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Make me yours

Summary:

“Eu sei que você gosta quando eu te provoco, Way. Você finge que não, mas eu sei que no fundo tudo o que você quer é ser meu”, diz Pete de uma forma que faz todo o corpo de Way arrepiar e ele sabe que as palavras do homem eram verdadeiras.
Ele o queria.
Ele o desejava como nunca havia desejado ninguém mais.

Notes:

Avisos importantes:

1 - A fanfic foi escrita antes do ep 9;
2 - Haverá algumas divergências em relação a série;
3 - Aqui o Way não tentou abusar do Babe porque todo aquele universo que envolve Tony não existirá na fanfic. Ele apenas tem uma paixão platônica por Babe, apenas isso;
4 - Não irei me aprofundar no universo ABO, mas irei manter o que já temos na série sobre haverem alfas e enigmas;
5 - Sobre as habilidades do Pete, eu as inventei. Na série há poucas informações a respeito de qual habilidade ele possui, então eu resolvi colocar aqui essa habilidade de audição aguçada;
6 - Será uma fanfic curta.

Chapter 1: Chapter 1

Chapter Text

Pete se encantou por Way desde a primeira vez que o viu.

Quando Alan os apresentou em uma reunião, ele não conseguia tirar os olhos de cima do piloto. Ele parecia tão calmo, tão misterioso, falava tão pouco, mas tinha um olhar absurdamente intenso, como se estivesse o analisando o tempo inteiro em cada um de seus movimentos.

Pete também não ficava atrás. Ele o observou em cada segundo da reunião e ele sentiu que também conseguiu afetar Way. Sempre que ele o encarava, o homem que apesar de estar o analisando, as vezes desviava o olhar. O empresário também tinha um olhar intenso e profundo, ele também analisava cada movimento de Way.

E foi quando Way passou a sustentar seu olhar, quase que o desafiando em uma guerra silenciosa, que Pete decidiu que ele seria seu. Ele não iria sossegar até finalmente sentir aquela pele sob suas mãos, até beijar aqueles lábios rosados e carnudos, até sentir o calor do corpo dele junto ao seu.

Aos poucos Pete começa a estudar Way, mesmo que de longe, para descobrir o que poderia fazer para conquistá-lo. Ele descobre sobre sua paixão por Babe, um outro piloto da X-Hunter, que ele descobriu ser um amigo de longa data de seu alvo de desejo. Mas isso não era um problema para Pete. Ele era um homem determinado, que não desistia fácil de seus objetivos.

Ele não era um homem que teve muitos relacionamentos ao longo da vida, sempre fora reservado e cauteloso ao assumir qualquer tipo de relação, especialmente depois que se tornou um rico empresário. Isso atraía muitas pessoas cujo interesse era apenas em seu dinheiro e status social, então muitas vezes ele se fechava a ideia de conhecer alguém. Porém, bastou que seus olhos vissem Way para sentir que havia algo diferente nele, algo que o atraiu e o instigou. Ele queria desvendar cada mistério por trás daqueles olhos escuros e intensos.

Way se sentiu intrigado quando conheceu Pete. Ele ainda se lembrava da primeira vez que o viu. Quando Alan lhe disse que os dois tinham que ir juntos a tal reunião com um futuro potencial investidor, Way imaginou que se trataria de um homem velho e provavelmente não muito bonito, porém ele sentiu sua garganta secar ao ver o tal Pete, que definitivamente não era como ele imaginou que seria.

O homem era apenas alguns poucos centímetros mais baixo que Way, uma pele morena que parecia ter sido lindamente beijada pelo sol, olhar intenso, um cabelo escuro perfeitamente arrumado, um lindo maxilar bem marcado e uma postura confiante. Ele era muito atraente, isso era inegável.

Desde o dia em que se viram pela primeira vez, Way não conseguiu tirar a imagem dele de sua cabeça e como ele o olhou de forma tão intensa. O piloto por um momento se questionou se estava delirando sempre que o empresário o encarava e percebeu que a forma que ele o olhava era diferente da forma que olhava para Alan.

Enquanto para seu amigo seu olhar era mais sério, para ele o olhar do homem era mais intenso, quase como se o desafiasse a vê-lo do mesmo modo. Desafio esse que Way aceitou e durante toda a reunião os dois não paravam de olhar um para o outro.

Alan não ficou indiferente a movimentação de ambos ao seu redor. Ele percebeu o olhar de Pete sobre Way e como ele pareceu se interessar por seu amigo. Além disso, era a primeira vez que Alan também o via olhar para outro homem com algo além de indiferença em seus olhos. Os dois se sentiram afetados um pelo outro e isso ficou claro no momento em que a reunião foi finalizada com um aperto de mãos um pouco demorado demais entre eles.

