Work Text:
Cheiro de incenso entrou nas suas narinas, um pouco doce demais, apesar de perfumar o quarto com um odor agradável. Particularmente, Kadria não se importava muito com qualquer perfume local, mas seu namorado gostava, logo ela nunca negava. Os seus ouvidos foram preenchidos por sons de leves acordes de guitarra, tocados pelos dedos de seu amado.
Hobie Brown.
Sim, você conhece. O guitarrista mais famoso da comunidade underground? Sim, ele. Não que ele tenha se dado um título, pelo contrário, não queria um título, achava narcisista demais, mesmo assim o povo lhe deu o tal título.
— Luv? — Hobie a chamou com uma voz grave. O sotaque britânico forte, bem arrastado. Não é de se admirar que cante bem e todos caiam ao seus pés. Incluindo, Kadria.
— Sim? — Kadria perguntou de volta. Tom leve, nada especial, mas tinha algo no sotaque francês que ele sentiu falta.
— Não quer fazer nada de especial? — Hobie continuou puxando as cordas da guitarra.
Kad virou o rosto até a poltrona onde seu querido ficava. Pernas um pouco abertas, usava apenas uma calça jeans rasgada, guitarra no colo sem postura alguma e olhava o teto com tédio.
— Não nos divertimos o bastante, Brown? — O olhou com aquele olhar neutro, natural, ela não estava entediada. Estar deitada na cama com seu livro era o suficiente. — Nós cozinhamos, compramos roupas e materiais novos, ouvimos aquele álbum novo que a gente queria e até alimentamos os pombos na praça. Você quer mais o que?
Era proibido alimentar pombos na pracinha do próximo quarteirão, não que eles se importassem. Hobie e Kadria tinham dó dos animais.
De qualquer forma, ela não parecia irritada, apenas confusa com o que seu namoradinho, que não parava quieto, queria.
— Sim, e eu agradeço muito por isso, foi um dia maravilhoso... Mas...
— Mas? — Seus olhos voltaram para o livro, sem realmente ler uma frase. Hobie olha para ela depois de se cansar do teto branco.
— Falta algo. Algo especial. — Enfatizou com um sorriso fraco. A mulher revirou os olhos e parou de se importar tanto com seus planos mirabolantes.
— Tanto faz, se tiver uma ideia, faça sozinho. Eu tive minha cota de dia perfeito de qualquer maneira. — Agora sim voltou a ler algum parágrafo do livro com mais atenção.
Hobie apenas soltou uma risada curta em direção ao teto. Indignado que amava uma mulher tão "sem energia" quanto ele. Eventualmente a bateria dela acabava, certo? Para uma introvertida, a bateria facilmente acabava ao sair de casa e ver uma pessoa indesejada. Mas não para Hobie Brown. Era uma borboleta social com talvez 80 amigos, poderia facilmente virar amigo de alguém apenas por usarem sapatos iguais.
O instrumento musical foi apoiado na parede, o homem alto se levantou da poltrona desgastada e andou até a cama de casal, e do casal. O colchão afundou com seu peso, encostou as costas na parede e descansou as pernas longas em cima das pernas nuas de Kadria, que nem se incomodou com tal movimentação.
Brown visualizou sua pequena Kadria: Usava sua blusa de banda que obviamente ficava grande demais nela, e ainda destacava seus seios (claro que ele não focava só nisso...), os cabelos longos um pouco bagunçados, e olhando mais para baixo, seus glúteos cobertos por um shortinho preto, bem apertado.
Hobie mantém o olhar ali por alguns segundos. Sua parte favorita, macio e tamanho um pouco acima da média, o suficiente para apertar com a mão e tirar o estresse. Era perfeito. Se sentia quase indecente por olhar por tanto tempo, porém desviou a tempo de se tornar apenas uma boa visualização para uma ideia super criativa.
A mão magra de Hobie apertou a coxa da amada, com pressão o suficiente para causar uma reação da Montereau.
— O que? — Perguntou sem tirar os olhos do livro, concentrada.
— Está afim? — Hob perguntou sem rodeios, ela já sabe o que ele quis dizer.
Ela soltou ar pelo nariz, quase rindo.
— Essa é sua ideia especial?
— E se for? — Fez a pergunta firmemente. Mas ela não parou de sorrir.
— Bem, eu não estou afim... se você quer a resposta. — E voltou a ler. Ela não ouviu a resposta de Hobie, no entanto. O homem a olhou por mais um tempo. O suficiente para ser estranho.
Kadria estava entretida com sua imaginação a vapor com cenas tensas escritas no papel. Sem sequer notar a movimentação estranha do colchão e que seu namorado perfeito ficou por trás de suas costas.
Apenas alguns segundos de silêncio depois, sentiu as mãos enormes de Hobie apalpar delicadamente sua bunda. Se sentiu estranha por um momento.
Ignorou.
Pensou que possivelmente ele quis colocar ela no clima certo, contudo também mentalizou que se não demonstrasse interesse, ele ia parar. O que a fez esperar e pensar mais um pouco. Foi quando ouviu sons metálicos e virou o rosto para trás, para seu Hobie.
— Amor, o que... — Ela parou no meio da frase ao notar sua situação.
Hobie já estava com sem o cinto, a calça e cueca abaixada até as coxas, seu membro ereto na palma da mão, segurando com firmeza como se estivesse prestes a fazer algo horrível.
Kadria travou, sentiu frio na barriga. Ela apenas o olhou como quem tivesse com uma arma apontada na cabeça. Bem, de certa forma não estava errada.
— O que foi, luv? — Hobie inclinou a cabeça e sorriu amplamente demais para esconder qualquer excitação. Kad nem esperou ele finalizar a pergunta irônica para tentar se sentar na cama e ter uma distância mínima dele.
Porém foi agarrada no meio do ato pelos quadris e teve seu rosto empurrado com agressividade contra o livro aberto. Kadria gemeu de medo e suas pernas estremeceram quase instantâneamente que ele usou um pouco mais de força para agarrar seu cabelo.
— Não se preocupe, luv, eu vou fazer minha ideia sozinho, ok? Não precisa mover um dedo — Hobie falou num tom doce como se não quisesse rasgar suas roupas como um animal. Mas ele teria paciência por agora.
— O que você tá fazendo?! Me solta, Hobie! — Ela gritou assustada, começou a suar, tentou se mover e o olhou com genuíno temor. As mãos dele apertavam seus quadris com tanta força que provavelmente ficaria roxo.
Sem responder, Hobie segurou suas mechas de cabelo com força controlada, para ela nem ousar mover a cabeça enquanto empurrava seus shorts para baixo.
Sua entrada estava com uso livre agora.
— Hobie, para! Desculpa que eu não tô afim! M-Mas a gente pode fazer depois! — Tentou de forma fútil negociar sua virgindade não tão pura, sorriu forçadamente com os olhos marejados e parou de resistir momentaneamente. Ainda assim, era inútil. Ele riu de seu desespero.
— Ah querida, não precisa se preocupar com o depois, podemos fazer isso agora! — Argumentou calmamente, em contrapartida, apertou seu cabelo para ajustar a força e se inclinou sobre seu ouvido. — Fique paradinha. Se não, vai te machucar. E você não quer isso, né? — Sua voz mudou abruptamente para um tom profundo e não tão calmo e doce como era seu Hobie do café da manhã.
Kadria fungou o nariz levemente e desviou o olhar para as palavras minúsculas da literatura que leia a pouco tempo contra seu rosto. O nervosismo não a deixou pensar por muito tempo, ou corretamente, sua mente estava nublada e pensar numa solução rápida e prática era inviável.
— Deixe eu tirar isso. — Ele resmungou e tirou os dedos de seus quadris roxos, porém, mantendo o aperto firme em seu cabelo. Seu membro, agora latejando, ficou contra sua entrada e clitóris. Quente, úmido. Ela tremeu mais forte, esperando o pior acontecer agora mesmo.
Os dedos de Hobie agarraram o livro, antes usado como entretenimento, agora sendo colocado delicadamente na cômoda. E foi esses mesmos dedos que acariciavam a bochecha úmida da mulher chorosa.
— Nunca se sabe se um corte de papel vai machucar seu lindo rosto, não é, amor? — Ele a olhou nos olhos, ainda sorrindo, como se fosse após o almoço.
— Hobie... P-Por favor... Pare... — Ela implorou novamente, chorando num volume baixo. — Vamos f-fazer isso depois...
Hobie suspirou enquanto lentamente parou de sorrir. Arrumou um pouco a postura, usou sua altura e peso para liberar seu couro cabeludo, já dolorido, para se apoiar em uma mão no travesseiro.
— Às vezes você é tão difícil.
Kadria nem conseguiu ver quando ou como ele ajustou a ponta de seu membro desesperado contra sua entrada, penetrando de uma vez. Doía. Doía muito. Hobie não se moveu, soltou um gemido profundo, aproveitando a sensação quente ao redor do falo. Aparentemente saiu sangue, todavia nenhum dos dois estavam se importando com algo tão pequeno.
— AH!
Kad soltou um grito e começou a chorar pateticamente, choramingou com lágrimas que não paravam de vir, suas súplicas começaram com dificuldade, até virarem gritos de clamor.
— Não, não, não! Por favor, dói, Hobie! Pare com isso! Por favor! Por favor!
— Você se acostuma. — Ele segurou seu quadril com as duas mãos.
Kadria ia implorar mais um pouco, entretanto, foi subitamente interrompida por uma sequência de estocadas rápidas. Ela não conseguia pensar direito, apenas chorar, tremer e gritar coisas sem conexo.
— Porra! Você é tão boa por dentro! — Hobie gemeu entre as estocadas, as fortes e leves, mas nunca mudava a velocidade. Os choros de Kadria ficaram em segundo plano, mal foi ouvido decentemente, interrompido pela inundação de prazer que sentia. Como se seu pequeno buraco fosse moldado somente para ele. Um brinquedo que ele pode usar quando quisesse, mesmo sem bateria.
— Hobie, eu te i-imploro! Eu p-prometo que vou ser melhor, eu v-vou estar com vontade depois! A-Apenas pare! — Sua boca não parava de tremer por um segundo e eram cortados por gemidos de dor, sua visão estava borrada da dor e gotas saindo de seus olhos.
Agora Hobie prestou atenção no desespero dela. Claro que percebia como ela chorava contra a almofada até fazer duas pequenas poças, como via suas mãos e coxas trêmulas de agonia, como ela tentava implorar mais um pouco para ter uma chance de se livrar daquele pesadelo. Claro que não ia conseguir.
Ele estava muito satisfeito com sua dor. Era isso que faltava, um pouco mais de emoção na voz de Kadria.
— Por favor, p-por favor... Eu não aguento mais... — Uma voz rouca saiu após uma sessão de estocadas cruéis. Sua garganta obviamente não aguentou tantos berros.
— Eu sei que aguenta. — Hobie disse após soltar uma respirada funda.
Ela tinha parado de resistir fisicamente há minutos atrás. Parou de negociar o que já não tinha, dignidade ou sanidade. Apenas ficou choramingando baixinho escondendo o rosto com um braço. O outro braço estava sendo forçado contra suas costas, apenas por garantia.
— Você é tão linda, sabia? — A voz do homem foi ouvida como veneno. Em um dia comum, ela corava e revirava os olhos com vergonha, achando que não merecia tal elogio. Agora, apenas balançou a cabeça com tristeza.
— Pare de falar isso... — Saiu em tom grave.
Hobie soltou uma risada curta, continuando as estocadas lentas, porém fortes, fazendo ela sentir como se fossem pontadas de agulha bem enfiadas no colo do útero.
Soltava gritinhos frágeis em contraste com os gemidos de seu não tão amado Brown. Apertou os olhos e tentava pensar em algo, qualquer coisa para se distrair daquilo.
"Eu não gosto disso… não, eu não gosto... Minha buceta estava molhada por reação automática… sim… isso se não fosse sangue. É quentinho demais. Hobie normalmente era tão delicado, faria de tudo para eu gozar gentilmente… mas não agora… pouco importava se eu gozasse ou não, ele só quer se satisfazer com meu corpo bonito. Sem lubrificante e sem aquele amor todo… eu odeio isso—"
— Ah... Deus, você é tão fofa... — Ele gemeu. O quão maligno você tem que ser para elogiar alguém nessa situação? Kad sinceramente não queria a resposta. - Você chorando assim... Parece um... cachorrinho fofo. Não é? — Perguntou retórico. Ela já sabe que está patética ali. Chorar era a única coisa que fez nos últimos minutos.
"Eu odeio isso..."
As investidas começaram a ficar menos brutais e mais velozes. A mulher cerrou os olhos e apertou o lençol com a mão livre, sentindo uma nova onda de lágrimas chegando. O homem sorriu mais amplamente, animado, estava perto do ápice final e ele não ia se dar ao trabalho de se colocar fora no último segundo.
— Haaah... Pode me olhar p-por... — Ele suspirou de prazer. — ...um minuto?
Kadria não se moveu, apenas soltava gemidos abafados, talvez não tenha ouvido uma palavra sequer dele. Ainda assim, ele puxou seu cabelo para a fazer ficar de quatro.
— AHH! Para, para, para! — Sentiu dor novamente em algum tempo, sendo o gatilho para as lágrimas chegarem. — Por favor, eu estava parada!
— Sim, mas eu quero te olhar...
Ele virou seu rosto de perfil, apertando as bochechas avermelhadas do seu amor. Sua outra mão segurou sua cintura e continuou movendo seu corpo contra seu pau disposto.
"O rosto mais belo de todos", ele pensou sorrindo, contemplando o olhar deprimente de sua namorada. Tão lindamente melancólica que parecia a mais pura arte.
— Diga que me ama. — Comandou enquanto puxava e empurrava seu quadril com mais rapidez, fazendo ela soltar um grito quase totalmente contido.
Não queria dizer isso. Mas aquilo poderia piorar?
— E-Eu te amo... — Abaixou o olhar, hesitante, não queria olhar o rosto de seu estuprador, que era também do seu atual namorado. Hobie parecia satisfeito com isso.
Soltou lentamente seu rosto e encostou o nariz no seu ombro ainda coberto com a camisa de banda. Deixou sair gemidos mais altos, roucos e arrastados para fora da boca enquanto seguia o ritmo acelerado. Ambas as mãos ocupadas, uma permaneceu como apoio de equilíbrio e a outra divagou por de baixo da camisa até encontrar um dos seios da parceira, que soltou um barulho da garganta, baixo, contido.
A Montereau não quis olhar para baixo e nem para trás, não tirou os olhos da parede. Lágrimas seguiram até o queixo e caíram no colchão. Não conseguia pensar, sua cabeça estava em branco, a dor e o pânico consumiu sua mente desde que seu cabelo foi puxado. Ela já não estava mais aguentando. E o membro dele se moveu com mais firmeza ao notar a hesitação.
Só mais um pouco.
Tocou seu seio até preencher a palma completamente, apertando seu mamilo entre os dedos, apreciando o metal de um piercing de prata.
— Eu te amo, você s-sabe disso, né? — Ele suspirou no ouvido de Kadria, pondo seus lábios contra seu pescoço pálido.
Ela não respondeu, estava ocupada chorando e gemendo alto, imaginando que provavelmente ele não ia apenas gozar nos lençóis e basicamente sujar sua própria cama. E na piores das hipóteses... teria uma surpresa em algumas semanas após sintomas de enjôo.
As estocadas ficaram mais fundo, poderia dizer que até violentas, ambos gemiam alto. O prazer e a dor como discrepância. Kadria não ia gozar, não era como se quisesse. Mas Hobie, ah, ele definitivamente ia se deliciar com essa sensação.
— Caralho, eu te amo tanto! — Ele gritou apertando seu peito com mais força ao preencher seu útero com sêmen quente.
A mulher abaixou a cabeça, finalmente. De humilhação e vergonha de si mesma. Chorou mais ainda, mais alto. Por outro lado, Hobie parecia mais saciado do que nunca, ainda segurou os lábios contra o pescoço de Kadria, ar quente saiu de sua garganta seca com um último suspiro.
Não foi preciso palavras para expressar o quão bom foi esse dia.
O quarto ainda tinha um cheirinho de incenso, bem de leve. O nariz de Kadria não estava tão bom agora. Nada que um cházinho de camomila não resolva!
— Obrigada... — Kad agradeceu com um sorriso doce e gentil, muito raro, que só dava em momentos assim.
— Se sente melhor? — Hobie perguntou ao se sentar ao lado dela na cama, acariciando seu ombro. — Eu peguei muito pesado?
— Sim. Me sinto bem... — Deu um gole no chá. — E não, você nunca faz algo que eu não aguente.
A sessão tinha acabado há longos minutos atrás. Suas pernas ainda balançavam de vez em quando, portanto ficar sentada ajudava bastante. A limpeza externa para ambos foi um banho rápido, com certa dificuldade da parte de Kadria, a coitada ainda estava com recente dor (apesar de não ter nenhum sangramento).
— Você gostou? — Kad perguntou.
— É claro que eu gostei, eu adoro ver você chorando. — Ele levantou os cantos da boca com sinceridade.
— Que nota você dá para minha atuação? — Brincou inclinando a cabeça, levantando as sobrancelhas com um sorrisinho exibido. Hobie pensou um pouco, fazendo beicinho e olhando o teto.
— Um 7.
— 7?! — Abriu a boca chocada.
— Você já fez atuações melhores, amor! — Hobie riu com influência do sotaque britânico.
— Eu sei! Mas um 7?! Qual é... — Ela bateu no ombro dele com força de um bebê panda, depois, cruzou os braços e empinou o nariz.
Os olhos do homem mais alto da sala olharam para ela com ironia, se divertindo.
— Eu sei que consegue fazer melhor... Talvez você estivesse só cansada, você não disse que teve sua "cota de dia perfeito"?
— Sim, eu falei! Mas não significa que minha performance vai ser "ok"! — Ela pegou a xícara novamente e bebeu o líquido, se acalmando um pouco.
— Querida, você foi ótima, ok? Da próxima vez, eu te dou mais motivo para chorar. — Ele indagou calmamente, deitou na cama com os novos lençóis limpinhos e estalou as costas.
Kadria o olhou de cima a baixo, lentamente ficando corada.
— Então... Uma sessão de CNC com degradação? — Kad se deitou ao lado de seu namorado, tocando seu peitoral nu.
— Estou à disposição, se quiser. — Permaneceu com o tom mais neutro e virou o rosto para ela.
— Sim! Você sabe que eu gosto disso! — Ela sorriu animada e quase esqueceu do nariz entupido.
Hobie sorriu de volta, mais tranquilo. No fundo sabia que era apenas uma "brincadeira" mais pesada que o normal, mas ela realmente o amava independente do que ele fosse fazer ou dizer. Com certos limites seus, é claro.
— Eu posso usar a palmatória? — O homem disse apenas como uma provocação, entretanto ela parecia até mais corada.
— S-Sim... Porquê não? — Os olhos dela não o olharam de volta, como sempre fazia quando timidamente.
— Okay, então se prepare para o próximo fim de semana. — Ele acariciou sua franja, tentando bagunçar mais ainda, fazendo ela soltar um grunhido tímido pelo carinho repentino.
— O que eu seria sem você? — Fechou os olhos e suspirou de alívio genuíno, afundando o rosto no bíceps do seu querido Brown. — Duvido que seria feliz com qualquer outra pessoa...
— Principalmente baunilha? — Ele segurou uma risada com um sorriso largo sem mostrar os dentes.
— Principalmente baunilha.
Sinceramente, Kadria não conseguia se ver em qualquer outro relacionamento BDSM ou baunilha, apenas Hobie lhe vinha à mente quando pensava em um "namorado dominador que bateria no meu clitóris até eu gozar". Sim, extremo, mas ela se iluminou quando ele simplesmente aceitou esse exato pedido sem a olhar com desprezo e sim com tesão. Isso foi ainda nas primeiras sessões pesadas. Duvidava fortemente que encontraria qualquer outra pessoa que lhe daria aquele mesmo olhar.
— Quer massagem agora? — Ela abriu os olhos, saindo de seus pensamentos perversos.
— Nossa, sim! Minhas costas doem pra porra! — Hobie se deitou de bruços e soltou um bufo de dor.
A mulher pequena subiu no traseiro de seu amado e riu suavemente, já começando a massagear as costas do homem.
— Quer que eu massageie suas costas também, luv? — Hobie perguntou, preocupado com o estado físico dela.
— Não, na verdade, estou bem!
— Então um beijo? Eu não beijei minha namorada há o que, 15 minutos?
Kadria riu docemente e se inclinou sobre o corpo de Hobie, deitando a cabeça ao lado do dele, apenas para selar um beijo amoroso com seu provável amor da sua vida.
Nah, é de fato o amor da sua vida.
