mas Jimin no momento está com pressa e só por isso permite que Yooshin, Heesung e Junseo continuem com o cosplay de serial killers. O que é ridículo e em qualquer outro dia ele já estaria enchendo as orelhas deles e mandando que parem de palhaçada e os lembrando, pela milésima vez, que eles não estão escoltando um membro da família real ou coisa do tipo.
O que, a bem da verdade, parece ser exatamente o que o seus seguranças pensam que estão fazendo e que o resto da galera por onde ele passa parece pensar também.
Ignorando o burburinho de vozes exaltadas e curiosas que surge sempre por onde ele passa, Jimin sente o celular vibrando no bolso e pega o aparelho rapidamente, grato pela pequena distração. Vendo a foto do ID da chamada, ele sorri, revira os olhos e atende a ligação.
"Hyung, pela décima vez nos últimos cinco minutos: eu estou bem," ele diz, fingindo um tom irritado. "Eu disse que ligaria assim que chegasse, mas você, como sempre, foi mais rápido que eu."
"Yooshin foi mais rápido que você. Porque, aparentemente, ele é uma fonte mais confiável que você," Yoongi responde, claramente insatisfeito. Ouvindo o leve rosnado na voz dele, Jimin ri enquanto Yoongi continua resmungando: "E, além disso, ele também cumpre as promessas que faz. Ao contrário de você."
Jimin revira os olhos outra vez e, sabiamente, prefere ficar calado. Não por concordar com Yoongi ou por se sentir culpado, mas sim porque ele aprendeu que esse é um dos melhores jeitos para lidar com um alfa irritado. Ou reclamão.
No caso de Yoongi, Jimin sabe que ele só se preocupa mesmo e estaria tão preocupado como agora caso Jimin estivesse cercado por dez seguranças e não apenas três. E isso é um dos motivos para a preocupação dele. O tamanho da sua comitiva de seguranças, no caso.
Porque – de novo e pela enésima vez – Jimin não é um membro da família real e por isso não precisa de tantos seguranças como os seus companheiros insistem. E isso, a insistência deles e a sua resistência, é um motivo para discussões diárias.
Ou seria, no caso, caso Jimin não fosse tão bom em dissuadir discussões. Ou em ignorá-las, às vezes. Ou em distrair os seus companheiros e fazê-los esquecer sobre o que eles estavam discutindo, para início de conversa.
E ele precisou aprender a ser e fazer tudo isso e muito mais, é verdade, muitas vezes com finais desastrosos, mas ele considera isso algo bom. Produtivo, até. Isso quer dizer que eles precisaram percorrer um longo caminho até chegarem onde estão agora e Jimin não foi o único que precisou aprender a lidar com algo novo.
É verdade que a sua vida sofreu uma mudança drástica quase do dia para noite e que tudo está diferente, mas ele não é o único. A matilha também precisou mudar para acomodar um novo integrante, com isso vieram novas mudanças, novas descobertas e, com elas, inúmeras brigas, discussões, conversas e muitas, muitas noites insones. E isso tudo sem considerar a chegada de um bebê e todas as novas e milhares de mudanças e responsabilidades e brigas, discussões, conversas e muitas, muitas, mas muitas noites insones que vieram com ele.
Mas valeu a pena, ele reflete, sorrindo para si mesmo enquanto Yoongi segue resmungando do outro lado da linha sobre promessas não cumpridas ("se você não pretende cumprir com a sua palavra, pelo menos devia ter a decência de parecer arrependido e não rir da ou na minha cara"), confiança ("sério, você me deu a sua palavra, mas então eu cheguei em casa e você não estava, quando eu fui mais do que claro quando disse que estaria aqui em no máximo meia-hora"), o clima ("...e levando em conta esse chove-e-para do caralho, percorrer um trajeto de quase uma hora na metade desse tempo foi um feito e tanto, e, além disso, algo que merece, assim por cima e só deixando a sugestão no ar mesmo, pelo menos um boquete de boas vindas/parabéns, alfa, por manter a sua palavra, diferente de mim, ou algo do tipo"), prestadores de serviços ("...porque, ao meu ver, os seguranças estão sendo pagos para prestar um serviço e você os está impedindo de prestar tal serviço quando ignora a própria segurança e a minha sanidade quando decide desfilar por aí com nem mesmo a metade do time que nós escolhemos para você"), politicos corruptos ("...e, sério, se você parar para pensar, tudo isso é culpa da inflação e impostos absurdos desse país e dos representantes que nós como sociedade colocamos no poder, então em resumo nós mesmos que nos fodemos, no cu e sem KY, além disso"), e ômegas intransigentes ("...eu não acho que isso seria pedir demais, não acho que isso seja algo absurdo ou impossível, mas ter um ômega compreensível e sensível à pobre sanidade dos seus companheiros e que escuta e obedece quando um dos seus alfas pede, com por favor e tudo mais, para que ele espere meros trinta minutos e não saia sozinho por aí quando o mundo em que vivemos é um antro de pessoas desprezíveis, cegas por ganância e dispostas a fazer de tudo por quinze minutos de fama segue sendo um sonho e um que parece cada vez mais impossível"), sem aparente ordem e também sem muito contexto.
É um discurso e tanto, ele precisa admitir, mas também é um que Jimin, nessa altura do campeonato, escuta pelo menos duas vezes por semana e por isso já está mais do que acostumado.
"Hyung," ele começa a dizer, mas Yoongi continua reclamando.
"... e, se você tivesse esperado, como prometeu que faria, eu teria ido com você."
"Eu posso sair de casa sem escolta, mas muito obrigada pela preocupação," Jimin responde, ignorando completamente a sua escolta atual, que tenta se fazer de surda para a sua ligação enquanto seguem guiando o seu caminho pelos corredores e entre os funcionários estupefatos da empresa.
"Eu não disse que você não podia sair de casa sem escolta – embora isso seja verdade e você sabe muito bem disso –, só que eu preferia ter ido com você," Yoongi rebate.
"Eu sei, mas isso não era preciso, hyung."
"É claro que era. Mas então eu cheguei em casa e você não estava e agora eu estou aqui e você está aí, sozinho a não ser por três seguranças."
"Hyung…"
"Três."
"Hyung…"
"Apesar da sua equipe ser composta, diariamente, por vinte seguranças."
Jimin revira os olhos pelo que parece ser a vigésima vez só na última hora.
"Eu estou bem, não estou em perigo ou em um lugar perigoso e uma escolta composta por três seguranças já é mais do que necessário," ele diz e sorri quando Yooshin olha para ele sobre o ombro.
"Onde está o resto dos seus seguranças?" Yoongi quer saber.
"Na garagem do prédio, onde eles vão ficar até segunda ordem. Minha, nesse caso, não sua," Jimin responde calmamente e nem mesmo dois segundos depois ele vê o celular de Yooshin piscando no bolso traseiro da calça dele.
Obviamente sabendo do que se trata, Yooshin apenas ergue uma sobrancelha para Jimin e escolhe ignorar o aparelho por enquanto, muito mais preocupado em seguir guiando o seu caminho e fazendo careta para quem aparecer na sua frente.
Uma atitude que o seu patrão obviamente vai concordar, é claro.
Mas isso quando Yoongi se acalmar, no caso.
Sinceramente. Alfas e suas neuras.
"... vinte seguranças escolhidos a dedo, todos com ótimas indicações e ética de trabalho, além de muito bem preparados e equipados para lidar com toda e qualquer situação e você simplesmente os dispensa, sem mais nem menos e sem pensar na sua segurança e isso tudo enquanto está sozinho do outro lado da cidade e…" Yoongi segue resmungando, praticamente sem respirar e sem pausas, deixando claro a sua excelência como rapper de sucesso.
Jimin permite que ele resmungue o quanto quiser e murmura aqui ou ali, nem uma afirmativa ou negação, só para que Yoongi saiba que ele está ouvindo.
É tudo muito ridículo e desnecessário, pelo menos ao seu ver, e às vezes até cansativo, mas Jimin sabe que a preocupação dele – de Yoongi, no caso, e a dos outros também – não é de todo desmerecida e por isso permite que ele fale e fale e fale até finalmente ficar sem ar.
Com a sua não-mais-tão-recente-assim ascensão à fama e a atenção que o público e a mídia passaram a ter com a sua pessoa e também a sua vida, Jimin infelizmente precisou, mais de uma vez, recorrer à ajuda dos seus seguranças quando a sua própria foi colocada à prova.
É assustador o número de pessoas que se dispõe a segui-lo com frequência sem motivo aparente, porém focadas – e muitas vezes cegas – por uma notícia fresca ou até mesmo uma mísera foto.
É algo que o surpreendeu e, sinceramente, o assustou muito no começo. E também o que o forçou a passar a viver uma vida mais reclusa nos últimos meses.
Mas agora ele se sente melhor, um pouco mais acostumado com a loucura que o cerca e com o que a sua vida se tornou. Foram várias tentativas e erros, é verdade, e tudo ainda é muito novo, mesmo meses depois, mas ainda assim. Paparazzi à parte, vinte seguranças ainda parece ser um exagero ridículo e ele se recusa a entrar onde quer que seja cercado por vinte alfas e betas de caras fechadas. E armados.
