Work Text:
Após a conversa no restaurante, Juquinha tem se sentido deveras..... distraída. Ela é uma mulher vivida, já teve outras mulheres, então é claro que ela já havia percebido os olhares, os toques languidos, os suspiros que Lorena soltava em momentos aleatórios. Ela sabia que esses sinais significavam uma vontade cada vez maior, a qual Eduarda também sentia.
Ela já havia imaginado a primeira noite de amor delas incontáveis vezes, planejando cada detalhe, imaginando como seria tocar, sentir, beijar. Porém, respeitosa como é, esperou sua namorada ser a primeira a tocar no assunto, e quando essa o fez, tornou tudo real demais, tátil demais. Depois dos acontecimentos no restaurante, com os agressores sendo levados para a delegacia, ela reparou o quão escuros ficaram os olhos verdes de Lorena, e ela sabia o motivo: luxúria, desejo. Viu o próprio reflexo nas iris da morena, o jeito delicado com que ela mordia o lábio inferior, como ela se mexia no banco do carona incomodada, fechando as pernas com força aparente. Essa noite toda estava levando Eduarda a loucura cada vez que ela repassava os acontecimentos, mas os últimos dias tinham sido muito corridos, pouco tempo e muita dor de cabeça, a expulsão de Lorena ainda muito recente, a investigação do ferro velho de Joaquim a todo vapor, não havia tempo para matar a vontade que é tão persistente quanto um fantasma que acredita ainda ser o dono da casa.
Durante os últimos dias ela havia tentado se manter focada, tirar de sua cabeça a imagem conjurada de Lorena rolando os olhos de prazer, suor cobrindo seu corpo nú, o peito subindo e descendo conforme os movimentos de Eduarda. Ela estava se esforçando de verdade, mas sonhava com essa cena toda noite, seu cérebro tão perspicaz em imaginar cada detalhe que parecia extremamente real. Aquela noite não foi nada diferente, e outra vez ela acordou suada e ofegante, ainda sentindo o fantasma da sensação da Ferette em suas mãos. Mesmo assim ela seguiu seu dia, tentou manter a cabeça em ordem, foco total na operação na favela da Chacrinha.
Quando a operação não seguiu conforme o esperado, o estresse pelo dia cansativo a fez esquecer o sonho, e pela primeira vez no dia ela não pensou em Lorena, até seu celular vibrar com a notificação de uma mensagem enquanto ela e Paulinho estavam na viatura indo embora, ele dirigindo.
Lore: oi meu amor, como você está?
*Duda: cansada :(, o dia não foi dos melhores, depois te conto tudo
Ela resolveu mandar uma foto para demonstrar seu cansaço, posicionou o celular na coxa e tirou uma foto olhando para o celular, despretensiosamente, mostrando o colete a prova de balas perto da câmera, seu rosto fechado, a arma na cintura aparente e o cabelo ruivo caindo pelo ombro direito. Enviou e esperou a visualização. 3 minutos se passaram entre o azul da visualização e os três pontinhos que mostravam que a Lorena estava digitando.
Lore: nossa...
Ela mandou a foto sem maldade alguma, mas após ver a foto novamente ela se lembrou das reações de sua namorada toda vez que Eduarda a abraçava e ela sentia a arma em sua cintura, ou quando ela apontou sua glock para o agressor no restaurante no mesmo dia em que a morena confessou querer se entregar para a policial. De repente Eduarda teve um insight. Mandou outra foto, dessa vez levou o celular acima de sua cabeça, deixou aparecer apenas seu sorriso malicioso. Abriu as pernas de um jeito despojado que sabia demonstrar confiança, e colocou a mão esquerda em cima da arma, o dedo apenas encostando no gatilho. Apertou envia e outra vez observou enquanto os três pontinhos apareciam e sumiam repetidamente.
Duda: tudo bem amor? tá ocupada? qualquer coisa te mando mensagem mais tarde.
Lore: não! tá tudo bem, só tô tentando digerir essas fotos..
Duda: digerir por que? não gostou?
Lore: pelo contrário, gostei até demais
Duda: é mesmo?
Lore: você não faz ideia...
Duda: me mostra o quanto gostou então
Ela esperava alguma mensagem de texto um pouco mais sutil, talvez uma risadinha e um pedido da morena para que elas fossem logo para o tal lugar "muito mais especial" que a policial havia sugerido. A resposta que ela recebeu a pegou tão desprevenida que ela engasgou com a própria saliva e derrubou o celular no chão do carro, enquanto Paulinho olhava para ela sem entender nada do banco do motorista.
Era simplesmente uma foto: Lorena deitada, apenas um robe e lingerie cobrindo sua pele clara, metade do rosto aparecendo. A mão que não segurava o celular estava no meio de suas pernas, coberta pelo pedaço fino de renda da lingerie preta. Juquinha sentiu a boca secar imediatamente, toda a água de seu corpo descendo para o seu ventre. Foi a vez dela de ficar vários minutos digitando e apagando, totalmente sem palavras.
Lore: assim está bom?
Duda: onde você está agora?
Lore: estou bem perto..
O coração da policial batia descompassado. Ela nunca foi muito adepta ao sexting, ela era uma mulher de falar de menos e fazer demais. Mas ela estava longe da galeria, e o tesão que ela estava sentindo a fez perder o pouco de sanidade que tinha. Ela se posicionou para mais longe de Paulinho o possível, para ele não conseguir ler seu celular, mesmo que sem querer, e digitou o que veio a cabeça.
Duda: me fala o que você tá imaginando agora, enquanto você se toca
Lore: to imaginando que são seus dedos deslizando dentro de mim
Duda: e qual a sensação?
Lore: é muito boa..mas não é suficiente
Lore: tô quase gozando só de imaginar você me comendo assim de colete
Duda: para o que você tá fazendo
Lore: por que? tá tão gostoso
Duda: porque eu vou terminar o que você começou
Duda: e depois que eu terminar, nada vai se comparar
Lore: nossa
Lore: vem aqui hoje a noite, quando você terminar aí na delegacia
Eduarda segurou o celular com força suficiente pra trincar a tela, e suspirou fundo, jogando a cabeça pra trás. Ela sabia que a noite na delegacia seria longa.
-
Desde a última troca de mensagens Lorena não soube muito de Juquinha, sabia que com certeza ela estava resolvendo algum problema policial, e ao mesmo tempo em que isso a chateava, a deixava extremamente excitada. Ela mal estava se aguentando nas últimas semanas, praticamente implorando para Eduarda fazer alguma coisa, e após ver a "investigadora" em ação, e não a namorada amável e compreensiva, a sua situação ficou pior ainda. A foto que ela resolveu mandar foi num surto de coragem repentino, mas agora que passaram-se algumas horas, e o tesão diminuiu um pouco, ela se sentia envergonhada. Pensando se talvez não ultrapassou algum limite, se Juquinha gostou desse lado dela ou a achou muito desesperada.
Seus pensamentos foram interrompidos quando recebeu uma mensagem da ruiva, 22:00h em ponto.
Duda: você está acordada?
Lore: estou amor, por que?
Duda: abre a porta pra mim
Seu coração disparou no peito, Eduarda já estava aqui? Ela não avisou que estava vindo. Os outros moradores da casa já haviam se retirado para seus quartos, as luzes da casa apagadas. Ela foi o mais silenciosa possível até a porta de entrada, e quando abriu o que viu a fez fechar instintivamente as pernas. Juquinha estava apoiada com um braço no batente da porta, no rosto uma expressão séria, os olhos escuros. Não era a namorada carinhosa e amável de Lorena. Era a policial, a mão livre apoiada na arma que Lorena sabia que ela sempre carregava.
"Oi, você nem avisou que vinha" A morena falou numa voz tímida. Viu os olhos sérios de Eduarda passearem pelo seu corpo, coberto por um pijama simples. Viu quando os olhos da ruiva demoraram no seu busto, coberto apenas pelo tecido da blusa, seus mamilos eretos graças a brisa repentina que vinha da porta de entrada. A policial passou delicadamente a ponta da língua nos próprios lábios, e se pronunciou:
"Só consegui pegar no celular agora que saí da delegacia" Elas ainda estavam na mesma posição, Juquinha apoiada no batente e Lorena na porta entreaberta. "Posso entrar?" ela falou.
"Ah - sim, claro. Entra." Lorena cedeu espaço pra ela, fechando a porta atrás de si. "Você quer beber alguma coisa? Não sei se você já jantou."
"Eu dividi um lanche com o Paulinho. Não estou com fome." Lorena viu o exato momento em que o olhar de sua namorada escureceu novamente. "Eu vim aqui porque te prometi uma coisa, e pretendo cumprir a promessa." Ela se aproximou devagar de Lorena e tocou seu rosto, afastando uma mecha de cabelo que havia caído por sua bochecha. "Vamos para o quarto." Sua voz havia baixado uma oitava. Não era um pedido, uma sugestão. Era uma ordem.
O coração da Ferette disparou, ao mesmo tempo que ela sentiu sua calcinha molhar. A ruiva deixou ela ir na frente, e Lorena conseguia sentir seu olhar queimar suas costas. Ela sabia o que estava por vir, e sentia um misto de emoções: medo, ansiedade, timidez, e muita excitação. Sentiu suas mãos tremerem ao abrir a porta do seu quarto, e sequer conseguiu terminar de fechar a porta antes da ruiva se lançar contra ela. O beijo era quente, apressado, uma mão da policial estava enfiada no meio de mechas escuras, a outra passeava com possessividade pelo corpo da mais nova. Ela se afastou brevemente, e olhou no fundo dos olhos de Lorena "Você quer mesmo isso?" Ela perguntou ofegante, "Tá bom pra você? Desse jeito." Por um instante a Eduarda carinhosa e preocupada voltou, nunca deixando de ser cavalheira, e Lorena sentiu que poderia derreter ali mesmo.
"Eu quero. Quero exatamente assim." Ela respondeu olhando nos olhos de Eduarda, suas mãos apertando os ombros da policial. Ela tinha acabado de conhecer esse lado de sua namorada, porém já sentia estar viciada. A ruiva retomou o beijo, no mesmo ritmo de antes. A mão na nuca da morena apanhou um punhado de cabelo e puxou de forma firme e autoritária, conduzindo o beijo com maestria. O coração de Lorena batia descompassado, o beijo era quente, sem pudor, o desespero presente em cada movimento. A ruiva a beijava com a sede de alguém que havia caminhado por dias no deserto e havia acabado de encontrar água.
A morena sentiu o contato antes de raciocinar o que estava acontecendo, uma perna de Eduarda estava no meio das suas, se movendo no ritmo perfeito, no lugar exato. Ela mal conseguiu controlar o gemido baixo que emitiu, sua mente já nebulosa parando de raciocinar completamente. A policial aproveitou o momento de distração e puxou novamente o cabelo em sua mão direita, deixando o pescoço da mais nova totalmente exposto. Ela mordeu, chupou e beijou com uma dedicação ímpar. Lorena choramingava com cada toque, e quando sentiu Eduarda parar de chupar a junção entre pescoço e ombro para lamber numa linha reta da base do pescoço até o espaço entre orelha e maxilar, deixou escapar um gemido alto, sofrido, do fundo da garganta.
Aparentemente isso foi o suficiente para Eduarda, que num movimento rápido parou de beija-la e a virou contra a parede, bochecha contra o material frio, suas mãos para trás como se estivesse sendo algemada. Lorena pensou ser impossível ficar ainda mais molhada, mas o que antes deslizava desconfortavelmente entre suas pernas, agora molhava virilha e escorria entre suas coxas. "Eduarda, por favor" Ela choramingou.
"O que você quer? Me fala" A mais velha afastou o cabelo preto e começou a beijar nuca, pressionando o corpo de Lorena que pressionava de volta, num pedido silencioso.
"Anda logo, por favor" Ela sentia que iria morrer a qualquer momento, seu ventre latejando de tanto desejo.
"Eu quero que você diga exatamente o que você quer que eu faça." A voz de Eduarda era baixa, rouca, carregada de tesão. Este lado dominadora dela nunca antes vista por Lorena.
"Eu quero que você me foda."
"Agora?"
"Sim, agora, pelo tempo que você quiser, o quanto você quiser, só pelo amor de Deus, me come logo"
Juquinha não perdeu tempo, a guiou até a superfície mais próxima, a cômoda, afastou o que tinha em cima com a mão livre e com a outra fez Lorena deitar, as mãos ainda presas atrás de si. Seu tronco estava apoiado na cômoda, a bunda arrebitada, totalmente a dispor da policial. Lorena sentiu uma puxada leve no short do pijama, e ouviu sua namorada perguntar baixinho "Posso?", e quando a assentiu a investigadora terminou de tirá-lo.
"Você é linda" Eduarda falou numa voz arrastada, "Tão linda assim, entregue pra mim", Se aproximou e começou a beijar as suas costas, começando pelas covinhas, subindo pela espinha até as escápulas, deixando um rastro de pelos arrepiados por onde passava. Sua mão livre apertava a cintura de Lorena com força suficiente para marcar, e o contrate absoluto com o carinho de seus beijos estava deixando a mais nova fora de si.
A mão que apertava sua cintura subiu para apalpar sua bunda, adornada por uma lingerie de renda preta. A princípio era um carinho, depois um aperto e então um tapa que fez a mente de Lorena ter curto circuito. "Você é tão gostosa", apertou a pele branca (agora vermelha e com o contorno certinho de 5 dedos), e estapeou novamente, arrancando de Lorena um gemido abafado pela madeira da cômoda.
A Ferette sentiu Eduarda usar o próprio pé para afastar suas duas pernas, deixando o caminho livre, e a mão que apertava sua bunda agora descia dolorosamente devagar em direção ao lugar que mais necessitava atenção. Eduarda acariciou por cima da lingerie, um dedo circulando o clitóris coberto, e subindo até a vagina. Ela repetiu o movimento mais algumas vezes, se deliciando com o desespero da mais nova, que choramingava sofrida e tinha espasmos cada vez que o movimento voltava ao clitóris.
Quando Lorena ia pedir novamente "Por favor" sua voz foi cortada e deu lugar ao gemido mais gutural até então. Eduarda afastou a calcinha de lado, e finalmente deslizou seus dedos na carne descoberta, completamente molhada. A sensação foi surreal para ambas, a ruiva gemendo baixinho ao sentir o quão lubrificada sua namorada estava. Ela estava disposta a continuar a provocação antes disso, mas o gemido de Lorena, e a excitação exagerada da mesma a deixaram desesperada também. Com todo o cuidado do mundo ela trouxe o dedo médio e o indicador até a entrada, e baixinho pediu autorização, que lhe foi concedida com entusiasmo. A sensação, para ambas, foi muito maior do que poderiam ter imaginado. Era molhado, apertado na medida certa para proporcionar prazer sem machucar, quente, delicioso.
O movimento de Eduarda começou devagar, permitindo que Lorena ditasse o ritmo como quisesse. A morena gemia deliciosamente, finalmente sentindo o alívio que tanto esperara. Descansava sua testa suada no balcão de madeira, a respiração ofegante e lágrimas de prazer ameaçando cair de seus olhos. "Mais rápido" ela gemeu baixinho, e a ruiva assim o fez.
"Mais forte amor" Lorena gemeu novamente, sentindo-se a beira de um precipício. Eduarda soltou as mãos da mais nova e desferiu um tapa ardido na bunda da mesma, alisando e estapeando novamente. Prestes a alcançar o ápice, a morena já não gemia como antes, choramingava, fechava os olhos com força, as mãos agora livres agarrando a beirada da cômoda, até que sentiu uma mudança pequena de ângulo, mas que fez com que a ruiva acertasse um ponto especifico que finalmente levou Lorena ao orgasmo. Um orgasmo de tirar o folego, de fazer ver estrelas. Foi a conclusão de uma dança que demorou semanas para acontecer.
Eduarda prolongou o movimento, o ritmo desacelerado, para ajudar a morena a descer do clímax. Com sua mão livre massageava com carinho as costas pálidas, agora suadas, e sussurrava palavras de afirmação. Retirou os dedos devagar, deixando Lorena saborear a sensação de vazio, e assim que a morena olhou para trás viu uma cena que a fez molhar de novo imediatamente, como se não tivesse acabado de gozar. Eduarda levou os dedos até a boca e chupou um por um, olhando nos olhos de sua namorada e gemendo baixinho com o gosto. A mais nova se virou completamente, e ainda ofegante de seu primeiro orgasmo, beijou com intensidade os lábios molhados por sua própria excitação. O tesão não havia diminuído um pouco sequer, pelo contrário, agora que sabia a sensação de ter a ruiva dentro de si, queria cada vez mais. Gemeu quando as línguas se encontraram e ela conseguiu sentir o próprio gosto. Suas mãos transformavam o cabelo ruivo em um emaranhado de fios, uma mão puxando as mechas alaranjadas e a outra arranhando as costas da policial. Lorena sentiu as mãos de sua namorada descerem por suas coxas, e antes que pudesse raciocinar, estava sentada na mesma cômoda onde foi tão deliciosamente fodida. A demonstração de força a levou a loucura novamente, e por um instante só conseguia pensar que não queria parar de fazer isso nunca mais. Começou a desabotoar a camiseta de Eduarda num desespero que mostrava não entender o por quê delas ainda estarem vestidas, tantas peças de roupa impedindo o contato de pele com pele.
"Tira logo isso" Ela disse já sem paciência, "Tira tudo pelo amor de Deus" e ajudou a policial a passar a peça pelos braços torneados, parando para admirar cada centímetro de pele revelada: busto com seios fartos, cobertos por um sutiã cor de vinho, o abdômen definido, a arma presa à cintura, a pele suada com o esforço anterior.
Lorena sentiu uma vontade absurda de se deliciar em cada centímetro, se perder por horas e horas na pele cor de leite, devolver todo o prazer que sentiu a pouco. Mas seu devaneio foi interrompido logo, a mais velha puxando a blusa de seu pijama, finalmente libertando os seios arrepiados de Lorena, os mamilos eretos de excitação. Ela também parou um instante para admirar, e logo atacou a pele, sugando ao redor dos mamilos, beijando com vontade, deixando marcas por onde passava. Finalmente passou a lingua por cima da aréola, circulando o mamilo ereto com uma maestria de levar a loucura. Lorena conseguia ver em seus olhos o quanto aquilo tudo gerava prazer na ruiva, o quanto ela tirava proveito de cada ação, cada reação de Lorena.
Num movimento rápido Eduarda a puxou para seu corpo, mãos embaixo das coxas da morena, dando suporte e segurando enquanto caminhava com esforço, tentando mirar na cama sem parar de beijar a mais nova. A colocou deitada e parou mais uma vez para admirar, olhando-a por cima, os olhos escuros de um desejo profundo, "Você é muito linda" murmurou, a voz carregada de tesão, e observou enquanto a morena sentava na cama, mãos indo de encontro ao cinto e botões da calça da policial, desfazendo a prisão e beijando cada centímetro da pele da barriga malhada.
Eduarda tirou a arma de onde descansava, colocando-a em cima da mesinha de canto, inconscientemente sempre a deixando por perto. Lorena beijou e lambeu conforme foi descendo e tirando a calça jeans, arrancando suspiros da mais velha. Quando seus beijos estavam subindo virilha em direção a calcinha vinho, uma mão subiu por sua nuca e puxou o cabelo ali, a afastando de onde tanto desejava.
"Ainda não" Juquinha murmurou rouca. Voltou a beijar a Ferette, agora não mais com o desespero de antes, e sim com uma calma deliberada; um beijo lento, de quem tem intimidade e desejo. Dominava o beijo não por força, mas porque Lorena não conseguia formular um pensamento sequer, tão perdida que estava no momento. Nunca havia sido beijada assim, com adoração, com uma paixão latente, sentida em cada suspiro, cada gemido abafado que a ruiva soltava, sentido em cada mordida leve no lábio, cada vez que as línguas se encontravam e dançavam ao redor uma da outra. O beijo era, inacreditávelmente, mais erótico do que o que acabou de acontecer na cômoda. Era molhado, sem pudor algum, do tipo que poderia ser considerado atentado ao pudor, mesmo que elas estivessem vestidas.
Lentamente, Eduarda deitou por cima de sua namorada, nunca quebrando o beijo, segurando a nuca, apalpando a cintura, seio, a mão nunca parando no mesmo lugar. Distribuiu beijos pelo rosto de Lorena, descendo pelo pescoço, marcando a pele, até chegar nos seios.
Bem devagar ela se aproximou de um mamilo, nunca quebrando contato visual, e com a ponta da língua começou um movimento circular lento, mas focado. A língua passeava, para cima, para baixo, fazendo um círculo, e então ela chupava com vontade, enquanto olhava nos olhos da mais nova. Fez o mesmo com o outro seio, sua mão continuando a dar atenção para o anterior, e quando se deu por satisfeita, traçou um caminho em zig zag de beijos demorados por toda a barriga de Lorena, decorando toda a pele com chupões e mordidas, descendo lentamente para onde mais ansiava. Se aproximou do centro, e depositou um beijo por cima da calcinha já completamente molhada, a morena tremendo a cada toque, completamente entregue, de corpo e alma.
Eduarda distribuiu beijos pela parte interna das coxas de Lorena, mordendo a virilha, esfregando o nariz e o rosto tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe.
Com paciência puxou a calcinha pelas pernas esguias e pálidas, e enfim voltou a posição entre as coxas bem definidas. Lorena a olhava, um misto de ansiedade e desejo refletindo seus olhos, e a ruiva, sem nunca quebrar o contato visual, baixou o rosto até a vagina de Lorena, depositando um beijo simples primeiro, e então com a língua fez um movimento de baixo para cima, lentamente, saboreando cada segundo e gemendo com o gosto de sua namorada. A vibração dos gemidos de Eduarda estavam deixando a Ferette louca junto com o movimento perfeito, prolongado: de cima para baixo, circulando clitóris, e descendo de novo para a vagina, para então retornar e chupar com maestria a terminação nervosa. Lorena sabia que não ia durar muito, guiava como podia a policial com uma mão agarrada em cabelos ruivos, tentando trazê-la de forma impossível para mais perto toda vez que ela acertava o lugar perfeito, a outra mão apertava o lençol, os nós dos dedos brancos de tanto esforço.
Estava rouca de tanto gemer, sentindo o orgasmo cada vez mais perto silenciar qualquer pensamento, sua mente em branco. Finalmente, o movimento repetido de desce, sobe, circula e chupa a levou até o clímax, suas pernas fechando instintivamente ao redor da cabeça de Eduarda, que com uma mão segurou uma perna e impediu de ser sufocada. Continuou chupando e beijando até sentir que o orgasmo passou.
Subiu calmamente, acariciando e dando selinhos por toda a pele suada, enquanto Lorena ofegava, o braço cobrindo os olhos. A beijou com delicadeza, a morena gemendo ao sentir o próprio gosto e cheiro na boca e rosto da ruiva.
"Você é uma delícia" A mais velha murmurou sensualmente.
"Você gostou?" Respondeu Lorena, sua voz rouca e baixinha.
"Você não faz ideia do quanto" a réplica veio acompanhada de mais um beijo, os lábios de ambas vermelhos e inchados de tanto beijar. "Você aguenta ir mais uma vez?" A voz de Eduarda agora era mais suave, menos autoritária, mas seu olhar ainda transparecia um desejo inacabável.
Lorena fez que sim com a cabeça, e puxou a outra mulher para mais um beijo longo e demorado, suas mãos passeando por todo o corpo que em breve iria conhecer cada centímetro. Somente parou o contato dos lábios quando sentiu mais uma vez a mão de Eduarda lentamente descendo seu ventre em direção a sua vagina. Olhava nos olhos da policial enquanto a mesma usava dois dedos para penetra-la, e só quebrou o contato visual para jogar a cabeça para tras e gemer deliciosamente, querendo que aquela sensação nunca tivesse fim.
O movimento ficou mais frenético, mais forte, certeiro, e Lorena teve que se segurar nos ombros fortes de sua namorada, puxando a para mais perto, arranhando as costas, mordendo a pele para abafar seus gritos. Dois dedos estavam dentro dela, e um dedo estimulava o clitóris já tão sensível. Não demorou para novamente estar prestes a gozar, e assim o fez quando Eduarda baixou a cabeça para chupar um mamilo sensível e avermelhado, a junção de tantas sensações ao mesmo tempo sendo demais para a morena. Quando finalmente acabou seu clímax, a ruiva se deitou em cima dela, o rosto ofegante pelo esforço encaixado no pescoço de Lorena, que acariciava cabelos cor de fogo, e tentava normalizar sua respiração.
Elas ficaram assim por um tempo, aproveitando o after-care, se amando em silêncio. Até que Lorena resolveu devolver o favor; nunca tinha feito amor com outra mulher, mas o desejo que sentia era maior que o nervosismo.
A mão que acariciava a nuca da mais velha se enlaçou nas mechas molhadas de suor, e puxou com firmeza, fazendo Eduarda levantar o rosto de onde descansava, e a beijou da mesma forma que havia sido beijada momentos antes: com paixão, calma, desejo transpirando em cada movimento, tentando mostrar a profundidade do que sentia pela ruiva em cada suspirar. Juquinha tinha o costume de gemer no beijo, e isso era uma das coisas mais sensuais que Lorena já havia presenciado. Com delicadeza, inverteu a posição na qual se encontravam, ficando por cima de Eduarda, apoiada nos cotovelos.
Parou por um instante e admirou a mulher que amava: as poucas sardas espalhadas por suas bochechas, os olhos castanhos que pareciam ter um brilho maior que o sol, a boca vermelha, que contornava o sorriso mais lindo que já havia visto. Beijou o rosto todo de Juquinha, não conseguindo conter a afeição que sentia.
"Eu te amo tanto" murmurou entre beijos, "Eu nunca senti isso por alguém" O sorriso que recebeu a desmontou por completo, "Você é a mulher mais linda que eu já vi na vida" olhou mais uma vez nos olhos brilhantes, sentindo seu coração bater enlouquecido no peito, e beijou sua namorada com a intenção de a fazer entender, sentir fisicamente, tudo o que o coração de Lorena tentava explicar.
O beijo era sensual, sem pudor algum, Lorena dominava, com uma mão em volta do pescoço de Eduarda apertando e soltando, levemente, repetidamente. Parou o beijo para olhar a ruiva nos olhos, a mão que estava ao redor do pescoço agora segurando o queixo com delicadeza, o polegar deslizando lentamente pelo lábio inferior inchado. Juquinha abriu a boca e envolveu o dedo por entre seus lábios, chupando, sem quebrar o contato visual por um segundo sequer. Isso tirou a morena do transe em que se encontrava. A fez sentir um tipo de fome que ela nunca havia sentido antes.
Ela retomou o beijo, puxando cabelo, enforcando, apertando a cintura de Eduarda com a outra mão; desceu os beijos por toda a extensão do pescoço, sugando, mordendo, deixando sua marca ali, reivindicando a pele, deixando claro que agora ela tinha dona. Subiu até a orelha e sugou delicadamente o lóbulo sem brinco, arrancando um gemido trêmulo da policial. O som era musica para os ouvidos da Ferette.
Os beijos desceram em direção ao colo, marcando toda a pele descoberta. O busto farto descia e subia com rapidez, suor começando a formar, e a cena era uma visão que arrancava todo o ar dos pulmões da mulher mais nova, seu foco agora todo em tirar o sutiã vinho e descobrir o que ele escondia.
Deslizou uma mão só pelas costas de Juquinha, que a arqueou o suficiente para que Lorena tivesse acesso ao fecho do sutiã, e com um movimento rápido de dedos o fecho foi desfeito. Os seios de Eduarda eram cheios, volumosos, as mesmas sardas espalhadas em suas bochechas cobrindo todo o busto pálido, formando um desenho sem nexo algum. Os mamilos eretos, pedindo atenção, da qual a morena não perdeu tempo em oferecer.
Repetia os movimentos com a língua que Eduarda fizera em si mesma a pouco, se deliciando com cada barulho e reação que arrancava da mulher mais velha, que mesmo toda entregue, não deixava de tentar dominar, uma mão controladora no meio de mechas castanho escuras impedindo Lorena de sair daquela posição.
Ela poderia passar horas ali, dividindo sua atenção entre os dois seios, invertendo a posição da boca e das mãos, mas precisava descobrir qual o gosto da ruiva, e por esse motivo desceu os beijos por todo o abdômen definido, beijando cada vale e cada depressão, cada curva, sentindo a ansiedade da mulher deitada ficar cada vez maior. Arrastou a língua no espaço que conectava cintura e virilha, fazendo a policial tremer e apertar a mão que ainda segurava os cabelos da morena.
Mesmo sem ter alcançado ainda o seu alvo principal, conseguia sentir o cheiro da excitação de Eduarda e isso lhe dava água na boca. Distribuiu beijos pelo interior das coxas, uma de cada vez, e enfim se aproximou do sexo da ruiva. Beijou por cima da calcinha que combinava com o sutiã, primeiro um simples selinho, e depois deslizou a língua de baixo para cima, provando a excitação que havia molhado todo o tecido. Soltou um gemido involuntário, abafado pela posição que se encontrava, e focou totalmente em tirar a última peça de roupa que cobria o corpo de Eduarda e continuar saboreando a carne.
Parou por um breve instante, admirada pelo que via. A vagina de Eduarda reluzia, tamanha lubrificação; subiu o olhar e viu a pele agora marcada, coberta de suor, o rosto de sua namorada contraído de vontade e antecipação, os cabelos ruivos uma completa bagunça. Foi provavelmente a coisa mais excitante que já viu em toda sua vida.
Abaixou o rosto novamente e deslizou a língua por toda a extensão da vagina, começando pelo canal e cobrindo cada centímetro, espalhando a lubrificação, saboreando e descobrindo, explorando caminhos, repetindo outra vez os movimentos que Eduarda havia feito em si. Os gemidos que recebia como resposta eram sofridos, a policial tentava manter contato visual mas os movimentos a faziam fechar os olhos involuntariamente, rolando-os para trás, tentando não gritar enquanto guiava a morena pelos cabelos; palavras como "Isso" e "aí, bem aí" escapando de seus lábios, encorajando a mais nova a repetir o movimento até levar Eduarda ao climax. Esperou a ruiva se acalmar, seu corpo se tremendo em espasmos pós-orgasmo, e subiu para beija-la, se deliciando com a reação que arrancou da mesma.
Ficou por alguns minutos assim, acariciando o rosto suado, beijando a têmpora de Juquinha e sentindo o cheiro do shampoo misturado com perfume e suor. Até que uma ideia cruzou sua mente, reacendendo o fogo que tinha diminuído.
Os beijos logo deixaram de ser carícias e voltaram a ser sensuais, descendo pela lateral do pescoço, a pele marcada e sensível, arrepiando com cada toque. Não era preciso ser adivinho para entender que ambas estavam dispostas a mais uma sessão de amor.
Entre carícias e beijos Lorena sussurrou no ouvido de Eduarda, "Vira de costas pra mim" No que a ruiva a olhou com certa confusão nos olhos, "Eu quero saber qual a sensação de te comer de quatro", terminou a frase e chupou o lóbulo da investigadora, cessando qualquer discussão.
De prontidão Eduarda obedeceu, demorando o movimento, olhando para trás, satisfeita de ver o quanto a ação teve efeito na Ferette. Se posicionou de forma que sua barriga estava encostada no colchão, o rosto apoiado no travesseiro e sua bunda levantada, os joelhos dando o suporte necessário. Completamente exposta, entregue. "A seu dispor, Lorena Ferette" murmurou sensualmente.
A morena não conseguia guardar suas mãos para si mesma, explorou cada milímetro, apertando, arranhando, beijou as escápulas e a nuca de Juquinha, arrancando suspiros. Apertou e experimentou estapear a bunda, pegando a ruiva desprevenida.
Por fim, não demorou muito para descer as mãos pela intimidade da mulher mais velha, explorando seu sexo, aproveitando cada instante. Experimentou colocar um dedo primeiro, arrancando um choramingo abafado da mulher, o movimento era devagar, curioso, mas logo percebeu não ser o suficiente. Usou um segundo dedo, e dessa vez um pouco mais forte. Estudava cada reação de Eduarda, se o gemido ficava mais alto ela tentava acertar o mesmo lugar de novo. Era uma sensação completamente nova para Lorena, que vendo a mulher que ama completamente sem pudor, se agarrando aos lençóis, o rosto enfiado no travesseiro, sentiu que poderia gozar só com a visão.
Ela gostaria de ficar assim por horas a fio, mas não demorou para que Eduarda gozasse chamando por seu nome, abafando o gemido gutural no travesseiro; o corpo trêmulo colapsando no colchão com Lorena ainda dentro de si.
A morena retirou os dedos devagar, os levou a boca e se deitou ao lado de Eduarda, as duas finalmente exaustas da noite de amor que parecia não ter fim. Eduarda a olhava com tanto amor que Lorena se sentiu envergonhada.
"O que foi?" ela perguntou timida, o rosto corando.
"Nada. Você é linda" A investigadora levou uma mão até o rosto da mais nova, afastando uma mecha de cabelo que cobria a bochecha rosada, acariciando com adoração. "Você gostou? De hoje?" perguntou um pouco timida, mesmo que já soubesse a resposta.
"Se eu gostei?" riu desconcertada, "Foi perfeito." Virou o rosto o suficiente para beijar a palma que fazia carinho. "Acho que eu ficaria o dia todo nesse quarto com você. Todos os dias, pro resto da minha vida." cobriu a mão da ruiva com a própria mão, acariciando tambem. "Nunca mais vou deixar você sair daqui e ir para aquela delegacia" Juquinha soltou uma risada gostosa, o sorriso largo enfeitando seu rosto perfeito.
"É uma troca que eu faço na hora, nem preciso pensar muito sobre"
"Tá combinado então" Lorena respondeu e se aproximou da outra mulher, a beijando com carinho e amor, elas trocando um sorriso cúmplice de quem sabe que a noite ainda estava muito longe de acabar.