Após aquela reunião, Pete combinou com Alan um novo encontro para lhe dar uma resposta final sobre a proposta que discutiram e ele pediu a presença de Way, que tentou fugir, porém Pete fazia questão que ele estivesse lá. Way tentava entender o motivo do interesse repentino do homem em sua presença no lugar, mas optou por não pensar muito sobre isso.

Quando o fatídico dia da reunião chegou, Way estava se sentindo mais ansioso que o normal por saber que teria que reencontrar com Pete e que teria que encarar novamente aquele olhar tão intenso que há dias perturbava seus pensamentos. Ao chegarem à sede da empresa, Pete já os aguardava no mesmo local de antes. Ele estava impecavelmente vestido em um terno azul escuro, calças na mesma cor, camisa branca e sapatos pretos.

Way não conseguiu evitar olhá-lo da cabeça aos pés, olhar esse que não passou despercebido por Pete, que gostou de ser observado por ele. Quando seus olhos se encontraram, o empresário encarou intensamente o piloto e lhe deu um sorriso que nada tinha de amigável, era um tipo de sorriso que uma pessoa só dava a outra quando tinha interesse nela.

A reunião não fora muito demorada. Eles discutiram alguns termos do contrato entre a Beyond Group, empresa de Pete, com a X-Hunter. Way o analisava a cada instante e ele começou a questionar a própria sanidade mental cada vez que o homem o encarava e sorria para ele. Era um sorriso diferente do que ele direcionava para Alan, que era mais amigável, porém para ele havia um toque mais ousado, mais malicioso, mas ele resolveu deixar esses pensamentos de lado, pensando que estava imaginando besteiras.

Assim que a reunião foi finalizada, Alan cumprimentou Pete já ficando pronto para sair do lugar e Pete aproximou-se de Way apertando sua mão de uma forma mais demorada para poder sentir mais aquela pele que ele desejou tocar durante toda a semana. Aproximando-se do ouvido do piloto, ele sussurrou:

- Espero que possamos nos ver muitas vezes daqui pra frente, Way.

Ditas essas palavras, ele encarou novamente o homem e ele nada conseguiu responder. Apenas assentiu positivamente apressando-se para sair do lugar, antes que o cheiro delicioso de Pete invadisse todos os seus sentidos.

 

- x –

 

Os meses foram se passando e Pete começou a se aproximar mais da equipe de corridas quando tornou-se um dos investidores da X-Hunter. Ele passou a estar presente durante as corridas com o único objetivo de ver Way. O homem passou a dominar seus pensamentos, ele não conseguia mais parar de pensar nele. Sua mente voava longe quando se imaginava o beijando, o tocando, ele o queria tanto.

E Way não estava em uma situação muito diferente. Ele se sentia afetado pela presença de Pete e, por isso, tentava o evitar ficando distante quando ele aparecia nas corridas e as vezes nos treinos. Ele não queria se sentir atraído pelo homem, mas estava se tornando algo inevitável, pois cada vez que os dois se encontravam, ele se sentia completamente envolvido pela aura poderosa de Pete, por seu olhar intenso, por seu cheiro, por tudo relacionado a ele.

Algumas vezes, enquanto estava sozinho em sua casa, deitado em sua cama, Way pensava em Pete. Lembrava-se dos olhares que trocaram desde a primeira vez que se viram, do calor que percorreu seu corpo quando trocaram aqueles apertos de mão e das palavras de Pete sussurradas em seu ouvido.

“Espero que possamos nos ver muitas vezes daqui pra frente, Way”.

Ele sentia suas bochechas ficarem coradas ao lembrar do arrepio em sua pele ao ouvir aquela voz sussurrada ao pé do ouvido. Bem, Way ainda era apenas um ser humano que tinha seus desejos e ele se sentiu atraído por Pete. Era impossível não sentir quando o homem era tão bonito.

E isso fez ele sentir raiva. Raiva porque não queria ter aquele tipo de sentimento, raiva porque começou a achar que estava ficando louco ao acreditar que o olhar de Pete em relação a ele era diferente do olhar que ele direcionava aos seus amigos e ele realmente estava certo, já que Pete começou a dar em cima dele descaradamente. Raiva por querer lutar contra aquela atração, mas falhar miseravelmente. Mas ainda assim ele resolveu tentar lutar contra aquilo.

A medida em que o tempo passava, ele começou a fugir de Pete sempre que ele tentava se aproximar. Fugia de todas as situações em que os dois ficassem a sós, fugia quando os meninos convidavam o empresário para beber em comemoração à alguma vitória da equipe, fugia de todas as formas possíveis.

Porém, Pete percebeu que Way estava fugindo dele e ele se recusava a deixar isso acontecer. O homem não desistia e cercava o outro de todos os modos que conseguia, ele não iria desistir. Porém, o piloto se mantinha firme na luta interna para resistir as investidas de Pete e os dois começam a ter alguns desentendimentos, porém isso só fez com que ele ficasse ainda mais encantado por Way. Ele adorava o jeitinho atrevido e o olhar desafiador.

Assim, Pete tenta uma abordagem mais ousada. Ele consegue o telefone de Way e passa a provocá-lo em todas as oportunidades possíveis e, por mais que Way negue, ele gosta, ele adora as provocações de Pete. A mente do piloto viaja longe sempre que Pete manda mensagens ousadas para ele e ele fica bem surpreso com aquele lado do empresário, pois sua primeira impressão a seu respeito era de que ele era alguém muito sério e até mesmo distante, mas descobriu que aquilo era somente uma casca que ele mostrava para a sociedade. A verdade nua e crua era aquela que Way conhecia, aquela onde Pete era um homem ousado, atrevido e muito gostoso.

As coisas começaram apenas com mensagens cheias de duplo sentido, porém logo foram evoluindo. Em uma noite Way estava em um bar, a contragosto, diga-se de passagem, com a equipe da X-Hunter. Todos os amigos mais preocupados em estarem envolvidos com seus namorados em seus próprios mundinhos, enquanto ele apenas ficava ali implorando aos céus que as horas passassem rápido.

Pete não estava no local, mas sabia que todos os rapazes estariam lá, pois eles os convidaram para ir junto, porém ele não pôde comparecer. Como o empresário sabia que todos os casais estariam juntos, ele deduziu que Way ficaria sem muita companhia e então resolveu que iria tornar a noite dele mais animada.

Foi então que ele resolveu iniciar mais uma de suas provocações com o piloto. Ele abriu o aplicativo de mensagens e sorriu ao ver a foto do perfil de Way. “Tão lindo”, ele pensou.

“Parece que alguém está tendo uma noite solitária, certo?”, Pete envia uma mensagem falsamente despretensiosa.

Way sente o celular vibrar no bolso da calça indicando que ele havia recebido uma mensagem e, antes mesmo de desbloquear o aparelho, ele já sabia quem era o remetente e isso o deixou um pouco nervoso e ansioso, pois ele nunca respondia às mensagens de Pete em público. Temia as reações de seu próprio corpo ao ler as coisas que o outro o enviava.

“Nem um pouco”, Way responde rapidamente.

“Hmm, mas se a sua noite estivesse assim tão animada, você não estaria respondendo minhas mensagens”, Pete envia.

“Eu apenas sou uma pessoa educada. Mesmo com quem não merece”, Way respondeu e revirou os olhos em tédio.

“Então isso significa que eu mereço, não é? Sou eu quem vai deixar sua noite bem mais animada”, Pete aproveitou-se da própria fala de Way para provocá-lo ainda mais.

“Não estou tendo uma noite desanimada pra precisar que você a anime”, Way respondeu e naquela altura ele não ligava para mais nada acontecendo ao redor. O piloto odiava a forma como Pete conseguia prender sua atenção com meia dúzia de palavras.

“Claro que está. Você poderia estar festejando com seus amiguinhos, mas prefere responder minhas mensagens. Isso é por que você quer saber o que vou fazer, não é?”, Pete perguntou e sorriu cheio de malícia com os pensamentos de seus próximos atos naquela noite.

“O que quer dizer isso com isso?”, Way questionou e automaticamente sentiu os próprios batimentos cardíacos acelerarem imaginando o que Pete estaria fazendo naquele momento.

“Hmm, quer mesmo saber?”, ele perguntou.

“Não, não me interessa o que está fazendo, seja lá o que for”, Way disse, mas sabia que estava mentindo. Era óbvio que se tratando de Pete, surpresas poderiam acontecer. Ele olhou ao redor para ver se o homem estava no bar, mas não o viu em lugar algum.

“Ah, mas você vai gostar”, Pete o atiçava.

“Por acaso você está no bar?”, ele perguntou ainda nervoso e novamente olhou ao redor o procurando por cada lugar que seus olhos podiam alcançar e esse ato chamou a atenção dos amigos na mesa que se olharam entre si se questionando com quem ele estava falando.

“Não, não estou, mas se você quiser posso chegar aí em minutos”, o empresário disse.

“Não ouse ou irá apenas perder o seu tempo porque eu irei embora”, Way respondeu.

“Que malvado que você é. Eu estou apenas tentando tornar sua noite mais feliz”, Pete ria imaginando que reações Way tinha ao responder suas mensagens.

“Pare de me enviar mensagens e me deixe em paz”, Way respondeu irritado consigo mesmo pela curiosidade com as palavras de Pete.

O empresário riu e esperou cinco minutos sem enviar nenhuma mensagem, pois ele sabia que Way estava curioso, mesmo que jamais admitisse isso. Ele então tirou uma foto e enviou para Way.

“Espero que goste”, enviou a imagem e mal conseguia se conter de ansiedade no aguardo da resposta.

Enquanto isso, os cinco minutos sem receber nenhuma mensagem de Pete foram quase como uma tortura para Way, pois ele havia percebido que as mensagens do homem naquela noite estavam diferentes do habitual e parecia que ele iria fazer algo de diferente. Foi então que ele sentiu o celular vibrando em sua mão esquerda e viu uma notificação de nova mensagem de Pete. Ao abrir a conversa e clicar na imagem recebida, Way arregalou os olhos e sentiu cada centímetro de seu corpo ficando quente.

Foi impossível para os que estavam ao redor da mesa não perceberem ele se remexer inquieto no lugar onde estava sentado e seus olhos levemente arregalados.

- Está tudo bem, Way? - Babe perguntou, mas Way nem desviou o olhar da tela do celular, completamente hipnotizado com a imagem diante de seus olhos.

- S-sim, está tudo bem. - Ele respondeu gaguejando, visivelmente nervoso e tentando forçar um sorriso, que não convenceu a ninguém.

Mas o que havia na imagem que deixou o piloto tão nervoso daquela forma? Na imagem enviada por Pete, o empresário estava sentado em uma cadeira, na frente do espelho, sem camisa e apenas usando uma calça de moletom.

Way não resistiu em dar zoom na imagem e seus olhos se deleitaram com a visão do torso nu de Pete. Aquela pele morena e levemente bronzeada, que parecia ser tão macia ao toque, o cabelo um pouco despenteado e completamente diferente dos fios impecáveis que ele usava durante o dia, o contorno das coxas torneadas marcadas naquela calça e aquele abdômen trincado que Way não fazia ideia de que estava ali, pois Pete estava sempre com o corpo tão coberto.

O piloto olhava cada detalhe da imagem, tentando memorizar tudo que via. Por um instante ele bloqueou o celular e tomou mais um gole de sua bebida, tentando se acalmar, mas sabia que era em vão. Sua mente não iria esquecer aquela deliciosa imagem.

“E então? Gostou da foto?”, Pete perguntou ansioso.

“Você não tem vergonha de ficar enviando esse tipo de foto para as pessoas?”, Way perguntou e Pete riu lendo a mensagem.

“Só enviei isso para você, então nada de ‘as pessoas’. Mas não fuja da minha pergunta, você gostou?”, e realmente ele não estava mentindo. Não gostava de enviar aquele tipo de foto para ninguém, mas imaginar-se atiçando a mente do piloto irritadinho o deixava louco.

“Não, não gostei nem um pouco”, Way respondeu obviamente mentindo para si próprio e Pete novamente riu lendo a mensagem.

“Então acho que devo te enviar mais fotos até fazer você gostar de alguma, o que você me diz?”, o homem perguntou.

“Não quero”, essa foi a mensagem que Way enviou, mas internamente ele estava morrendo de curiosidade de ver mais e mais fotos como aquela.

Pete novamente parou por um instante de enviar mensagens e foi até sua cama, tirou a calça e ficou somente com uma cueca boxer branca. Ele deitou-se de costas e tirou uma nova foto em um ângulo que permitia a visão de sua boca até suas pernas. Sorriu da forma mais maliciosa possível e quando capturou a imagem, ficando satisfeito com o resultado, enviou-a para Way.

Quando o piloto recebeu a mensagem e viu a nova foto recebida, ele quase engasgou com a bebida e novamente todos os seus amigos perceberam que naquela noite ele definitivamente não estava agindo da forma habitual.

- Way, tem certeza de que está tudo bem? – Alan perguntou.

- Claro, por que não estaria? – Way respondeu tentando disfarçar.

- Você está estranho desde que começou a conversar com essa pessoa aí no celular. – Dessa vez foi Sonic que falou.

- Hmmm, por acaso está falando com seu namorado secreto? – North questionou rindo e Way arregalou os olhos, nervoso.

- Não tenho namorado secreto nenhum. – Ele disse agitado e se levantou rapidamente da mesa pegando seu celular. – Se me derem licença, eu preciso ir embora. Aconteceu um... um problema com... com a encanação da água na minha casa. – Way deu a primeira desculpa esfarrapada que veio em sua mente. Ele precisava chegar logo em casa ou iria acabar tendo um colapso na frente de todos. Felizmente para ele, o caminho até sua residência durava mais ou menos cinco minutos de carro.

- Espera, como você sabe que ocorreu um problema com a água na sua casa se você está aqui e mora literalmente sozinho? – North perguntou, desconfiado.

- O porteiro me enviou uma mensagem avisando. – Way respondeu e obviamente aquela era a maior mentira do mundo.

- Mas como o porteiro iria saber... – Sonic começou a perguntar, mas Way rapidamente o interrompeu.

- Tchau pra vocês todos. – Ele disse pegando a jaqueta, colocando o celular no bolso da calça jeans e saindo apressado do bar sem dar tempo para que ninguém lhe fizesse mais perguntas.

Os amigos todos ficaram confusos com as atitudes estranhas de Way naquela noite, mas Babe e Alan tinham suas suspeitas sobre a pessoa com quem o amigo trocava mensagens e eles estavam certos em seus palpites sobre ser Pete o admirador não tão secreto de Way. Ambos já haviam percebido que o empresário estava muito interessado em seu amigo.

- Como o porteiro sabe sobre a água na casa de Way? – Charlie questionou ainda sem entender o que estava acontecendo.

- Você realmente acreditou nessa desculpinha esfarrapada do Way? – Babe perguntou rindo.

- Espera, ele inventou isso pra se encontrar com alguém? – Sonic perguntou completamente surpreso.

- Se ele foi encontrar com alguém eu não sei, mas que essa pessoa que estava enviando mensagens para ele certamente não era o porteiro, disso eu tenho certeza. – Foi a vez de Alan dizer.

- E quem é, então? – North questionou cheio de curiosidade.

- Eu tenho minhas suspeitas, mas prefiro não dizer. – Alan respondeu sorrindo.

- Ah não, por favor, por favor, por favor, fala pra gente. Eu preciso saber quem é. – Sonic implorou para que Alan dissesse quem era o possível homem que estava interessado por Way, mas ele estava irredutível em não revelar, rindo da forma como North e Sonic pareciam em êxtase com aquela história que virou o assunto do resto da noite.

 

- x –

 

Way dirigia apressadamente para sua casa. Em cada vez que parava em um sinal vermelho, ele aproveitava para olhar mais um pouco as imagens enviadas por Pete.

- Por que esse homem tinha que ser assim, tão gostoso? – Way questionou a si mesmo enquanto observava mais um pouco as fotos antes do farol abrir e ele continuar a dirigir. Quando finalmente chegou no condomínio, o homem apertou furiosamente os botões do elevador para chegar logo em seu apartamento e quando chegou ele deu uma rápida olhada nele próprio no espelho. As bochechas avermelhadas e a respiração ofegante não eram resultado da bebida, pois ele não tomou nem meio copo naquela noite. Ele sabia que aquilo estava sendo causado pela excitação que sentiu ao ver as fotos enviadas por Pete. Way jogou a jaqueta no sofá da sala e correu para seu quarto se jogando na cama e pegando novamente o celular.

Ainda em sua casa, mais precisamente na cama de seu quarto, Pete aguardava ansioso pela resposta de Way a sua mensagem.

“Por que tanta demora em responder? Por acaso você se trancou no banheiro do bar para poder ver as fotos sozinho, sem ninguém pra te atrapalhar?”, ele provocou.

“Por qual motivo eu faria isso? Apenas tive que vir embora mais cedo porque surgiu um problema na minha casa, só isso”, Way falou para Pete a mesma mentira que disse aos seus amigos no bar.

“Um problema na sua casa, é? Ou será que surgiu um problema nas suas calças ao ver minhas fotos, hm?”, Pete perguntou e quando Way viu a mensagem ele sentiu seu rosto esquentar ainda mais.

“Você é muito presunçoso para assumir que eu sentiria qualquer coisa vendo essas fotos que você enviou”, Way disse e Pete riu ao ler.

“Tenho certeza que você gostou e agora está fingindo que não. Você está sozinho em casa?”, ele perguntou.

“Óbvio, eu moro sozinho”, ele respondeu.

“Ótimo, então atende a minha ligação”, Pete disse e imediatamente ligou para Way, que hesitou em atender ou não, mas ele sabia que não iria resistir em atender e o fez após o terceiro toque do celular.

- O que você quer? – Way perguntou irritado.

- Calma, anjo. Eu te fiz ficar nervoso, foi? – Pete falou com um tom de provocação em sua voz.

- Não estou nervoso e não me chama de anjo. – Way respondeu e Pete riu. Ele simplesmente amava provocá-lo.

- O que você achou das fotos? Ficaram bonitas? – Pete perguntou.

- Não achei nada, não tem nada demais nas fotos. – Way disse tentando fingir indiferença.

- Então, será que devo te fazer uma chamada de vídeo para que você possa me avaliar melhor? – Pete perguntou e Way arregalou os olhos em surpresa.

- Não, não vou aceitar chamada de vídeo e estou falando sério. – Ele disse e Pete riu.

- Tudo bem, vamos ter tempo para isso no futuro. Mas pelo menos por enquanto eu posso ouvir a sua linda voz já que você fez questão de atender a minha ligação.

- Só atendi pra falar que quero que você pare de me provocar. Eu odeio isso. – Way falou tentando parecer firme no que disse, mas no fundo ele também adorava o joguinho de ‘caça’ e ‘caçador’ que ele e Pete tinham.

- Tem certeza que odeia? Porque eu acho que você gosta bastante quando eu te provoco. Se não gostasse já teria me bloqueado no aplicativo de mensagens. – Pete disse e Way ficou sem resposta. – Acertei, anjo?

- Já disse pra parar de me chamar de anjo. – Way disse irritado e Pete riu.

- Você gosta disso, Way, eu sei. Você finge que não, mas eu sei que gosta. Sempre que eu te provoco, você me olha como se quisesse me matar, mas eu tenho certeza que no fundo você fica curioso, você sente vontade de provar mais. Eu tenho certeza que você gosta. – Pete falou em um tom de voz que causou arrepios na pele de Way, algo que ele não sentia há muito tempo com homem nenhum.

A verdade era que Pete o atraía e ele tentava lutar contra esse sentimento por achar que não deveria se permitir a nada daquilo. Way muitas vezes se fechava para a possibilidade de conhecer novos homens e estava bem em apenas manter para si a paixão que sentia por Babe, mas aí Pete apareceu em sua vida.

Aquele homem era tão atraente, tão bonito que captou sua atenção logo na primeira vez em que se viram, mas logo eles começaram a ter alguns desentendimentos e Way começou a sentir um certo “ódio” por ele. Mas não era ódio de verdade, era mais pra uma raiva de si mesmo, pois ele sentia uma atração absurda por Pete, mas não queria dar o braço a torcer e admitir isso, ainda mais depois que o homem passou a provocá-lo em todas as chances possíveis. Ele achava que seria uma atração passageira, que não valia a pena investir.

Mas o tempo passava e a atração só aumentava. Pete o provocava com o olhar, com as falas, com leves toques que faziam seu corpo desejar sentir mais e, depois que conseguiu seu número de telefone, passou a provocá-lo por mensagens, mas nunca antes havia enviado fotos para ele. E Way tinha certeza que poderia enlouquecer só de ver aquelas imagens e pensar em cada curva daquele corpo tentador.

- Não gosto e quero que pare. – Way continuou insistindo.

- Você gosta sim e sabe do que mais eu tenho certeza que você gosta? Dessa nossa dinâmica de ‘caça’ e ‘caçador’, você gosta dessa sensação, dessa curiosidade de saber qual vai ser o meu próximo passo, a minha próxima provocação, não é? – Pete perguntou e Way quase desligou o telefone, pois era como se ele estivesse ouvindo seus pensamentos. – O gato engoliu sua língua, anjo? – Ele perguntou.

- O que eu falei sobre me chamar de anjo?

- Você disse pra eu parar, mas eu acho fofo te chamar de anjo. Quando digo isso pessoalmente, seu rosto fica todo vermelhinho e você abre os lábios de uma forma tão linda, doido pra me dizer algo mal criado, mas se contendo. – Pete disse e Way remexeu-se na cama ficando mais impaciente.

- Por que você fica reparando tanto assim em mim?

- Mas como eu poderia não reparar? Você é tão lindo, chamou minha atenção assim que eu te vi e desde então você não sai mais da minha cabeça. – Pete falou e Way ficou em silêncio esperando pra ouvir mais. – Ah Way, você enlouquece os meus pensamentos. As coisas que eu imagino acontecendo entre nós dois. – O homem disse e fechou os olhos.

- Que coisas? – Way perguntou curioso já sentindo seu corpo ficando mais quente.

- Sempre que eu olho pros seus lábios, fico imaginando como deve ser deliciosa a sensação de te beijar. Sua boca é tão linda, seus lábios são tão carnudos, parecem ser tão macios. – Pete disse e Way se perguntou se estava delirando ao achar que o tom de voz dele parecia mais sensual.

- E o que mais? – Way perguntou e Pete sorriu cheio de malícia ao perceber que ele aos poucos estava cedendo.

- Hmm, então parece que você está gostando de ouvir, não é? – Pete provocou novamente e Way quis se estapear por não conseguir se conter, mas não respondeu. – Não precisa sentir vergonha.

- Não estou com vergonha, seu idiota presunçoso.

- Aah Way, você me deixa doido, sabia? Esse seu jeitinho atrevido me enlouquece. – Pete disse e sorriu satisfeito ao ouvir um suspiro que Way deixou escapar. – Quero que me ouça bem, nós dois sabemos pra onde eu vou levar essa conversa. Então eu vou te dar uma chance de desligar essa ligação caso não queira continuar, mas se você disser que sim, tem que me prometer que não vai fugir e que também vai se permitir libertar todos os desejos que você guarda aí dentro. Por favor, Way, se permita. – Pete sussurrou e Way ficou em silêncio por um instante.

O piloto ponderou por um instante se deveria ou não continuar na ligação, mas a quem ele queria enganar? Ele estava adorando ouvir todas aquelas coisas, ele adorava quando Pete o provocava, quando o olhava com tanto desejo, ele gostava de ser visto e desejado por Pete. Especificamente por Pete. Way estava perfeitamente consciente de sua beleza, ele sabia que era atraente, muitos homens tentavam se aproximar dele, mas ele não permitia por simplesmente não se interessar por nenhum.

Mas com Pete as coisas eram diferentes. Ele tinha algo que prendia a atenção de Way, que o instigava, que deixava sua mente enlouquecida somente por vê-lo. E, além de tudo isso, ele sabia que era inútil sua tentativa de fingir que não se sentia atraído pelo homem. A cada dia era mais difícil resistir à vontade que sentia de beijá-lo e tocar todo aquele corpo.

- Eu... eu quero que você continue. – Way finalmente admitiu.

- Oh, anjo, é uma pena que eu não possa estar aí pessoalmente nesse momento. Você não sabe o quanto eu quero te tocar, te fazer ser meu e ser todo seu também. – Pete sussurrou e Way suspirou fundo fechando os olhos e imaginando os dois juntos.

- Eu também quero. – Way admitiu e Pete mal pôde acreditar no que ouviu.

- Você também quer isso, não é? Fala pra mim, Way, fala o que você sente vontade de fazer comigo, por favor. – Pete estava quase implorando.

- Você quer que eu admita isso só pra me provocar. – Way disse e Pete negou com a cabeça.

- Não, baby, isso é pra você me provocar, não subestime o poder que há em uma boa provocação. Você não faz ideia do quanto consegue me torturar com qualquer atitude sua e me deixar ainda mais louco. Você não tem ideia do poder que tem sobre mim. – Pete falou e Way acabou deixando um gemido baixo escapar de seus lábios com o incômodo que começou a sentir em suas calças, que ficavam mais apertadas a medida em que sua excitação crescia.

- Eu odeio o quanto eu quero te beijar, o quanto eu quero te tocar. Você enlouquece a minha cabeça e me faz sentir desejos que eu tento reprimir, mas não consigo. – Way admite e Pete suspira sentindo sua excitação aumentar.

- Mas por que reprimir seus desejos? Eu quero que você se permita senti-los e me deixe torná-los realidade. Me fala mais, me fala o que você sente vontade de fazer comigo. – Pete sabia que sua voz já soava quase desesperada, mas ele não se importava, ele queria mesmo ouvir as palavras do homem que ele tanto desejava finalmente admitindo que também o queria.

- Eu... eu imagino como seria te beijar, como seria sentir as suas mãos em mim, tocando todo o meu corpo. – Way admite alguns de seus pensamentos e, do outro lado da linha, Pete geme baixinho ao ouvir aquilo e institivamente aperta seu pau ainda preso na boxer branca.

- Eu também imagino tudo isso. Você não tem noção da quantidade de vezes que já fantasiei com você e eu aos beijos, principalmente naquele bar que você e os seus amigos costumam ir. Fico imaginando como seria te levar para uma das cabines do banheiro e fazer com você tudo o que eu sinto vontade, enquanto os seus amiguinhos esperam do lado de fora e não fazem ideia do que está acontecendo lá dentro. – Aquela era uma das maiores fantasias de Pete e ouvir aquilo fez com que Way sentisse seu pau fisgar dentro da calça.