A não ser que a situação peça por isso, é claro.
O que não é o caso no momento.
Quando diz isso a Yoongi, ele apenas bufa mais uma vez e diz:
"Espere onde está. Eu vou até você."
E Jimin até aceitaria a oferta dele, mas ele sabe que Yoongi está ocupado – ou estaria, no caso, caso ele ainda estivesse na reunião que ele fez questão de abandonar na pressa de correr para casa para escoltar Jimin pessoalmente – e por isso nega veementemente.
"Eu estou bem, hyung. Mas você devia voltar para a sua reunião."
"Se você pensa que eu prefiro voltar para aquele inferno do que ficar em casa, você está muito enganado," Yoongi rebate. "E se pensa que eu vou deixar o meu ômega vagar pelas ruas perigosas e entre os milhares de pessoas sem escrúpulos dessa cidade, sozinho e com quase nenhuma proteção, você sinceramente não me conhece."
E, porque Jimin reconhece que esta luta em particular está perdida, porque, quando coloca uma coisa na cabeça, Yoongi não volta atrás e principalmente quando essa coisa é Jimin, ele cede.
"Tudo bem," ele diz.
"E se você… O que você disse?"
"Eu disse que tudo bem," Jimin repete. "Você pode vir me buscar, se quiser. Com quantos seguranças quiser, aliás."
"Os meus dez com os dezessete que você abandonou na garagem devem dar conta," ele diz, muito sério para o que devia ser uma piada, uma brincadeira, mas nunca é ou pode ser quando é em relação a segurança deles. "Chego aí em vinte minutos. Trinta, no máximo. E dessa vez é melhor você estar aí quando eu chegar, está me ouvindo?"
"Tudo bem, hyung. Vejo você em meia-hora. Isso é tempo mais do que suficiente para o que eu preciso fazer," Jimin reflete, ignorando o olhar cético de Heesung e Junseo ao seu lado, as sobrancelhas erguidas de Yooshin e corando levemente apesar dos seus esforços.
Felizmente, Yoongi finalmente parece se acalmar.
"Mais do que suficiente para que?" Ele pergunta, soando confuso. Até que parece lembrar sobre o que Jimin foi fazer ali e a sua missão do dia. "Ah," ele diz e ri. "Tem razão. Meia-hora é tempo de sobra."
Virando mais um corredor e ignorando um novo grupo de pessoas que param o que estão fazendo para observarem a passagem do seu grupo com espanto e então deleite, Jimin suspira baixinho. "Você acha?" Ele pergunta.
Yoongi ri outra vez.
"É claro, amor. Só mostre o seu pescoço para ele e ele vai estar derretido aos seus pés no segundo seguinte," ele diz, parecendo muito seguro e certo do que está dizendo, como um expert no assunto.
O que, no caso, ele é mesmo.
"Ah, e sobre o seu método de… Hm… Adestramento, digamos," Yoongi continua dizendo. "Sobre o seu método de adestramento da vez, eu tenho algumas sugestões, caso você precise," ele diz, todo sensual e sem precisão nenhuma, se você perguntar a Jimin.
"Não, obrigada," Jimin diz rapidamente, sabendo que Yoongi tem vergonha nenhuma e que para ele começar um novo discurso – e esse dessa vez sobre Jimin e como ele pode melhorar os seus métodos de sedução, com listas e sugestões do que fazer, como e onde pôr o que, incluindo gráficos com os cenários mais sujos possíveis – basta que receba uma deixa. "Eu tenho tempo mais do que suficiente e meus próprios meios de adestramento, não preciso de ajuda."
"Você quem sabe. Estarei a uma ligação de distância caso mude de ideia," Yoongi diz e ao fundo Jimin consegue ouvir o barulho de chaves balançando, portas abrindo e fechando e então a voz dele ecoa diferente quando ele provavelmente entra no elevador. "Em meia-hora eu conseguiria fazer você gozar três vezes, no mínimo," ele adiciona, absolutamente do nada, sem aviso e com a voz conversadora, como se estivesse falando sobre o clima ou coisa do tipo.
Jimin tropeça nos próprios pés e, não fosse por Yooshin, suas costas enormes e reflexos rápidos, ele teria caído de cara no chão.
"Hyung!" Ele exclama, escandalizado e com o rosto inteiro vermelho.
Yoongi dá risada.
"Eu menti?" Ele pergunta, cínico, e ri mais uma vez com o silêncio incriminador de Jimin. "Foi o que pensei." Ao fundo, o som das portas do elevador abrindo. "Faça o seu melhor, amor, e acabe com ele. Mas seja rápido. Estarei aí em meia-hora," ele diz e desliga a ligação.
Guardando o celular de volta no bolso e ainda evitando olhar para os seus seguranças, que olham para o seu rosto com olhares suspeitos, Jimin suspira aliviado quando finalmente chegam no seu destino.
Com a sua tentativa falha de acalmar Yoongi e a chegada iminente dele em alguns minutos, a sua missão ali precisa ser breve e o seu trabalho, preciso.
Com um alfa ansioso à caminho, agora ele precisa focar sua atenção em tentar acalmar outro.
E, dessa vez, ele vai ser bem sucedido.
⸻𖥸⸻
Jimin dispensa a sua comitiva antes que eles insistam em entrar com ele na sala, o que ele sabe que estão prestes a fazer.
Sorrindo para a óbvia insatisfação dos três, ele bate na porta, a abre sem esperar resposta e a fecha rapidamente e quase na cara de Heesung quando ele tenta ser mais esperto e passar por baixo do seu braço.
Ouvindo os três resmungando entre si do outro lado – alfas e suas palhaçadas, sinceramente –, Jimin ri baixinho antes de se virar para observar os ocupantes da sala.
Com a movimentação frenética no cômodo, ele consegue passar despercebido por um instante e usa esse tempo com sabedoria para observar tudo em silêncio.
Estilistas e maquiadores correm de um lado para o outro com peças de roupa e pincéis nas mãos. Cameramans, afoitos, viram as câmeras de um lado para o outro, em busca de algo que valha a pena filmar. Cabeleireiros se encolhem em uma das extremidades da sala, claramente intimidados, e, em resumo, tudo o que Jimin consegue ver no rosto de cada uma dessas pessoas é apreensão.
É um circo desorganizado e a causa para toda aquela algazarra está de pé no centro da sala, pernas abertas, braços cruzados no peito e fazendo careta para a coitada da estilista na sua frente.
Jimin daria risada do absurdo daquela cena, mas, levando em conta que ele poderia estar deitado no seu ninho com o seu bebê e um ou dois companheiros carentes por atenção, relaxando na tranquilidade e segurança da sua casa naquele momento – como ele estava, até meia-hora atrás –, em vez disso ele olha ao redor, procurando um rosto conhecido.
Seoyun, a assistente pessoal do dono desse barraco e justamente a pessoa por quem ele estava procurando, surge na sua frente de repente e quase irreconhecível escondida sob a confusão de peças de roupas que cobrem seus dois ombros.
"Jimin-ssi, eu sinto muito," ela começa a dizer, afoita, antes que ele sequer tenha tempo de cumprimentá-la. "Eu não teria ligado, juro que não queria incomodar e sinto muito, muito mesmo por ter feito isso mesmo assim, mas é que eu já não sabia mais o que fazer e…"
Observando com preocupação o estado nervoso dela – até os cabelos da mulher, sempre tão arrumados, parecem estar de pé, coitada –, Jimin sorri compreensivo e a interrompe.
"Está tudo bem, Seyoun-ssi. Não foi incômodo nenhum." Após olhar ao redor, ele pega uma garrafa de água numa mesinha próxima e a encoraja a tomar um pouco, temendo que a pobre coitada tenha um surto nervoso.
"É só que ele não está nos melhores dos humores hoje e agora os cabeleireiros se recusam a se aproximar dele e o resto do staff está desesperado e eu já não sabia mais o que fazer. Eu sinto muito," ela repete, com os olhos arregalados, enfatizando seu arrependimento e desespero com uma só expressão.
Jimin consegue fazer com que ela beba metade da água. "Shh, está tudo bem. Eu vou cuidar disso," ele promete e sorri quando os ombros dela caem em alívio.
Ele a leva até uma cadeira próxima, retira as peças de roupa dos seus ombros com cuidado, sorri para ela mais uma vez, faz uma nota mental para se lembrar de garantir que a coitada seja bem remunerada depois de tanto estresse e então começa a caminhar determinado para o centro da sala, onde o dono do circo ainda está fazendo careta para a coitada da estilista na sua frente que tenta, aparentemente, convencê-lo a colocar uma gravata.
Quando a sua presença é finalmente percebida, um silêncio se espalha pela sala e o único som que repercute pelo cômodo é o click-clack das suas botas.
O dono do circo e razão para toda aquela confusão, curioso e ainda com a expressão irritada, olha ao redor, procurando o motivo para a óbvia mudança no clima do ambiente e o vê.
Ele arregala os olhos.
"Olá, yeobo," Jimin diz.
Olhando para Jimin e parecendo em choque, ele pisca uma vez. Duas. Três.
