Actions

Work Header

Rating:
Archive Warning:
Category:
Fandom:
Relationship:
Characters:
Additional Tags:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2023-08-16
Updated:
2025-05-26
Words:
38,170
Chapters:
8/?
Comments:
340
Kudos:
410
Bookmarks:
12
Hits:
2,547

Contract With The Devil

Summary:

Li Susu é uma jovem universitária cheia de problemas, felizmente, o Deus Demônio tem a proposta perfeita para ela. Porém, o que parece conveniente pode ser a ruína de ambos.

Notes:

Oiii pessoas, trazendo aqui mais um surto que tive, dessa vez com o tantai jin como devil god na modernidade, desculpe os eventuais erros, e eu também adoraria saber sugestões 🤧

Eu tentei pensar em um tempo adequado do fim da história até onde começa a nossa era atual, por isso o período de tempo taaao longo
╮(. ❛ ᴗ ❛.)╭

Eu tentei não deixar isso confuso e as demais informações eu pretendo acrescentar mais pra frente se eu ver que essa fic vale a pena 🤧

Espero que gostem, beijos!

(See the end of the work for more notes.)

Chapter Text

 

 

Sentado em seu trono sombrio, com sua armadura negra amedrontadora e magnífica, o Deus Demônio batia lentamente as garras de suas luvas pretas no apoio do braço, de olhos fechados com a face etérea e mortalmente pálida numa expressão indiferente, quase irritada. 

Si Ying, sua serva mais leal, o observava alguns degraus abaixo dele, e sentiu um arrepio. Ela temia que seu supremo estivesse entediado outra vez.

– Repita. - ele ordenou gelidamente.

– O que, vossa majestade? 

– A última parte.

– Que todo o reino demoníaco está absolutamente pacífico?

Então seus olhos vermelhos e afiados se abriram. Eles causavam fascínio e ao mesmo tempo assombro em qualquer um que o visse, a ponto de vários demônios se mijarem de medo, e essa era uma das inúmeras razões para Si Ying devotá-lo. O deus inspirou.

– Você está dizendo a mesma coisa irritante há três semanas seguidas.

– Desculpe, majestade.

O deus não deveria se aborrecer com isso, afinal estes eram os resultados de seu longo e árduo trabalho de três mil anos para trazer alguma organização e pacificação a seu povo após quase dez mil anos de prisão no abismo árido. Os demônios foram privados de qualquer liberdade, sendo caçados como animais pelos imortais, ocasionando em diversas rebeliões, batalhas entre clãs e espécies pela sobrevivência. Sua volta foi aguardada com muita expectativa e uma promessa de esperança, e mesmo que tenha demorado, ele não decepcionou os demônios. Sua chegada lhes deu liberdade, ele aniquilou todas as seitas imortais e ativou a Formação Tongbei, porém, indo contra o Deus Demônio Antigo, ele o destruiu e assumiu sua própria consciência. 

Foi através de muitos diálogos e acordos que enfim ele deteve a matança entre seu povo há alguns séculos. Agora, as ocorrências eram apenas relacionadas a transgressores, ou brigões, mas assim eram naturalmente os demônios. 

No geral, ultimamente, governar o reino demoníaco era uma tarefa bastante fácil, e imensamente entediante. Por ser um ser maligno, o deus tinha um grande anseio pelo caos. Ele chegava a travar batalhas com demônios condenados para liberar um pouco do seu ódio - ninguém seria louco de lutar contra seu supremo por espontânea vontade - mas não havia demônio páreo para ele, e a luta acabava em segundos. O deus por vezes se arrependia de ter solucionado os conflitos internos tão rapidamente, tão rápido quanto milênios podem ser, e de não ter deixado os problemas se estenderem um pouco mais.

A questão era que seu reino estava no auge da prosperidade, não havia rixas sérias, a economia apenas crescia, as colheitas eram ótimas, havia alimentos e recursos para todos, e mostras disso era que a maioria dos demônios prefiria viver ali do que no mundo mortal. E o deus apreciava isso, ele soube que o mundo mortal havia mudado muito desde a última vez que o visitou, e infelizmente, devido as suas próprias decisões durante a Formação Tongbei, ele não poderia causar muita interferência caso um dos seus fossem caçados, apenas salvá-los individualmente, mas não resolver o problema como fez com os imortais.

Era tudo uma chatice.

Espere. O reino mortal.

– O que há no mundo mortal? - ele se recostou mais no seu trono, cruzando os braços calmamente.

– Hum? - Si Ying piscou. – Nada de importante, vossa majestade. Nenhum dos nossos foi capturado ou corre perigo. Os que estão lá não reportaram nada de alarmante.

– Não isso. - ele gesticulou com as garras. – O que mudou? Você disse há alguns anos que os humanos fizeram muitas mudanças.

Apesar do deus um dia já ter sido humano, ele só se lembrava do sofrimento que vivenciara do início ao fim de sua vida, e de ter experimentado a crueldade humana. Ele também não fazia nenhuma questão de tentar se recordar, mas agradecia, já que graças ao seu sofrimento que foi capaz de reacender como Deus Demônio e voltar para o seu verdadeiro lar. Portanto, por ter se passado séculos e séculos, sua visão de tempo expandiu, e foi com uma certa surpresa que um dia, ao visitar disfarçado a cidade central, ele se deparou com diversas alterações. Embora as edificações fossem as mesmas, outros aspectos mudaram, as luzes e cores ficaram mais vivas, e as roupas que vários demônios usavam estavam mais curtas ou apertadas, a um ponto que o diabo se perguntou como eles não se sentiam desconfortáveis. 

Isso foi há mais ou menos três décadas, e quando pediu uma explicação, Si Ying lhe disse que essas pessoas estavam imitando a moda mortal. Ela achou que seu líder fosse ficar zangado e ordenar que todos voltassem a usar as peças tradicionais como era no palácio demoníaco, porém ele não fez, apenas ficou um pouco curioso.

– Ah, sim. Os humanos ficaram mais inteligentes, e produziram diversos aparatos tecnológicos avançados em pouco tempo. Além disso, houve muita liberdade de comportamento.

– Hum, então eles evoluíram. - ele inclinou a cabeça pensativo.

– Não exatamente. - respondeu a subordinada com desprezo. – Como eu disse, eles facilitaram sua própria vida, mas continuam sendo egoístas, arrogantes e ignorantes. 

O rei diabo pensou, ele poderia contornar o seu equívoco na formação fazendo os humanos se submeterem aos demônios. Assim, ele não precisaria mais se preocupar com sua raça naquele mundo e eles poderiam andar livremente como faziam nos céus. Quem sabe ele até ensinasse alguma ordem para aqueles seres medíocres. Seria um excelente desafio, o demônio concluiu.

Ele não tinha sentimentos, mas se empolgou com a ideia, finalmente tendo um objetivo depois de tantos anos, e naquele dia mesmo, iniciou o seu plano. O diabo fez várias perguntas para Si Ying e principalmente para seu outro servo leal Jing Mie, que estava bem mais familiarizado com o mundo em questão, e depois partiu para a cidade. Mudando sua aparência para que não fosse reconhecido, ele comprou algumas das roupas modernas que achava que mais combinavam com ele, todas pretas, e modificou seu cabelo seguindo os parâmetros modernos, abdicando do longo cabelo avermelhado para um preto curto com camadas que caíam pela testa, e obteve livros que tratavam sobre o mundo mortal atual.

Três dias depois, após acertar questões burocráticas com sua corte, ele partiu para o mundo mortal. Com a orientação de seus servos e o que havia lido, o suserano quis continuar tendo seu prestígio, afinal, era o que merecia. O demônio abriu uma conta em um banco e depositou uma grande fortuna, comprou um luxuoso apartamento e um automóvel importado. Como a decoração e os móveis levavam tempo, o diabo teve que esperar algumas semanas até que pudesse se mudar.

Nesse ínterim, ele navegou por entre aquela sociedade, observando e captando informações. De fato, desde que estivera no mundo humano, há cerca de trezentos anos atrás, muitas coisas se alteraram. As construções se tornaram mais práticas e duras, os edifícios eram feitos de metal, tendo incontáveis metros de altura, como se tocassem céu. As ruas eram todas corretamente asfaltadas, as carruagens agora andavam sozinhas e com rapidez, as pessoas usavam roupas mais coloridas e engraçadas que aquelas que ele viu seus demônios usarem, havia muitas cores, barulhos altos, telões médios e grandes com gravações, transportes enormes que voavam. O ambiente se tornou meio hostil, o ar ficou mais seco, e a noite muito menos estrelada. Tudo havia se tornado uma bagunça organizada, onde todos entendiam e se encaixavam.

Não que ele desgostou. Pelo contrário, o deus diabo apreciou a agitação e a novidade de se deparar com o mundo assim. Mas, como o ser mais temido existente, mesmo que aqueles humanos não soubessem, ele tinha uma imagem a zelar para seus servos, então, encarou a contemporaneidade com uma atitude indiferente, como se já fosse acostumado. 

Porém, era irritante que o demônio chamava certa atenção por onde passava. Ele sabia que possuía grande beleza, e no reino demoníaco, dezenas de mulheres ou homens tentaram seduzi-lo, seja para o posto de consorte ou somente para se relacionar carnalmente. Entretanto, ele nunca teve interesse naquele tipo de coisa, nem mesmo quando era humano, e duvidava que pudesse existir alguém capaz de estar ao seu lado.

Com as mulheres mortais não foi diferente, três atrevidas chegaram a pedir seu telefone. Como especialista em ter uma personalidade afugentadora, o demônio conseguia afastá-las rapidamente.

Quando pôde se mudar para sua nova residência em seu período no mundo mortal, ele adicionou um portal numa porta no canto da sala, para que pudesse voltar ao palácio demoníaco quando quisesse, com facilidade. Ele também passou o resto do dia aprendendo a mexer numa tela de mão com luz forte, de aparência e recursos chamativos, alcunhada de celular. Aparentemente não havia um humano que não possuísse aquele dispositivo que usavam numa frequência horrível, até mesmo Jing Mie.

No dia seguinte, ele decidiu sair para seus estudos diretos com a humanidade, dessa vez sozinho.

O dia estava chuvoso, e o diabo andava tranquilamente com um guarda-chuva preto, enquanto os demais ao seu redor caminhavam apressadamente para seus compromissos, amaldiçoando a chuva que os molhava. Já o deus não tinha esse problema, ele não tinha nenhuma tarefa urgente, não precisava trabalhar, e havia lançado um feitiço invisível para evitar que qualquer gota de água respingasse nele. 

Até que então, ele sentiu um cheiro doce, profundo e intenso, e atraído, parou para ver de onde vinha. Era de uma loja, escrito "Café Sacré" em sua fachada. Ele decidiu entrar.

A loja tinha a mesma coloração marrom suave do exterior, lâmpadas penduradas, plantas de decoração e algumas mesas de madeira com cadeiras acolchoadas ou poltronas onde os clientes se sentavam e conversavam, bebendo em copos de plástico o líquido com o mesmo cheiro agradável que ele sentiu.

O demônio nos últimos dias havia consumido uma variedade de comidas diferentes, incentivado por um Jing Mie animado. A humanidade atualmente ingeria alimentos importados com regularidade, ou criaram os seus próprios, e muitos deles não eram nada saudáveis. Alguns estabelecimentos tinham qualidade duvidosa, e ele podia sentir a gordura impregnada em suas roupas caras quando ia embora.

Todavia, ele sentiu que com aquilo seria diferente, e poderia agradar seu paladar. O diabo se aproximou do balcão de madeira onde duas garotas estavam, uma atendente de cabeça baixa anotava algo num bloquinho, debruçada em cima da mesa, enquanto a outra lhe ditava instruções sobre a máquina prateada atrás dela. Ele leu os tipos de café servidos e os acompanhamentos num quadro negro com as descrições em giz acima delas. De todos os lugares onde Jing Mie o levou, aquele parecia o mais respeitável. 

– Bom dia senhor, do que gostaria? - perguntou cordialmente a garota que estava anotando e que se endireitou para atendê-lo.

Ele desceu o olhar do quadro para a atendente, e por alguns instantes o demônio perdeu o ar, como se alguém tivesse lhe dado uma pancada no peito. Ele não sabia o que era se assustar, nada nem ninguém provocou isso nele. 

Ele não previu aquilo, uma coisa dessas. Impossível. Simplesmente impossível. 

– Senhor? - indagou Ye Xiwu.

Era ela. Exatamente a mesma. Aquele rosto que o demônio não gostava de lembrar e fingia esquecer ainda era vívido como brasa em sua mente. Certa vez, muito entediado, ele a desenhou no papel para em seguida queimar. Ele repetiu o ato mais algumas vezes, sem entender o porquê e não querendo saber o que o instigava aquela atitude. Mas ali estava ela. Três mil anos depois.

– Senhor, você está bem? - piscou sua falecida esposa parecendo preocupada.

Ele não tinha certeza da resposta. Ele não sabia o que era não estar bem a tanto tempo que havia se esquecido. Ela o fitou, sem nenhum tipo de reconhecimento em seu olhar.

O rei diabo sorriu sem calor. Ele era um deus, precisava se recompor.

– Sim. O que você me recomenda? - ele perguntou com polidez.

– Ah... 

A garota incerta, olhou para a outra jovem que estava com ela, que levantou uma sobrancelha. 

– Temos o mais pedido, capuccino. - a garota sorriu para ele.

– Eu perguntei a ela. - ele indicou o queixo para Ye Xiwu. O sorriso da garota se desfez.

– Eu... - Ye Xiwu olhou para o quadro. – Acho que um mocha? - A garota de jaqueta tossiu, Ye Xiwu se deu conta de algo e se virou o olhando novamente. – Ah sim, o café mocha leva expresso, muito leite, chocolate, e chantilly.

– Ótimo, pode ser esse. - ele sorriu com seus lábios finos.

– Saindo. - a outra garota disse, indo em direção a máquina grande.

– Não. - o demônio disse. – Eu quero que ela faça. - ele apontou o dedo esguio e branco para Ye Xiwu.

– Ah mas, ela é novata, está começando hoje. 

O demônio negou com a cabeça, indulgente.

– Você trabalha aqui? - seu tom saiu passivo agressivo.

– Sim senhor, só que hoje não é meu dia, eu vim para ensiná-la. - a jovem replicou quase aborrecida.

– Não parece. Não está uniformizada, ela está.

De fato, apenas Ye Xiwu usava o avental com a logo do café e uma camisa marrom suave, junto com um chapéu estrangeiro que deixava seu rosto lindo e elegante. Já a outra garota estava com uma jaqueta vermelha, blusa branca e jeans, parecia uma cliente, não uma funcionária. Elas se entreolharam e o demônio sabia que elas o xingaram mentalmente.

– Tudo bem senhor, se é o que deseja. - Ye Xiwu deu um sorriso falso e pegou a xícara grande de vidro da mão de sua colega e foi para a máquina.

Meio desajeitada, a garota fez o seu pedido com a ajuda das instruções da colega. Quando ele deu o seu cartão para pagar, as duas garotas arregalaram os olhos. Talvez porque o banco lhe deu seu mais exclusivo cartão, que era reservado para seus clientes mais ricos, não era um cartão comum. 

Ele notou uma escada que levava a um andar para cima.

– O que fica lá em cima? - ele questionou.

– Nossa biblioteca. O senhor pode tomar o seu café e ler um livro lá. Também temos wi-fi.

O diabo se sentou em uma mesa vazia, rapidamente atraindo a atenção de três mulheres ali perto, que deram risadinhas. Mas ele não se importou, sua atenção muito focada em outra coisa.

Ele não conseguia tirar os seus olhos dela. Sua mente trabalhava de maneira furiosa buscando respostas. Como? Por quê? Reencarnação? Mas tudo no universo acontecia por um motivo, qual era a razão? Justamente quando ele decidiu retornar para o mundo humano, dessa vez com planos de dominação, um belo dia ele teve vontade de entrar numa loja onde sua falecida e esquecida esposa trabalhava como uma jovem comum. Onde estava a armadilha?

Ye Xiwu não parecia reconhecê-lo, o que corroborava na ideia de que se tratava de uma reencarnação. E de fato só poderia ser, sua esposa humana havia morrido quando ele era o imperador de Jing. Ele viu seu cadáver, mandou que queimassem seu corpo e assistiu a isso. 

Foi agoniante. Ele queria sacudi-la, esganá-la, e rir histericamente. Ela foi a única pessoa existente que o fizera se sentir fora do eixo com o verdadeiro sentimento de ódio e aversão. Quando mandou que queimassem seu corpo foi com o único intuito de expurgar a sua existência do mundo. 

Mas ali estava ela de novo. Sem ter a mínima noção da vida passada deles, enquanto conversava animadamente com a outra garota. Ela não usava sua antiga maquiagem pesada, tinha apenas uma leve, desprovida de todos os acessórios na cabeça, apenas deixando seu cabelo longo e negro solto. Ela estava muito mais natural. Detestavelmente linda.

O rei diabo notou que começou a incomodá-la com seu olhar incessante, mas ele não conseguia e nem estava interessado em parar. 

O café que ela lhe fez era demasiado forte, mas não desagradou de todo, a espuma branca e o chocolate eram muito bons. Ele pegou um livro da estante cujo o assunto não sabia mesmo estando com ele na mão, e pediu mais três cafés feitos pela maldita, um saiu pior que o outro. O demônio ficou até tarde, quando chegou uma outra moça que ocupou o lugar de Ye Xiwu, que foi embora junto de sua colega que o odiava. 

Inquieto, o demônio largou seu café pela metade, frio há muito tempo, o livro que não lia, e saiu para fora. As duas ficaram em uma cobertura pequena alguns minutos até que subiram num ônibus. O diabo lançou um feitiço para que pudesse acompanhar o seu trajeto pelos olhos de um inseto ali dentro. Elas desceram em uma área residencial mais simples. Passando sua vigilância para um pombo ali, ele viu as garotas entrarem em um dos prédios.

Agora ele sabia onde Ye Xiwu vivia. Ironicamente, dessa vez o destino não foi generoso com ela, e a fez nascer pobre e comum. Era boa lição, e talvez por isso ela aparentava ser uma pessoa mais humilde.

Em casa, ele continuou tendo pensamentos fixos em sua esposa revivida, sentindo-se muito irritado. O demônio não queria perdê-la de vista, semelhante ao sentimento estranho que teve quando decidiu levá-la para Jing. 

No dia seguinte, o deus foi até a cafeteria novamente, e lá estava ela no balcão do mesmo jeito, assim como a colega. Ele pediu o café do dia anterior e sentou-se com outro livro insignificante. Ele podia sentir que as duas já se incomodavam com sua presença, mas o ser maligno não se importava, seu foco era Ye Xiwu. Em dada hora, sua colega que era a que mais lhe encarava, foi embora e a loja ficou apenas por conta dela.

O demônio se encaminhou para o balcão. Ele notou quando Ye Xiwu contraiu os dedos desconfortável. Ah, era ótimo que ela se sentisse assim, ele também estava, e muito. A culpa não era dele, quem deveria ter permanecido com os mortos era ela.

– Gostaria de mais alguma coisa, senhor? - a garota lhe deu um sorriso amarelo.

Ela. Ele queria a ela, para esganá-la em um cativeiro.

– Sim. O seu telefone, por favor. - ele pediu com gentileza.

Ele resolveu seguir o exemplo daquelas mulheres ousadas que fizeram o mesmo com ele, e como absorveu em suas pesquisas, era daquela forma que vários relacionamentos sociais se desenvolviam atualmente.

– Oh?! - a garota abriu a boca chocada. Em seguida a fechou em uma linha fina e o mirou com uma raiva indisfarçável.

– Você tem um, não tem?

– Senhor. - ela tentou esconder sua fúria, e deu um suspiro. Que agoniante deveria ser ter que se submeter a certas situações para manter sua subsistência. – Você precisa de mais alguma coisa?

Então ela resolveu ignorá-lo. Bem, ele podia jogar este jogo.

– Você é muito bonita. Qual é o seu nome?

Sua expressão falsamente cordial lhe rendeu alguns espasmos nervosos em seu olho.

– Li Susu.

Saiu arrancado. Certamente estava permitido nas normas revelar seu nome aos fregueses.

E ela não era como sua Ye Xiwu, mas a raiva era igual. Ele quase podia relembrar ela dizendo o seu nome em um grito de ódio.

O seu nome. Ele queria que ela dissesse o seu nome.

– Li Susu, eu me chamo Tantai Jin, e o que eu preciso saber é o seu número. - ele insistiu outra vez simulando inocência.

– Muito bem. - seu sorriso sumiu por um segundo. – Senhor Tantai Jin, o meu número não está disponível, mas os cafés estão. - ela sinalizou para o quadro atrás.

Ele não pôde evitar sorrir ironicamente, enquanto sentia um arrepio desprezível descer por sua coluna quando ela pronunciou seu nome. O diabo estava se divertindo como nunca soube antes.

Ele não tinha nenhuma boa lembrança do seu nome, que significava desgraça, mas por algum motivo, quando se estabeleceu no mundo humano, o deus optou por não escolher outro nome além daquele. Não fazia sentido que fosse outro. Ele sempre fora chamado por seus demônios como tal, Deus Demônio ou Imperador do Inferno, ninguém dizia seu nome, e muitos nem sabiam qual era. 

Ele quase havia se esquecido.