- Isso é tão... é tão... – Way começou a falar, mas não conseguia concluir sua fala. Sua mente imaginando como seria delicioso colocar em prática aquele pensamento de Pete.

- Você gostou da minha ideia? O que acha de fazermos isso virar realidade, hein? Pensa como seria gostoso, eu e você trancados no banheiro, nos beijando, nos tocando e você tendo que controlar a sua voz pra que ninguém ouvisse. Já imaginou que reação seus amiguinhos teriam se soubessem que você não é tão santinho quanto parece? – Pete falou e sentiu a pele arrepiar ao ouvir um gemido baixinho vindo de Way.

- Você é um pervertido. – Way falou e naquele momento ele tirou o cinto da calça e abriu o zíper, mas continuou se recusando a se tocar, porém Pete escutou o barulho da movimentação dele.

- Tem certeza que o pervertido sou eu? Eu escutei você abrir o cinto e abrir o zíper da sua calça. – Pete falou e Way arregalou os olhos em surpresa e ele tinha certeza que seu rosto estava totalmente vermelho de vergonha. – Você está se tocando enquanto me ouve?

- Não, eu não estou e não vou fazer isso. – Way falou mais para si mesmo do que para Pete.

- E por que não, anjo? Você não está com tesão? – Pete perguntou e Way ficou calado, o que pra ele foi uma resposta que confirmava sua pergunta. – Eu sei que você está, tenho certeza que você está duro pra mim. Eu também estou duro por sua causa, você me deixa tão excitado, Way.

Ao ouvir aquelas palavras, o piloto fechou os olhos e mordeu o lábio inferior com força. De forma ainda hesitante, ele apertou a própria ereção por cima do jeans apertado e não conseguiu conter o gemido que escapou de seus lábios.

- Tem certeza de que não está se tocando, Way? – Pete perguntou em um tom de voz provocante.

- Não, não estou. – Way disse firme.

- Mas você poderia. O que está vestindo agora? – Pete perguntou.

- Uma camisa preta e uma calça jeans também preta. – Way respondeu.

- Você deve estar tão lindo, eu estou imaginando você deitado na sua cama e tenho certeza que deve ser uma visão do paraíso. – Pete disse e enfiou a mão dentro da própria cueca e apertou seu pau dolorido por estar há tanto tempo duro. – Só de imaginar isso eu fico ainda mais excitado.

- O que te fez ficar assim? – Way perguntou curioso.

- Tudo em você. – Pete disse sabendo que a resposta vaga iria atiçar a curiosidade de Way.

- Tudo o que? – Ele queria saber detalhes.

- Absolutamente tudo em você me atrai, me instiga, me excita. Essa pele macia, todo o contorno do seu corpo, principalmente essa cintura fina que eu sinto tanta vontade de apertar. Seus olhos são fascinantes, eles desafiam, são tão misteriosos. Eu amo o jeito que você me olha. – Pete fechou os próprios olhos deixando sua mente vagar com a imagem de Way e finalmente ele agarrou a própria ereção, deslizando a mão para cima e para baixo de uma forma tão lenta que chegava a ser torturante. – Seu cabelo, eu adoro o seu cabelo. Eu gosto que ele é um pouco mais comprido e fico imaginando como seria maravilhoso puxar os fios com força nas minhas mãos pra poder deixar o seu pescoço exposto. E por falar no seu pescoço, eu não consigo desviar o olhar sempre que vejo. Ele é lindo, essa pele tão branquinha, perfeita, eu fico imaginando como seria beijar todo o seu pescoço, mordê-lo, explorar cada cantinho dele com a minha língua, com a minha boca, te deixando todo arrepiado. Porra, Way, você me excita e me deixa completamente louco só por existir e ser assim, tão lindo, tão gostoso.

Way gemeu baixinho e se deliciou ao ouvir cada palavra. Se fosse qualquer outra pessoa lhe dizendo essas coisas, ele provavelmente sentiria nojo, mas com Pete as coisas eram diferentes. Ele gostou do que ouviu, ele gostou de saber que era tão desejado daquela forma e ele queria ouvir mais.

- Fala mais. – Way pediu e dessa vez quem gemeu ao telefone foi Pete.

- Gostou de ouvir isso? Não é nem 1% de tudo que sinto vontade de fazer com você. – Pete disse e arrancou de uma vez por todas a cueca de seu corpo e a jogou em qualquer lugar no chão do quarto e segurou seu pau que latejava de tanto desejo. – