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“Reo... Tá doendo...” A voz suave e rouca de Nagi soou pelo quarto escuro, apenas iluminado pelas velas, espalhadas pelas comodas e chão.
“Só mais um pouco, tesouro...” Reo respondeu, apertando a corda ao redor dos pulsos pálidos do garoto maior, irritando a pele e criando pequenos hematomas. “Hoje, eu quero te fazer gritar...” Reo passou os dedos sensualmente pela nuca de seu namorado, e logo, dando beijos gentis pelo ombro do mesmo.
“Reo é tão malvado~” O maior gemeu, inclinando sua bunda provocativamente.
Nagi estava deitado de costas pra Reo, em baixo de um lençol vermelho vinho, que foi cuidadosamente arrumado por Ba-ya, horas antes do casal apaixonado voltar para casa. Reo sempre gostou de fazer surpresas para Nagi, aquilo não era nenhum segredo, mas hoje era um dia especial. Hoje era o aniversário de 1 ano, desde que conheceu Nagi.
Para ser sincero, Seishiro não ligava muito para datas ou aniversários, para ele, era apenas outro dia qualquer, mas para Reo, aquele dia marcava 1 ano desde que sua vida mudou completamente, graças a Nagi. O maior não entende, mas não se incomoda, ele não consegue fingir que não gosta de ver Reo todo animado para passarem o dia fazendo coisas juntos, Nagi ama ser mimado por seu namorado.
Nesse dia em específico, Reo criou uma agenda com diversos eventos para fazerem. Primeiro, ele pegou Nagi na porta de seu apartamento, entregando-lhe flores e chocolates, o que deixou as bochechas do maior estranhamente quentes. “Reo parecia tão fofo~” Ele pensou consigo mesmo enquanto deixava seu namorado entrar, enquanto ele tagarelava sobre as coisas que eles iriam fazer hoje.
Depois de colocar as flores em um copo d'água, o maior foi obrigado a tomar um banho, já que eles iriam para o shopping para comprar as roupas mais caras e chiques que Reo conseguisse encontrar, só para esfregar na cara de todos que ele conseguia bancar seu namorado sem nenhum esforço. Nagi não se importava com roupas caras, mas se Reo gostava que usasse elas, ele faria aquilo com prazer.
Depois de longas compras, Reo comprou um terno branco de marca para seu namorado, e ficou tagarelando sobre o quanto ele parecia sexy com aquela roupa. Logo após isso, eles pararam em um restaurante para almoçar. Nagi não entendia porque tudo era tão caro, e Reo passou o almoço inteiro explicando sobre a qualidade dos ingrediantes, como era difícil encontra-los na natureza e sobre o profissionalismo dos chefes de cozinha na hora de preparar o prato. Nagi não entendeu uma sequer palavra, mas seus olhos não se moveram nem por um segundo do rosto de Reo enquanto ele explicava. “Reo é tão bonito~” Ele repensava consigo mesmo.
Após o almoço, eles foram para um aquário, já que Reo insistia em ver a área das focas, que tinha recém aberto. O menor não parava de encarar os animais, dizendo o quanto eles eram fofos, e em certo momento, ele chegou a compara-los com Nagi. “Reo está dizendo que eu sou fofo?” O maior perguntou, encostando o rosto no ombro do outro e passando suas mãos por sua barriga.
“N-nagi!” Reo pulou quando seus as mãos em sua barriga e o peso em suas costas, fazendo um rubor vermelho se espalhar por suas bochechas. “Você é... O mais fofo de todos” Ele murmurou, desviando o olhar.
“Woah...” O maior balbaciou, apertando Reo em um abraço. “O Reo também é fofo~”
“N-nagi! Aqui não!” O namorado gritou, tentando se afastar do ataque do maior, mas era inútil. Nagi era como um bebê gigante e egoísta, sempre querendo mais e mais atenção e carinho. Reo não podia reclamar, ele mimou Nagi até o máximo, e sinceramente, faria aquilo mais mil vezes se for preciso. Nagi era seu bebê.
Após o encontro no aquário, eles foram para a casa de Reo para se trocar, já que eles iriam ter um jantar romântico a luz de velas em algum restaurante caro. Nem seria necessário dizer que Nagi não fazia ideia de como colocar um terno, ou pelo menos, fingia não saber, apenas para pedir ajuda de seu namorado, que enquanto amarrava sua gravata, não tirava os olhos de seu peitoral. “Reo~ Meus olhos são aqui”
“Eu sei, tesouro... Só mais um segundo”
Se passaram no mínimo 5 minutos antes que Reo terminasse de amarrar a gravata, já que estava tão distraído, que sempre errava o nó e era obrigado a desfazer e refazer o tempo todo. Quando tudo estava pronto, incluindo a maldita gravata, eles foram pro restaurante, indo na limosine espaçosa de Reo.
Nem seria necessário dizer que ambos sentaram um no lado do outro, trocando beijos a viagem toda.
Quando o jantar acabou, eles voltaram pra casa, já com um pouco de álcool no organismo por causa do vinho desnecessariamente caro que Reo comprou para ambos. Ao chegarem, Reo anuncia que Nagi iria dormir com ele está noite, e que ele tinha preparado uma surpresa especial para o fim da noite, enquanto tirava um pacote de camisinha no bolso e entregava na mão de seu namorado.
“Reo... Mas isso não é o suficiente” Nagi disse, fazendo biquinho. “Se você for me foder, uma camisinha não é o suficiente...”
“N-nagi...!” Reo gritou, ficando tão vermelho quanto um tomate. “Seu safadinho...” O de cabelos roxos complementou, puxando o maior pela nuca. “Isso não vai ser um problema, eu preparei uma caixa inteira de camisinhas... Ao não ser que você queira que eu faça sem~”
“Reo é tão dedicado~” As mãos de Nagi passaram pela cintura de Reo, puxando o namorado ainda mais.
E foi exatamente assim que Nagi foi acabar nessa momento, deitado de bruços, com as mãos amarradas e com seu namorado passando a mão por seu corpo suavemente. “Que corpão, ein, Nagi...” Reo sussurrou, arrastando sua boca pelas costas de Nagi, pousando diversos beijo de boca aberta.
“Reo...” O maior gemeu.
“Nagi...” O jogador respondeu, segurando o rosto do outro, forçando-o a olhar diretamente para si. “Essa noite, eu quero tentar fazer algo”
Nagi olhou para Reo com curiosidade.
“Posso... Te machucar?”
O silêncio não durou muito, a resposta de Nagi foi curta e rápida. “Claro”
“Wow, isso foi rápido” Reo se levantou, dando algumas risadas. “Não se preocupe, eu vou ser gentil contigo, mas se você achar que algo for demais, você pode falar a palavra 'vermelho', que eu vou parar totalmente!” O de cabelos roxo dizia, enquanto andava ao redor do quarto, procurando uma vela.
“Reo é gentil~” Nagi gemeu, tentando se virar, mas logo foi interrompido por uma mão em suas costas. “Hm? Eu quero olhar para Reo~” O mesmo disse.
“Ainda não...” A voz de seu namorado era calma, estranhamente calma, sendo irônico com o ato que ele iria fazer.
Foi rápido. Seishiro mal conseguiu captar a frase, antes que uma gota quente e cera pingasse em suas costas brancas. Um grito alto foi ouvido, e Reo agradeceu mentalmente que seus pais não estavam em casa naquele momento, já que esse não seria o último grito que seu namorado iria soltar naquela noite.
“Reo...!!! Tá doendo!!!” O maior choramingou, tentando se soltar das amarras em suas pulsos. “Reo! Reo! Por favor!!”
O choro de Nagi poderia parecer irritante, mas era música aos ouvidos de Reo. Mikage Reo nunca tinha ouvido Nagi chorar em sua vida inteira. Nagi normalmente quase nunca mostrava nenhuma emoção, e nas vezes que demonstrava, seu namorado sempre tentava fazer com que fossem emoções positivas, mas naquele momento, o choro do maior era feio, humilhante, desesperado. Era lindo.
“Nagi...” Reo murmurou, colocando o dedo na cera já seca, fazendo um gemido suave sair dos lábios do maior. “Tá doendo, tesouro?”
“U-uhum...!! Tá doendo!” O outro choramingou.
“Me desculpe, meu bebê...” Os lábios de Reo pousaram na nuca de seu namorado, dando um beijo gentil. Poderia parecer um ato de desculpas, se não fosse pelo fato de que Reo teria deixado outra gota de cera cair na pele pálida de Nagi. “Ops...” O mesmo disse com uma falsa pena.
“Reo!!! Reo!!! Para com isso! Por favor!!!” Os choramingos de Nagi continuaram, enquanto suas lágrimas caíam sem parar. Em todo momento, seu namorado parecia esperar um sinal vermelho, alguma coisa que mostrasse que ele estava fazendo demais, mas em momento nenhum aquele sinal veio. “Reo... Por favor...” O rosto de Nagi se virou, tentando olhar para o rosto do menor. Um sorriso sádico se formou no rosto de Reo ao ver o rosto destruído de Nagi.
Sem consigar manter a calma, o menor beijou as lágrimas do rosto do namorado.
“Reo... Anda logo...”
“Uh-huh, não é assim que se pede algo” Reo posicionou a vela, deixando mais gotas de cera caírem.
“NGH!!!” Os dentes do maior se cerraram, enquanto sua cabeça se inclinava para trás. “P-POR FAVOR!! C-CHEFE!!! M-ME F-FODE!!!”
“Bom garoto...”
A vela foi posicionada na comoda novamente, antes que Nagi fosse posicionado no colo de Reo, que puxou sua cueca para baixo, mostrando seu pênis já duro e pingando, o que não ajudou nada a situação, já que a visão que Reo estava tendo era simplesmente deslumbrante. Seu namorado estava aceitando tudo aquilo de uma forma obediente, olhando para ele, com seus olhos carentes, ainda lacrimejando por causa do abuso anterior. Sem falar da tenda em sua cueca, que já estava começando a pingar.
“Wow... Quem diria que você gostaria tanto disso, Nagi~” Reo provocou, colocando seu dedo contra a ereção crescente.
“P-para...! Por favor...” A voz soou como uma súplica, enquanto seus quadris se deslizavam contra o pênis nu de Reo.
“Paciência... Ainda preciso te abrir” Os dedos de Reo puxando a roupa íntima, finalmente liberando o pênis do maior, juntamente com suas nádegas pálidas. “Hmmm... Você é tão macio, ein?” Sua voz soou, enquanto sua mão pousava possessivamente na bunda do maior, agarrando e apertando com força. Nagi gemeu em resposta, incentivando Reo a continuar.
Não demorou muito para que as mãos do menor abrissem as nádegas, mas sem antes levar um de seus dedos na boca de Nagi, que chupou obedientemente.
“Bom garoto...” Ele disse, antes de um tapa soar, fazendo com que Nagi chupasse o dedo com mais força ainda, deixando saliva escorrer pela mão de seu namorado. “Que bagunça você está fazendo, Seishiro...”
Com o seu primeiro nome sendo dito, Nagi gemeu alto, se esfregando ainda mais.
Aquilo foi a gota d'água para Reo.
Nagi foi empurrado no colchão, com suas pernas ainda abertas. “R-reo..!” Foram suas últimas palavras, antes de um dedo ser introduzido em sua cavidade anal, arrancando-o um gemido alto e manhoso. “Reo~ Reo~”
“Sei... Sei...” Reo respondeu, violando Nagi com seu dedo, procurando o ponto certo.
“Eu quero mais... Mais dedos do Reo...” O maior divagou, choramingando e inclinando seus quadris.
“Seu safadinho... Você nunca se cansa?” Mais outro dedo foi adicionado, esticando ainda mais, e é claro, Nagi não deixou de gritar mais uma vez, gemendo alto e fechando seus olhos, que ainda escorriam lágrimas. “Você deveria... Andar sempre com um plug... Só pra deixar esse cuzinho bem aberto... Só pra mim, não é? Meu bebezinho~”
“S-sim!! E-eu quero!!! Q-quero que algo d-de Reo esteja d-dentro de mim! S-sempre!! Droga- Reo!!!” Um gemido doce foi ouvido, indicando que Reo tinha achado sua próstata.
“Achei...~”
Os dedos foram arrancados, fazendo Nagi gemer impaciente. Reo lambeu seus lábios, agarrando a coxa de seu namorado com força, como uma espécie de punição pela impaciência, antes de posicionar seu pênis na entrada do mesmo.
“Posso entrar, Nagi?”
“Uhum...”
De uma vez só, Reo penetrou, soltando um gemido próprio, combinando com seu namorado, que estava gemendo dramaticamente.