Então sua expressão se desfaz de qualquer irritação e ele sorri abertamente, suas covinhas dando o ar da graça e suavizando sua expressão ainda mais.
"Jagiya," Namjoon diz. "O que você está fazendo aqui?"
Jimin não está imaginando a onda de alívio que agora se espalha pela sala, junto com o silêncio.
Olhando para Namjoon, Jimin sorri.
⸻𖥸⸻
"... estou quase terminando, talvez mais duas horas," Namjoon diz, enquanto é arrastado pelos corredores – esses, dessa vez, felizmente vazios. "E, depois disso, eu ainda tenho uma reunião com o departamento de marketing para fazer os últimos reajustes na embalagem e capa do álbum, outra logo depois com o financeiro para reajustar as dezenas de mudanças feitas pela equipe de marketing – coisas pequenas, eles sempre dizem, pequenas mudanças aqui ou ali que vão tornar o produto final mais atraente para o público, mas mudanças essas que, quando acumuladas, alteram o valor final de produção e venda – e então eu preciso revisar todas as mudanças com a equipe de produção e…"
"Sei," Jimin murmura, ouvindo apenas parcialmente, mais focado em chegar logo no seu destino.
Observando os corredores com atenção, ele tenta lembrar o caminho.
Ele já esteve no escritório de Namjoon milhares de vezes antes, mas os corredores são todos idênticos e, não fosse pelo seu olfato – e o alfa reclamão às suas costas, é claro, que devia estar guiando o caminho já que ele percorre esses mesmos corredores todos os dias e os conhece como as palmas das suas mãos, mas em vez disso segue resmungando sobre tudo e, ao mesmo tempo, nada em particular – ele estaria perdido.
Dois corredores depois e eles finalmente chegam no corredor certo. Suspirando aliviado quando vê as peças de arte e quadros espalhados pelas paredes e no piso, Jimin segue puxando Namjoon pela mão até chegar na porta certa.
"... e, além de tudo isso e como se isso não fosse o bastante, agora eu vou precisar marcar uma reunião de última hora com o RH para falar sobre a equipe de estilistas e cabeleireiros," Namjoon bufa, irritado e distraído, digitando o código de segurança no visor ao lado da porta em um gesto automático. "Aparentemente, eles – as duas equipes, quero dizer, de estilistas e cabeleireiros – estão planejando se reunir em protesto contra mim, alegando abuso de poder. Contra mim, dá para acreditar nisso? Eu nunca desrespeitei nenhuma equipe de staff, minha ou de qualquer outra pessoa, na minha vida! E com quem eles acham que vão resolver esse problema?" Ele erra o código e bufa outra vez, esperando o visor parar de piscar para digitar outra vez. "É a minha empresa! Eu sou o CEO, CFO e CCO da minha própria empresa e todos os departamentos, independente de sua chefia, respondem a mim!"
"Você tem cargos demais," Jimin diz, mas Namjoon sequer escuta e continua resmungando, agitado.
"Eu fui extremamente cuidadoso quando redigi – exaustivamente! – as regras de boa conduta e profissionalismo para a minha empresa porque a segurança e bem-estar dos meus funcionários é a minha preocupação número um e eu mesmo faço questão de segui-las porque não quero ser hipócrita e implementar regras pensando no bem de todos e então passar um péssimo exemplo ao não segui-las!" Ele quase ruge, gesticulando com as mãos e tentando provar seu ponto como se estivesse falando com o prédio em si e todos os seus funcionários, e não para uma plateia composta apenas por Jimin e sua eterna paciência. "E tudo isso por causa de uma gravata!" Ele berra e erra o código mais uma vez.
"O que?" Jimin o interrompe quando Namjoon abre a boca para continuar rugindo e rapidamente se coloca na frente dele quando ele parece prestes a descontar sua frustração na pobre porta e no sensor de segurança quando uma mensagem aparece no visor avisando que mais uma tentativa de acesso errada e o sistema será bloqueado e a equipe de segurança será avisada sobre uma possível invasão.
E, com uma invasão já iminente – Yoongi e sua própria comitiva de seguranças, no caso –, Jimin não tem tempo a perder.
"Uma gravata?" Ele pergunta, sua voz calma e apaziguadora, enquanto ele mesmo digita o código de segurança vagarosamente, para ter certeza de que os números estão certos, porque tudo que ele menos precisa no momento é ter que arrastar um Namjoon ainda irritado e bufando por mais corredores, sejam eles desertos ou não.
Porque ele sabe (embora ainda esteja longe de entender por que), que as pessoas provavelmente vão continuar seguindo-o com os olhos onde quer que ele vá – ele, Jimin, não Namjoon, com quem eles estão mais do que acostumados – e, no seu humor atual e levando em conta que Namjoon pode ser muito, muito possessivo com o menor estímulo (lê-se olhares) de terceiros (lê-se qualquer outra pessoa que não os membros da sua matilha e alguns familiares, mas não todos), um desastre poderia acontecer.
"Uma gravata!" Namjoon continua resmungando. "E, agora, porque a equipe de estilistas insiste que o conceito para o photoshoot "pede o uso de uma gravata" – como se isso fosse um ponto válido e não algo ridículo, aliás, porque, afinal, um conceito é algo abstrato e subjetivo e, portanto, algo aberto à interpretação e, sendo assim, negociação – e porque eu me recusei a usar uma, não importa qual estilo ou cores ou o quanto eles insistiram, agora eles decidiram criar um motim. Na minha própria empresa! E a equipe de cabeleireiros, insistindo em looks ridículos e também usando argumentos que sequer fazem sentido, decidiram fazer parte do motim!"
O sensor de segurança pisca uma vez antes de apitar três vezes seguidas e a porta é destravada.
"É uma afronta!" Namjoon segue dizendo, ainda distraído na sua sessão de descarrego e desabafo para ninguém em particular, enquanto Jimin abre a porta. "Um motim que será o que vai iniciar uma guerra civil na minha empresa! E, além de tudo isso e porque é claro que nada nunca é o bastante, agora eu preciso descobrir quem decidiu que arrastar você até aqui, pelas minhas costas e sem levar em conta a sua segurança – como você, nesse caso, porque não pense que não vi Yooshin, Heesung e Junseo no corredor e posso saber onde está o resto da sua equipe de segurança? - seria uma boa ideia. O ou os responsáveis por isso que se preparem, porque eu vou…"
Ele se interrompe quando Jimin, sem aviso e também sem muita gentileza, o empurra porta e sala adentro.
"O que…" ele ainda tenta dizer, surpreso e, finalmente, esquecendo suas lamúrias.
Sem dar tempo para que ele comece mais um monólogo infindável sobre gravatas e equipes de staff e guerras civis, com as mãos sobre o peito dele e se aproveitando da sua confusão, Jimin o empurra pela sala e o joga, também sem aviso e com força, em um dos sofás ao lado da grande mesa de mogno no centro da sala.
"Yeobo," Jimin diz, com a voz calma e doce, enquanto monta no colo dele. "Alguém já te disse que você fala demais?"
Parecendo confuso e ainda agitado com os acontecimentos do dia, largado no sofá e olhando para Jimin, Namjoon só pisca para ele.
"Não?" Ele diz.
"Bem, você fala demais. Demais mesmo. E, na maioria das vezes, com uma velocidade e sobre coisas que ninguém mais parece entender além de você. Mas isso é porque o seu cérebro funciona de um jeito diferente do que o do resto da galera e você não tem culpa de ser tão inteligente como é, mas esse não é o ponto. O ponto é…" Jimin se perde por um instante e em vez disso para para admirar o espetáculo de homem entre as suas pernas.
O corte de cabelo novo dele, o mais curto até então, só acentua ainda mais as feições fortes do seu rosto. Embalado a vácuo em um terno três peças preto, parte do tal conceito do photoshoot do dia – que, aliás, deve ter como tema "como alagar as calcinhas de todos os ômegas do mundo em menos de um minuto featuring Kim Namjoon, suas covinhas irresistíveis e dois metros de músculos deliciosos embalados para presente para a sua apreciação, de nada" porque isso é exatamente o que esse combo todo está fazendo com Jimin e a sua calcinha nesse exato momento – e olhando para cima, para Jimin, com a boca entreaberta, olhos confusos e uma expressão tão aberta, surpresa e cheia de confiança, ele é uma visão e tanto.
E uma que promete distraí-lo na sua missão, caso Jimin não tenha cuidado.
"O ponto é," Jimin repete, respirando fundo e balançando a cabeça levemente para se livrar do feitiço do incubus que ele atualmente está fazendo de cadeira, "que você está ignorando completamente a razão para todo esse circo e a confusão que gerou o que você agora chama de motim."
"E que razão é essa?" Namjoon pergunta, parecendo realmente não saber e, infelizmente, parecendo mais interessado nessa linha de conversa do que no ômega muito disposto e bem posto, aliás, literalmente no seu colo.
O que é uma vergonha, cá entre nós, porém algo que Jimin pretende mudar em breve.
Nos próximos vinte e cinco minutos, para ser mais preciso.
"Você," ele responde. Quando Namjoon abre a boca para argumentar e certamente negar ser o motivo para a confusão e caos que Jimin encontrou naquela sala poucos minutos atrás, ele continua: "Não adianta negar. Eu sei o que vi. E, além disso, sei também que você não dormiu direito um dia sequer essa semana. E isso, se você quer saber, é porque você nem sequer se deu ao trabalho de passar em casa nos últimos sete dias e, segundo as minhas fontes, tem usado esse mesmo sofá como cama."
Parando para respirar e mais uma vez o interrompendo quando Namjoon abre a boca para tentar se defender ou provavelmente perguntar quais fontes são essas, Jimin aponta para o amontoado incriminador de lençóis em um dos braços do sofá – e um deles, ele percebe vagamente, é um dos seus lençóis favoritos e pelo qual ele esteve procurando nos últimos dias, sem sucesso, obviamente, e que até chegou a acusar Jeongguk de tê-lo roubado.
Ignorando isso por um instante – Namjoon ter roubado um dos seus lençóis favoritos, no caso, com certeza com a intenção de ter o seu cheiro por perto mesmo quando eles estavam à quilômetros de distância, a fofura desse gesto, do seu alfa e também o fato de que Jimin agora deve um pedido de desculpas à Jeongguk e as milhares de ideias e cenários que surgem na sua cabeça automaticamente sobre exatamente como ele vai fazer isso –, Jimin olha para Namjoon com a expressão séria.
"Então, veja: levando em consideração que você está praticamente morto nos seus pés, sem dormir e provavelmente também sem comer direito há dias, eu acho que é seguro dizer que o seu humor também não é dos melhores. E que, se agora a sua equipe de staff está planejando um protesto nos corredores da sua própria empresa, a culpa é inteiramente sua e você deve, sim e com certeza, sofrer com isso," ele conclui e assente para si mesmo, seguro com o seu argumento.
Agora parecendo perdido e um pouco culpado, Namjoon apenas pisca mais uma vez.
"Esclarecidos a razão para o circo que a sua empresa virou e também a sua estupidez," Jimin continua, pois o tempo está passando e ele precisa dar andamento as coisas, "agora vamos seguir com a sua punição," ele diz e se levanta.
Namjoon finalmente parece despertar do seu transe e franze o cenho.
"Punição?" Ele pergunta, com a expressão tão sofrida, ainda confusa e tão fofa e, por isso mesmo, mais uma distração, que Jimin precisa desviar o olhar e focar muito para manter a coordenação motora suficiente para remover as próprias roupas na velocidade da luz.
Então a expressão confusa e fofa de Namjoon se desfaz completamente e ele abre um sorriso enorme quando Jimin joga a calça na cara dele.
"Ah," ele diz, sorrindo malicioso, gostoso até dizer chega e agora parecendo muito, mas muito feliz por ter sido arrastado da sua sessão de fotos e dos seus milhares de afazeres e problemas do dia. "Esse tipo de punição."
Agora vestindo apenas uma calcinha de cetim e renda delicada preta e, dependendo de quem você perguntar, pequena demais para cobrir o que calcinhas devem cobrir, mas, se você perguntar a Jimin, do tamanho certo para render todos, e ele quer dizer todos, os seus alfas reféns do que ele quiser fazer – e a expressão de Namjoon nesse momento é prova mais do que suficiente do seu argumento –, Jimin volta a sentar no colo dele.
As mãos de Namjoon, como se atraídas por um imã, vão direto para a expansão descoberta da sua bunda e ele a aperta com um suspiro satisfeito.
Deixando que ele aproveite o que com certeza pensa ser uma recompensa muito merecida e não uma punição mais do que atrasada, Jimin decide deixar a conversa de lado e o beija com o acúmulo de dias de saudades, fome, desejo e apenas uma vaga lembrança sobre o tempo e que ele precisa ser rápido.
Ele se permite se perder na boca de Namjoon por um instante e saciar a sua própria fome, beijando-o com gula e finesse nenhuma, chupando sua língua, mordendo seus lábios e lambendo sua boca pelo que parecem horas, mas que não passam de minutos. No final, ele está suado, molhado e tremendo só um pouquinho enquanto rebola devagar e sensual contra o volume entre as suas pernas.
Com as mãos no cabelo de Namjoon, Jimin o afasta da sua boca e observa com apreciação a sua própria representação moderna de Adônis.
Com os lábios inchados e molhados da sua boca, as bochechas coradas e os olhos escuros de desejo, Namjoon tenta puxá-lo de volta para a sua boca, mas Jimin o afasta mais uma vez pelos cabelos. Quando Namjoon grunhe insatisfeito, Jimin sorri e nega com a cabeça.
"Você não pensou que seria assim tão fácil, pensou, amor?" Ele pergunta, abrindo os botões do colete e da camisa de Namjoon com precisão e cuidado para não danificar as peças. "E depois de tudo que você aprontou essa semana? Eu disse que isso seria a sua punição, não uma recompensa."
Namjoon grunhe outra vez e descansa a cabeça nas costas do sofá enquanto observa Jimin, suspirando, afastar o tecido da sua camisa para expor o seu peitoral e abdômen. "Para alguém que afirma ser sempre a voz da razão, você não está fazendo muito sentido no momento, jagiya," Namjoon diz.
Agora abrindo o botão e descendo o zíper da calça dele, Jimin ri.
"Oh, mas eu vou, yeobo," ele diz, afastando, com a ajuda de Namjoon, o tecido da calça dele e expondo sua boxer preta e o volume mais do que avantajado sob o tecido. Ele já está molhado na ponta e tudo isso com apenas um beijinho e uma rebolada marota, Jimin pensa, muito satisfeito consigo mesmo. "Fazer sentido, quero dizer. Você vai ver," ele adiciona, parando mais uma vez para apreciar a visão que é o seu alfa e lambendo os lábios.
Ignorando sua ameaça velada, Namjoon tenta beijá-lo outra vez e Jimin permite apenas por um instante, retribuindo o entusiasmo e desejo dele com os seus próprios.
Quando o afasta mais uma vez, Namjoon abre a boca para deixar claro a sua insatisfação, mas se interrompe e engasga com o ar quando Jimin se levanta rapidamente e ajoelha entre as suas pernas.
Apoiando os braços nas costas do sofá e apertando o tecido entre as mãos enquanto Jimin abaixa a sua cueca e expõe o seu pau, Namjoon claramente tenta se controlar. "Não que eu não aprecie os seus métodos, anjo," ele começa e pausa para respirar fundo quando Jimin o envolve nas mãos. "Ou que eu não mereça ser punido, aliás," ele diz. "Mas eu ainda não consigo ver como isso não é uma recompensa e sim uma punição, como você disse."
Ignorando-o completamente, Jimin beija o pau dele em cumprimento e também com o acúmulo de dias de saudades, da base até a ponta, antes de cuspir na cabeça para facilitar o deslize das suas mãos. Quando Namjoon geme, ele sorri.
"Sua punição, amor," Jimin começa a dizer, se interrompendo para colocá-lo na boca uma vez e fechando os olhos ao sentir o gosto dele na sua língua. Chupando levemente e levando-o até a garganta, sentindo-o pulsar e tão pesado na sua língua, ele se permite se perder por um instante com o gosto, o cheiro e os gemidos dele ecoando pela sala.
Voltando a si ao que parece séculos depois, Jimin abre os olhos e para para respirar. Olhando para Namjoon, sua expressão sofrida, olhos fechados, corpo tenso e mãos agarradas ao sofá, ele sorri mais uma vez e anuncia:
"Sua punição é que você não pode gozar."
Namjoon abre os olhos como se despertando de um sonho.
Então olha para ele com horror.
"O que?" Ele pergunta, descrente.
"Você não pode gozar," Jimin repete, descendo e subindo a mão pelo pau dele e chupando apenas a cabecinha, fazendo-o gemer outra vez. "Não até eu mandar, pelo menos," ele adiciona.
"Mas isso não é justo!"
Jimin dá risada.
"Você também não foi muito justo nesses últimos dias, então porque eu deveria ser?" Jimin se apoia melhor entre as pernas dele enquanto acaricia suas bolas com carinho. Sério, Namjoon tem um pacote e tanto (tipo, tamanho avantajado, circunferência generosa e penduricalhos que completam a trifeta dos seus sonhos) e Jimin nunca foi tão grato ao universo ou qualquer ser superior que estiver ouvindo como ele é agora por ter não só um, mas seis alfas bem dotados e inteiros seus.
Sério, Jimin é um filho da puta de sorte.
"Mas eu…" Namjoon começa a dizer, mas Jimin o interrompe com uma chupada forte.
"Se você não foi justo, porque agora eu deveria servi-lo com justiça, dentre todas as coisas, quando tudo que você merece é sofrer por ter me privado do meu alfa por uma semana?" Jimin continua, levando-o até a garganta outra vez e engasgando com sua própria gula. Quando para para respirar outra vez, ele olha para Namjoon e aumenta o aperto da sua mão. "Por ter me privado disso?"
"E eu peço desculpas por isso," Namjoon consegue dizer, guerreiro, mesmo com Jimin chupando e babando no seu pau com entusiasmo. "Mas, jagiya, você precisa entender que eu não tive intenção de…"
"E, já que você ainda não parece ter entendido a gravidade dos seus atos, vamos adicionar mais uma penalidade ao seu castigo," Jimin diz, cansado de interrupções que o estão impedindo de dedicar sua atenção e língua para o pau duro na sua mão. O que, sinceramente, devia ser um crime e é exatamente isso que Namjoon é, por tudo que ele fez na última semana e pelo que ele está fazendo agora. Um criminoso, no caso. Um criminoso tentando interromper o que devia ser o boquete com o qual Jimin tanto sonhou nos últimos dias. Namjoon não tem coração. "Você, além de não poder gozar até eu mandar, também não pode me tocar."
Namjoon, se possível, arregala ainda mais os olhos.
"Jimin!"
"E se gozar sem eu mandar, dessa vez eu vou fazer você ficar duas semanas sem me tocar."
"Mas…"
"Ou um mês, se você continuar reclamando," ele adiciona, muito satisfeito com a expressão assombrada de Namjoon. "Vou fazer você assistir enquanto monto todos os meus alfas e tudo que vai poder fazer sobre isso é recorrer às próprias mãos."
"Mas isso é um absurdo!" Namjoon berra, horrorizado.
"Não é? E ser privado da presença e até mesmo do cheiro do meu alfa nos últimos dias também foi, mas você me ouviu reclamando? Não. Porque eu entendi as suas razões, embora não concordasse com elas."
Finalmente parecendo entender a gravidade dos seus atos, Namjoon abre e fecha a boca várias vezes antes de conseguir dizer, com a voz fraca:
"Jimin, você não pode fazer isso comigo."
Jimin, sem compaixão nenhuma, chupa a cabeça do pau dele de novo e dá de ombros. Olhando para o relógio no pulso de Namjoon, ele percebe que perdeu dez minutos com Namjoon e sua incapacidade de aceitar a punição que ele obviamente merece pelos seus crimes recentes e já basta de tanta conversa.
"Só não posso, como vou. Agora, que tal você calar a boca e me deixar chupar em paz, sim? Obrigada," ele adiciona quando Namjoon abre a boca para continuar reclamando e em vez disso enche a própria boca de pau e chupa como se disso dependesse a sua vida.
"Porra," Namjoon diz baixinho para si mesmo, desistindo de lutar contra Jimin, suas razões e punições e em vez disso olhando para o teto com a expressão sofrida.
Vinte minutos, Jimin repete mentalmente para si mesmo enquanto baba e engasga no pau dele, fazendo uma bagunça nas próprias mãos e também no seu rosto, mas sem se importar com isso. Boquete bom é boquete melado e, modéstia à parte, essa é uma das suas especialidades.
E o seu boquete, além disso, é excepcional, vide Namjoon gemendo e grunhindo no sofá e prestes a gozar nem mesmo dois minutos depois.
"Não goze," Jimin tira o pau da boca apenas por tempo suficiente para avisar e então volta ao seu trabalho.
E Namjoon, por mais que tenha reclamado e com isso aumentado sua sentença ainda mais, obedece. Mesmo com o corpo inteiro suado, tremendo e implorando por alívio, ele segura firme e espera.
E espera.
E espera mais um pouco.
E Jimin, por sua vez, tão focado está no pau na sua boca que não consegue prestar atenção em mais nada e se surpreende quando sente dedos afastando a sua calcinha para o lado e entrando na sua boceta.
Surpreso, ele abre os olhos e olha para Namjoon com suspeita e demora apenas um segundo para perceber que Namjoon está de olhos fechados e com o corpo inteiro contraído – e todos aqueles músculos em exposição, aliás, uma delícia – e que os dedos na sua boceta são os seus próprios.
E, veja, já que eles estão ali por conta própria (?) e tudo mais, que mal faz tirar proveito da situação? E, além disso, Namjoon é o único que não pode gozar, Jimin não fez nada para merecer a mesma punição.
Enfiando dois dedos dentro de si de uma vez e gemendo no pau na sua boca, Jimin sorri como pode quando Namjoon abre os olhos apenas para olhar para ele como se estivesse presenciando o maior ato de traição do mundo.
Empalado nos próprios dedos e seguindo um caminho que o fará gozar rápido e gostoso, ele geme outra vez e retribui o olhar de Namjoon com a sua melhor expressão inocente – pau na sua boca e dedos na sua boceta à parte, é claro.
"Vai gozar com o meu pau na boca enquanto me faz sofrer como um filho da puta?" Namjoon praticamente rosna e Jimin assente com a cabeça e engasga outra vez, fazendo Namjoon gemer e apertar o sofá com força.
E ele está tão gostoso daquele jeito. Com o corpo parcialmente exposto pelo terno, o peitoral suado, o tanquinho trincado e os bíceps tesos com o seu aperto no sofá, as pernas musculosas abertas, o pau enorme, duro e pulsando de desejo, com o lábio preso entre os dentes, a expressão fechada e os olhos febris, loucos e famintos focados na coisinha nua entre as suas pernas, babando e engasgando no seu pau com gula, com a boca pequena de lábios carnudos fazendo miséria com a sua sanidade, uma mão pequena e dedos minúsculos que quase não se tocam ao redor do seu pau e a outra mais embaixo, tocando uma boceta que chora por atenção e chupa os dedos dentro de si como se eles fossem o pau do seu alfa…
É isso, a imagem que eles compõem naquele momento e a fome no olhar de Namjoon que levam Jimin a um passo da linha de chegada e então Namjoon rosna:
"Então goza, amor. Goza no meu pau e faz miséria com o seu macho."
E ele se deixa cair.
Tremendo e gozando nos próprios dedos, Jimin fecha os olhos e geme como pode enquanto continua chupando, querendo senti-lo dentro de si e o seu gosto na sua língua enquanto goza para ele.
Segundos ou minutos ou talvez até mesmo horas depois, ele abre os olhos e levanta a cabeça, ofegante e desesperado por ar. Com o corpo trêmulo, ele tira os dedos da boceta e geme manhoso com o vazio que eles deixam na sua ausência.
"Bom assim, anjo?" Namjoon diz, a voz não mais do que um murmúrio rouco e profundo. "Só com dois dedinhos nessa sua boceta gostosa e o pau do seu alfa na sua boca?"
E Jimin, ainda lutando para respirar e se recuperando do que foi um orgasmo intenso, mas ainda assim longe de ser suficiente, só sorri.
"Mais do que bom," ele responde com a voz rouca pelo abuso recente à sua garganta. "Mas eu preciso de mais," ele continua, olhando para Namjoon.
Namjoon sorri, inteiro lindo e quente como o inferno, com o pau duro e pulsando contra o seu estômago, e abre os braços.
"Eu sei do que você precisa," ele diz e aponta para o próprio colo. Ou, mais precisamente, para o próprio pau. "Senta aqui, amor."
"Ah, e eu vou, yeobo," Jimin diz, levantando devagar porque suas pernas ainda estão tremendo. Apoiando uma perna por vez no sofá, ele senta no colo de Namjoon com o decoro e cerimônia de um príncipe regente sentando no seu trono. O que, a bem da verdade, o pau de Namjoon meio que é mesmo. O seu trono, no caso. "Mas, antes que você se anime demais, eu preciso lembrar você mais uma vez das regras estipuladas para o seu castigo."
Namjoon, que parecia muito contente com o andamento das coisas e feliz com o que ele provavelmente pensava ser o final da sua punição, fecha a cara.
"Mas eu não gozei," ele rebate. "Nem toquei você. Embora eu quisesse muito fazer as duas coisas, vale ressaltar," ele adiciona, fechando ainda mais a cara quando Jimin ri do seu tom sofrido.
"E você fez um bom trabalho," Jimin concede, alisando os cabelos dele e beijando sua boca com um carinho que não dura muito quando ele se posiciona melhor sobre o colo dele e sente o pau dele pulsando contra sua boceta. "Mas nós ainda não terminamos."
Namjoon morde a sua boca como retaliação e diz, com o tom de um garotinho que teve o seu brinquedo preferido roubado pelo filho ladrão do vizinho: "Mas você gozou. E eu não. Isso não é punição suficiente para você?"
"Longe disso, vida," Jimin responde, começando a rebolar devagar. Com a boca ainda colada na dele, ele continua: "Isso ainda é pouco se comparado ao sofrimento que você me fez passar nos últimos dias. Além disso, eu posso gozar quantas vezes quiser nos meus próprios dedos e o mérito não será de ninguém além de meu. Então, sabe como é."
Namjoon, se possível, fecha ainda mais a cara.
"Não, não sei," ele diz, todo putinho e gostoso num nível que devia ser desumano. "E o meu pau estava na sua boca quando você gozou. O que, aliás, pareceu ter sido mais do que um bom incentivo para o seu orgasmo."
"E ele foi, amor. Mais do que um incentivo e um muito apreciado, obrigada por isso," Jimin diz, beijando sua boca outra vez com carinho. Levantando um pouco e colocando uma mão atrás do seu corpo, ele posiciona Namjoon na sua entrada. "Ah, e sobre as regras: elas ainda estão valendo. Você não pode me tocar e só pode gozar quando eu mandar."
Então, antes que Namjoon tenha tempo para começar um novo argumento que tomará um tempo que eles não têm no momento para isso, Jimin senta com gosto.
Eles gemem em uníssono, unidos, finalmente, e após dias que mais pareceram anos.
E então eles estão se movendo, juntos e em um balé tão bonito que mais parece ter sido ensaiado. E foi.
Eles se beijam enquanto se fodem, se amam enquanto se comem, murmuram juras de amor enquanto se xingam, mas é mais do que apenas o desejo, Jimin sabe e Namjoon também.
É mais do que apenas o ato carnal. É mais do que uma conexão física.
São dois corpos separados após um tempo que voltam a se unir em mais planos do que apenas o carnal e também é mais do que amor.
É como um encontro de almas e se Jimin esteve miserável nos últimos dias sentindo a ausência de um dos seus companheiros como um corte profundo e infectado na sua carne, ele sabe que Namjoon sentiu o mesmo.
E agora eles estão aqui, juntos uma vez mais, e por isso Jimin não é delicado na maneira que o come.
Na maneira como o monta, com movimentos frenéticos, com os quadris rebolando em fúria, com a bunda estalando nas pernas dele, com a boceta chorando de prazer e gemidos altos e manhosos ecoando da sua boca pela sala.
Ele senta com gosto, chora por mais sem vergonha nenhuma e com Namjoon enterrado no fundo da sua boceta, geme como uma puta e o marca com unhas onde as suas mãos estacionam, o marca com os dentes quando isso não é suficiente e o desejo parece ser demais e ele precisa sentir Namjoon entre os seus dentes para lembrar que ele está aqui.
Sob si, dentro de si e inteiro seu, assim como deve ser, assim como ele é.
"É meu que você é," ele geme com a boca colada no pescoço de Namjoon. "É meu que você é e é bom você se lembrar disso da próxima vez que decidir que o seu trabalho é mais importante do que a sua matilha e o seu ômega."
E, perdido em sensações, refém do ataque de Jimin e do movimento dos seus quadris, tudo o que Namjoon pode fazer é se segurar como pode no sofá e manter o controle sobre si mesmo.
Mas Namjoon sabe, e isso Jimin consegue ver na expressão no seu rosto e nos seus olhos. Namjoon sabe que, apesar de gostoso, que apesar de essa provavelmente ser uma ou se não a melhor foda da sua vida, ela não valida a dor do antes ou o prazer do durante ou nem mesmo do depois.
A dor de uma ausência forçada e abrupta que Jimin não foi o único a sentir. Algo que eles conseguiram evitar até então por aquele exato motivo. Algo que eles sempre foram cuidadosos e sempre consideraram com muita atenção. Até então.
Até Namjoon se perder na própria cabeça e esquecer do resto do mundo.
Porque não se separa uma matilha de uma hora para a outra e se espera pelo melhor.
Não se tira dela um de seus membros e espera e torce para que esteja tudo bem.
E não foi nada demais, no final das contas. Foram só alguns dias, mas ainda assim. Nada demais se comparado ao que poderia ser, caso Namjoon se perdesse ainda mais no trabalho e nas suas obrigações e se afastasse por tempo demais. Nada demais, se Jimin não tivesse aparecido quando apareceu para lembrá-lo sobre o que realmente importa.
E se Jimin dessa vez teve medo e sofreu calado sentindo o peito doer de saudades e repetindo para si mesmo que está tudo bem, que vai ficar tudo bem, são só alguns dias, ele não perdeu um dos seus alfas, ele pode não estar em casa, mas Jimin sabe onde ele está e ele não se foi e nós ainda somos sete, oito, não seis, nunca seis, está tudo bem – então nunca mais.
Porque se dessa vez Jimin decidiu esperar por algo, uma deixa, uma abertura, uma oportunidade, uma ligação que demorou a vir, então nunca mais.
Porque, agora ele vê com a claridade de alguém que volta para casa e finalmente entende que sacrifício nenhum justifica a dor de uma separação, se Namjoon é do tipo que se perde no que está fazendo, que se dedica 100% aos seus afazeres e compromissos e trabalhos, porque se Jimin já sabia e agora só recordou que ele é assim, então Jimin precisa ser a ponte que o levará de volta para casa.
"Não goze," ele diz quando os gemidos de Namjoon ecoam com os seus, quando as pernas nas quais ele senta tremem com esforço, quando o pau na sua boceta pulsa cada vez mais e o knot pelo qual ele tanto sonhou nos últimos dias começa a crescer.
"Baby," Namjoon geme em resposta, porque ele é um filho da puta injusto que sabe que Jimin vira pudim nas suas mãos quando o chama de "baby", "sweetheart", "darling" e adjetivos carinhosos em geral em inglês. A culpa não é de Jimin se Namjoon sempre consegue a proeza de soar ainda mais sexy do que o normal, com a voz ainda mais grossa e profunda do que o normal, quando fala outro idioma.
Sinceramente, a culpa é de Namjoon e do Deus que decidiu que criá-lo com tanta beleza não só não seria um trabalho injusto com o resto da imunidade como também decidiu atribuir a esse ser desumano tudo mais que o tornam tão irresistível.
"Não goze," Jimin repete, apoiando as mãos nas pernas dele, se inclinando para trás e rebolando devagar, mas sem pausas, sentindo a boceta pingar de prazer e contrair. "Não agora. Espere."
"Jagiya, por favor," Namjoon geme, apertando as mãos sobre o sofá com tanta força que as juntas dos seus dedos estão brancas. "Eu não- Eu não consigo mais. Por favor," ele implora, inteiro suado, inteiro vermelho, inteiro lindo e inteiro sob o seu controle, do jeitinho que tem que ser.
E entregue assim, refém assim, implorando gostoso e gemendo mais gostoso ainda, Namjoon é um espetáculo à parte e um que Jimin não está preparado para ver acabar.
Então ele diz:
"Não."
E senta com força, com vontade, com dias de fome acumulada e apenas a força e flexibilidade dos seus quadris ditando o ritmo dessa dança que é tão punitiva para Namjoon como é para ele.
Porque Jimin quer gozar, ele precisa gozar, o orgasmo está logo ali, ele consegue sentir, nos músculos que se contraem no seu ventre e na sua boceta. Mas ele ainda precisa de mais.
Mas, no final, com Namjoon gemendo tão bonito entre as suas pernas, implorando por mais, por clemência, jurando rendição e ainda assim pedindo por mais, Jimin perde a batalha contra si mesmo e goza com força e é alto sobre isso como ele apenas é quando entregue e insano e anos luz longe de se preocupar com outra coisa que não o pau na sua boceta e mais, mais, mais.
Ele chora com a força do orgasmo, chora pelo knot que ele consegue sentir começando a crescer na entrada da sua boceta, chora de prazer e satisfação e então chora de sensibilidade. Porque mesmo após gozar, mesmo com o corpo inteiro tremendo e as penas implorando por repouso e com a voz rouca de tanto chorar e exausto, ele não consegue parar e continua sentando, com gosto, com vontade e com um propósito claro: tomar o que é seu por direito.
E Namjoon está se controlando tão bem, tão lindo e inteiro seu, suado e com as mãos fechadas em punho e Jimin só precisa de mais.
Apoiando os pés sobre as pernas de Namjoon, colando o corpo no dele e com as mãos mais uma vez enterradas no seu cabelo, Jimin o beija com a intenção de deixar marcado na sua alma e também na dele que o que eles tem não pode e nunca será medido ou sequer comparado com nada mais nesse mundo.
"Você entende agora?" Ele pergunta baixinho contra a boca de Namjoon, sentindo os lábios dele se movendo junto com os seus e bebendo dos gemidos dele como se disso dependesse a sua vida. "Você entende agora o que me fez passar?"
"Não vai acontecer de novo," Namjoon responde com a voz e a expressão séria como a situação não pede e sincero como Jimin sabia que ele seria uma vez que o fizesse finalmente entender a seriedade das suas ações. "Eu juro, amor. Não vai acontecer de novo."
"Bom," Jimin diz, beijando a boca dele com carinho uma última vez antes de se afastar. Olhando para baixo, ele observa o movimento dos seus quadris e a forma como a sua boceta, gulosa, engole o pau dele. Seguindo seu olhar, Namjoon morde os lábios e geme baixinho, sofrido, porém agora resignado com a sua punição.
Jimin sorri, finalmente satisfeito.
"Está quase acabando, yeobo, eu prometo," ele diz enquanto começa a aumentar a velocidade mais uma vez. Namjoon geme outra vez, entregue, e sem desviar os olhos dos seus. Jimin sorri. "Acha que consegue me fazer gozar mais uma vez antes disso?" Ele pergunta e, fingindo uma dúvida que está longe de sentir, adiciona, como quem não quer nada: "Yoongi-hyung disse que em meia-hora ele conseguiria me fazer gozar três vezes, facinho, facinho. Você já está quase lá. E, além disso," ele olha para o relógio de Namjoon mais uma vez, "nós ainda temos cinco minutos até ele chegar. Acha que consegue?"
E, como sabia que ele faria, Namjoon aceita o seu desafio com a seriedade e profissionalismo de um soldado indo para o campo de batalha.
"Eu vou," ele diz apenas, e se a sua voz não passa de um rosnado, bem, então isso quer dizer que Jimin está fazendo o seu trabalho direito.
E, se sabendo que Namjoon está a um triz de explodir e jogar as consequências para o ar, Jimin decide usar isso como desculpa para dizer: "Então me toca, amor. Me faz gozar gostoso de novo no seu pau e goza comigo," e isso enquanto geme com uma puta, então. Bem. Isso não é da conta de ninguém, afinal.
E Namjoon parece mais do que satisfeito a apto para o trabalho, além disso, como Jimin descobre quando ele envolve a sua bunda com as mãos, o aperta contra si, levanta com ele no colo e ainda empalado no seu pau, sem esforço e sem demora, apenas para jogar todas as pastas e papéis sobre a sua mesa no chão sem cuidado nenhum e então joga Jimin em cima da tal mesa.
Jimin começa a sorrir e abre a boca para dizer algo engraçado ou talvez para provocá-lo um pouco mais, porque Namjoon O Homem Das Cavernas não é algo que acontece com tanta frequência quanto gostaria e algo que deve ser devidamente apreciado e, além disso, instigado a acontecer mais vezes.
Mas então, prostrado sobre o seu corpo e entre as suas pernas, enorme e gostoso até dizer chega, Namjoon sorri e mete tão fundo e tão gostoso que Jimin jura que vê estrelas.
E ele não para.
Metendo fundo e com força e sem pausas e com uma brutalidade que devia ser desumana, mas que só torna tudo ainda mais gostoso, ele rosna: "Agora é a minha vez."
E tudo que Jimin pode fazer é segurar firme e ser fodido como poucas vezes na sua vida.
Ele não consegue pensar. Não consegue sequer ouvir os próprios pensamentos, muito menos a sua voz e a forma como os seus gemidos ecoam pela sala e provavelmente pelo prédio inteiro. Ele não consegue se importar. Não consegue sequer lembrar porque algo tão gostoso como aquilo devia acabar ou o que ele precisa fazer em cinco minutos.
Procurando por apoio sobre a mesa, desistindo e agarrando os próprios cabelos em desespero, Jimin chora e geme como a puta que ele é e sente o mundo ruir ao seu redor e o seu ser seguir logo depois em um orgasmo que pode muito bem tê-lo deixado cego com a força com a qual seus olhos reviraram de prazer.
Em meio a sua ruína, ele escuta Namjoon rir baixinho, rouco e também entre gemidos.
"E nós ainda temos dois minutos," ele diz, mais para si mesmo do que para Jimin, que ainda está perdido e tremendo de prazer e nem aí para o resto do mundo.
E Namjoon, competitivo como ele é e como Jimin já sabia que ia acontecer, ainda assim não para.
Pelo contrário; quando as metidas dele se tornam mais profundas, quando as mãos dele se fecham na sua cintura, puxando-o cada vez mais de encontro ao pau que está fazendo miséria com a sua boceta e quando Jimin começa a sentir a pressão pela qual tanto queria na entrada da sua boceta, ele geme alto e sem controle quando realiza que Namjoon vai fazê-lo gozar outra vez.
"Quatro vezes em meia hora," Namjoon diz, com os olhos focados no seu rosto e parecendo se deliciar com a bagunça que ele conseguiu resumir Jimin a. "O que Yoongi-hyung terá a dizer sobre isso?"
E então ele está metendo ainda mais forte, ainda mais gostoso, com o knot forçando entrada na sua boceta, com as mãos em punho sobre a sua carne, com os olhos famintos e cegos de desejo focados nos seus, com o corpo inteiro sobre o seu, inteiro lindo e enorme e seu, e com um tapa na sua boceta bem planejado, ele diz:
"Goze."
E Jimin goza com um estalo, sem forças, sem controle, com abandono e com tanta força que ele meio que apaga e só volta a si ao que parece anos depois.
Quando abre os olhos, ele percebe que está deitado no sofá, sobre Namjoon e com o pau dele seguro na sua boceta com o knot que os une.
Ele suspira satisfeito e escuta e sente o peito de Namjoon vibrar quando ele ri baixinho.
"Seja bem-vindo de volta, jagiya," ele diz, abraçando Jimin contra o seu corpo e parecendo muito satisfeito com o seu posto de sofá.
"Hmmm," Jimin geme, sonolento e exausto.
"Yoongi-hyung ligou para você enquanto você estava dormindo," Namjoon continua.
"Hm-mm?" Jimin murmura, voltando a fechar os olhos.
"Ele disse que estava preso no trânsito e que estará aqui em dez minutos."
"Hmmm", Jimin murmura outra vez, não muito interessado no assunto e ele também muito satisfeito com a sua situação atual.
Namjoon ri.
"Precisamos levantar em breve," ele diz. "Quer tomar um banho antes de ir? Posso conseguir algumas roupas para você."
E, não, Jimin não quer tomar banho nenhum ou se levantar da sua posição confortável, aliás. Não, obrigada.
"Rum," ele resmunga, insatisfeito.
Compreensivo como sempre, porque é claro que um homem maravilhoso como esse também é capaz de distinguir, compreender e interpretar até mesmo os resmungos do seu ômega corretamente, Namjoon beija sua testa com carinho e diz:
"Você não pode passar tanto tempo assim fora de casa, amor. Eu também não queria levantar, mas hyung está quase chegando e nós precisamos nos limpar antes disso."
E Jimin sabe que ele está certo, é claro, mas ainda assim se recusa a abrir os olhos ou aceitar o seu destino.
Em vez disso, ele levanta a cabeça e procura, ainda de olhos fechados, pela boca de Namjoon. Quando a encontra, ele suspira em satisfação e o beija lentamente.
"Não quero," ele ele diz manhoso, ainda imerso na onda de prazer que parece percorrer o seu corpo dos pés à cabeça e entregue aos seus instintos que pedem por mais do seu alfa, porém sabendo que Namjoon está certo e sentindo os mesmos instintos que o impedem de se mover de onde está também implorarem para que ele volte para casa, para o seu ninho e para o seu bebê.
"Eu vou estar em casa em breve," Namjoon promete, beijando seu nariz e suas bochechas até estacionar na sua boca, onde ele se demora. "Duas horas, no máximo."
E Jimin finalmente abre os olhos e apenas para fazer cara feia para ele.
"Não," ele diz. "Você vai para casa comigo."
Namjoon sorri com arrependimento escrito na sua expressão.
"Eu não posso. Duas horas e eu estarei em casa, prometo."
Quando Jimin não diz nada e só continua olhando para ele, sério e um pouco magoado, Namjoon suspira e o beija outra vez.
"Eu não vou fazer isso outra vez. Não vou mais me afastar por dias, me trancar no meu escritório ou no estúdio e desaparecer." Ele olha para Jimin com atenção e tanto carinho, mãos enormes emoldurando seu rosto com delicadeza. "Eu sei que doeu, jagiya" ele sussurra. "Doeu em mim também."
E Jimin, que está se sentido exposto demais depois de tudo que aconteceu e simplesmente exausto, fecha os olhos para não chorar e enfia o rosto no pescoço dele, roubando para si o cheiro pelo qual tanto ansiou nos últimos dias.
"Duas horas," ele concede, embora insatisfeito. "E se você não estiver em casa no tempo marcado, eu vou voltar e juro que vou fazer você se arrepender," ele ameaça com um tom de voz assassino.
"Tudo bem."
"E dessa vez não vai ser com a minha boceta," ele esclarece, para caso Namjoon não tenha captado o tom assassino na sua voz da primeira vez.
Namjoon ri.
"Isso, ria mesmo." Jimin bufa. "Pense que estou brincando e ria enquanto pode."
Namjoon ri ainda mais.
"Eu quero só ver se você vai ser capaz de rir assim com o próprio pau e bolas atolados no fundo da sua garganta, filho da puta,"
Namjoon ri tanto que seu corpo inteiro treme e eles quase caem do sofá.
"Desgraçado," Jimin resmunga, voltando a enfiar o rosto no pescoço dele e aproveitando os últimos minutos de paraíso enquanto eles ainda estão presos.
Mas, cedo demais, isso acaba e eles precisam levantar.
Ou, depois de limpá-los, Namjoon se levanta, nesse caso. Jimin permanece no sofá de cara fechada, com os braços cruzados sobre o peito e fazendo bico enquanto Namjoon coloca as roupas de volta no lugar e então começa a recolher as de Jimin espalhadas pelo piso do escritório.
Com as roupas dele agora nas mãos, Namjoon se aproxima do sofá, sorrindo tão lindo e parecendo ter esquecido completamente o estresse de mais cedo, e Jimin se vê sorrindo de volta, rendido, besta e tão apaixonado que chega a ser nojento.
Mas Namjoon está sorrindo do mesmo jeito, então pelo menos eles são nojentos juntos e isso é o que conta.
Ele aceita as roupas que Namjoon o estende e sabiamente finge não perceber o suspeito sumiço da sua calcinha, assim como o ainda mais suspeito volume em um dos bolsos da calça de Namjoon e também a definitivamente suspeita e falsa expressão de inocência na cara dele.
Com sorte, porque Jimin é um rapaz esperto e que sempre sai de casa preparado para tudo e que está mais do que acostumado com os seus alfas ladrões de calcinhas, ele tem um par extra na bolsa e a veste e o resto das suas roupas sob o olhar apreciativo do alfa na sua frente.
Após uma pausa para um último beijo na privacidade do escritório que devia ter sido pequena, mas que se estendeu por minutos, Namjoon abre a porta e eles saem para o corredor, em direção ao elevador.
Quando as portas se fecham, Jimin olha para Namjoon de rabo de olho, Namjoon devolve o seu olhar da mesma forma e, nem mesmo um segundo depois, eles estão atracados de novo, chupando a língua um do outro e gemendo como se não tivessem acabado de se comer nem mesmo dez minutos atrás.
"Duas horas," Jimin diz contra os lábios dele e Namjoon assente e o beija uma última vez.
"Duas horas ou morte por asfixia e com as minhas próprias bolas," Namjoon brinca, mas sua expressão se torna séria quando Jimin continua olhando para ele. "Duas horas, anjo, ou talvez mesmo antes disso."
"Promete?" Jimin pergunta, odiando a pequenice da sua voz, mas sem desviar o olhar do dele.
Namjoon suspira baixinho e acaricia seu rosto com carinho.
"Prometo," ele diz e beija sua testa. Quando Jimin assente e sorri, embora ainda esteja incerto, Namjoon o beija mais uma vez e murmura contra os seus lábios: "Amo você, amor."
Jimin se sente derreter, mais uma vez um bobo e tão apaixonado que chega a ser nauseante, porém apaixonado por um ser maravilhoso e incrível – e para não dizer gostoso para um senhor caralho – como Kim Namjoon, o que meio que justifica a nojeira e a imensidão dos seus sentimentos, se você o perguntar.
Então, veja, é nojento, nauseante e o escambau, mas o resto do mundo bem queria estar no seu lugar. E não podem.
Pois Namjoon é seu e só seu e o que é seu é só seu e acabou. E é isso aí.
"Também amo você," Jimin responde, sorrindo e beijando as covinhas dele com amor.
E então adiciona, nem mesmo um segundo depois, só para deixar claro mesmo, e ainda sorrindo como o besta apaixonado que ele é mesmo, porém nunca, jamais otário:
"E também amo as suas bolas. Então faça o favor de estar em casa em exatamente uma hora e cinquenta e sete minutos ou então eu serei obrigado a arrancá-las e enfiá-las pela sua garganta adentro. E acredite quando eu digo: eu posso fazer parecer que engolir o seu pau e bolas é um trabalho fácil, mas não se engane. É preciso prática."
E Namjoon ri tão alto e por tanto tempo e com tanta força que Jimin teme que talvez ele se machuque internamente ou algo assim.
Quando Yoongi finalmente chega – lindo como um deus, vestindo um terno escuro, camisa branca, gravata de mesma cor do terno, pulseiras em ambos os pulsos, anéis em quase todos os dedos, uma expressão severa no rosto, com um cigarro casualmente entre os lábios, com os cabelos compridos em desalinho, a única coisa fora de ordem na sua aparência e tão, mas tão gostoso que devia ser um crime um ser humano ser tão gostoso e perfeito assim – acompanhado pela sua própria frota de seguranças e já agrupando a equipe de Jimin, ele olha de Jimin e seu rosto vermelho de satisfação que ele tenta efusivamente fingir ser fúria e para Namjoon e seu rosto também vermelho, porém do tanto que ele está rindo da cara de Jimin e que nem mesmo tenta fingir, o filho da puta, e simplesmente revira os olhos.
"Está tudo bem, eu presumo?" Ele pergunta para ninguém em particular, jogando o cigarro no chão e usando a sola do sapato para apagá-lo. Os cantos dos lábios dele se movem levemente e ele claramente tenta suprimir um sorriso ao ver Namjoon aparentemente se divertindo tanto e obviamente às custas de Jimin.
O que é, a bem da verdade e além disso uma injustiça, uma das práticas favoritas da matilha como um todo quando o assunto em questão é fazer Jimin e suas bochechas traidoras corarem.
"Sim," Jimin responde, porque Namjoon está ocupado demais lutando por ar enquanto ainda ri para responder.
"Bom," Yoongi responde.
Ignorando Namjoon, suas risadas e iminente morte por asfixia – e isso com a própria saliva –, Jimin observa Yoongi por um instante.
Vestindo um terno feito sob medida para tirar o seu juízo, preto e justo – onde ternos não deviam ser justos, aliás, na opinião de Jimin, ou, se sim, justos apenas para sua apreciação, muito obrigada – e com os seus cabelos escuros passando do queixo, ele é uma visão e tanto.
Todos os seus alfas são, Jimin reflete sorrindo, mais uma vez, como um bobo. E o mínimo que ele deve fazer diante tanta beleza é apreciá-la sempre que possível. Por educação, óbvio. Porque ele é. Um rapaz educado, nesse caso.
Retribuindo o seu olhar e o comendo com os olhos sem descrição nenhuma, como já é de praxe, Yoongi envolve Jimin nos seus braços e o beija com carinho.
"E olá para você, jagiya," ele diz, com um tom de voz doce. "Como tem sido o seu dia até agora? Quebrou mais promessas por aí desde a última vez em que nos falamos?"
"Ah, meu Deus," Jimin grunhe e soca o ombro dele. Mas de leve. Um soco amoroso, por assim dizer. "Se você vai começar com isso de novo e embarcar em mais um dos seus discursos infindáveis, podemos fazer isso no carro? Eu quero ir para casa."
"É claro, meu amor," Yoongi concorda prontamente. "Nós podemos discutir o quanto você quiser sobre quebras de confiança, promessas não cumpridas e ômegas intransigentes. Mal posso esperar para saber o que você tem a dizer sobre esse último."
"Ah, mas Jimin sabe tudo sobre ômegas intransigentes," Namjoon, aparentemente recuperado da sua crise de riso, diz. Quando Jimin olha para ele e fecha a cara, ele sorri e adiciona: "E ômegas violentos, além disso."
"É mesmo?" Yoongi pergunta, muito interessado e prendendo Jimin no lugar quando ele tenta sair dos seus braços e seguir sozinho até um dos cinco carros que os esperam. "Discorra sobre, Joon-ah."
"Vocês são ridiculos," Jimin diz. Quando Namjoon e Yoongi riem abertamente da sua cara e na sua cara – o desrespeito –, ele resmunga baixinho: "Eu quero ver vocês rirem quando eu seguir a sugestão de Taehyung e começar negar os meus serviços da próxima vez que vocês vierem correndo."
Os dois param de rir subitamente e olham para ele com olhares suspeitos, pois Taehyung e suas sugestões nunca querem dizer coisa boa para nenhum dos envolvidos.
"Quais serviços?" Yoongi pergunta.
Jimin sorri.
"Ah, os de fins conjugais, é claro," ele responde. "Taehyung estava pesquisando para o seu próximo papel naquela série, o do professor que também é padre que também é assassino e um dos artigos que ele encontrou dizia que uma característica que padres e assassinos têm em comum é a abstinência sexual. Sabe como é, padres são castos pela profissão e tudo mais e assassinos, aparentemente, escolhem fazer o mesmo e ignorar desejos carnais para focarem melhor no trabalho."
"Que consiste em matar pessoas," Namjoon adiciona, parecendo tão interessado no assunto como Jimin.
"Interessante, não é?" Ele diz. "Eu também achei. Por isso, quando Taehyung sugeriu que eu usasse de abstinência para lidar com conflitos daqui para frente, eu decidi que valia a pena pelo menos tentar. Sabe como é," ele adiciona para o olhar chocado e horrorizado dos dois. "pela ciência da coisa e tudo mais."
"Pela ciência da coisa," Yoongi repete, descrente. "E, porque padres e assassinos seguem tal doutrina, você decidiu fazer o mesmo? Apesar de não ser religioso. E, pelo menos até onde sei, também não ser um assassino."
Jimin revira os olhos.
"Eu disse que era uma teoria interessante," ele resmunga. Mas então sorri malicioso, olha para a expressão pensativa de Namjoon – ele deve estar indagando mentalmente quais outras semelhanças podem existir entre padres e assassinos que ele não sabia até então – e diz: "E, além disso, funciona."
Quando Namjoon olha para ele com a expressão em branco por um segundo e então o seu rosto inteiro assume um tom avermelhado delicioso e seus olhos arregalam em horror, é a vez de Yoongi de explodir em risadas descontroladas.
Satisfeito e com seus dois alfas distraídos e finalmente contentes, Jimin assente para si mesmo, dá dois tapinhas nas próprias costas em parabenização e vai saltitando até um dos carros, acenando educado por onde passa para a sua frota de dezenas de seguranças e ansioso para voltar para casa depois de um trabalho bem feito.