“M-mais...!! M-mexa-se!!! C-chefe!!!”
“C-com prazer...!”
As estocadas eram desesperadas. Reo penetrava com força, indo de forma rápida e profunda, sempre acertando na próstata de seu namorado, como se soubesse cada centímetro de seu interior. Talvez soubesse.
“O-ohh!! R-reo e-esta me fodendo!! É-é tão bom!!!” A boca de Nagi se abria, deixando sua língua se soltar, e ao ver isso, Reo apenas o beijou de boca aberta, deixando uma mistura de salivas escorrer pelo queixo de ambos, além das lágrimas de Nagi. “M-mais... Mais...” Nagi disse em gemidos.
“S-seu mimado...! Aguenta isso, então!” Reo, ainda sorrindo sadicamente, enfiou dois dedos na língua de Nagi, ainda fodendo-o com força, e transformando, aquele garoto de 1,90, conhecido como o monstro do futebol, num desastre chorão, implorando para ser preenchido.
Reo era um homem de sorte.
“'Leo... E-eu... E-eu vou...!” Nagi balbaciou, com seu corpo se inclinando a cada estocada.
“E-eu também... Eu vou fazer dentro, ok?”
“S-sim! D-dento'!” O maior fechou os olhos, mexendo seus quadris.
“Seishiro...! Seishiro...!!!” Gritou, Reo, preenchendo o interior do seu namorado. “Ah... Sei...”
“'L-leo!!” Balbaciou o maior, antes de também ter seu orgasmo, convulsionando e soltando listras de sêmen por sua própria barriga.
Ambos respiravam erradicamente, buscando seus folegos desesperadamente. Reo conseguiu se reestruturar rapidamente, mas Nagi ainda respirava, agora livre dos dedos de seu namorado, e mesmo assim, ele não deu mais nenhum segundo para o mesmo se recuperar, já que seus lábios se cruzaram contra o maior, beijando-o com paixão.
“Feliz aniversário de 1 ano, Nagi” Reo sussurrou, ainda ofegante e segurando o rosto de Nagi.
“O-o mesmo pra você...” O maior murmurou, fechando seus olhos e ainda tentando se recuperar.
“Heheh! Você disse que uma camisinha não iria ser o suficiente, mas você já tá todo cansado!” Reo abraçou seu namorado, ainda dentro dele.
“Reo é muito violentooo~... Aliás, você não usou camisinha”
“E-eu...?” Ao olhar pra baixo, Reo se retirou com cuidado, tentando não machucar Nagi, que ainda estava superestimulado. Seu queixo caiu quando seu próprio sêmen vazou da entrada de seu namorado. “N-nagi!!!”
“Reo é esquecido~” O maior disse, juntando seus pulsos em seu peito. “Me desamarre” Ele mandou, e seu namorado obedeceu, ainda envergonhado com a visão que acabou de ter.
Quando a corda foi solta, Nagi literalmente se jogou em cima de Reo, como uma espécie de urso carinhoso.
“N-nagi! Cuidado!” Reo tentou fingir, mas logo começou a sorrir, puxando Nagi pra mais perto e entrelaçando suas pernas em seu quadris. “Hehehe!! Seu bebezão!”
“Sou o bebê de Reo! Eu amo o Reo!” O maior tagarelou, esfregando seu rosto na bochecha do menor.
“Eu também te amo! Meu tesouro!!” Reo abraçou forte, sorrindo como nunca antes.
E assim ficou o casal, trocando beijos e carícias a noite inteira, sabendo que pela manhã, seus corpos estariam doloridos, mas nenhum dos dois sequer ligava para essas coisas, quando tinham um ao outro.
Falar que aquele foi o último ato sexual de ambos seria uma mentira, já que quando Reo carregou Nagi até o banheiro, o maior teve a iniciativa de pagar um boquete para o mesmo, antes de voltarem a transar como coelhos dentro do banho. Quando finalmente se deitaram, Reo entrelaçou suas mãos, observando o anel dourado que ele havia comprado para ambos, antes mesmo de namorarem, e Nagi, puxou o namorado ainda mais para perto com um abraço, como se tentasse protege-lo do mundo.
Nagi poderia não gostar de datas comemorativas, ou de aniversários, mas ele amava Reo, mais do que qualquer coisa nesse mundo.
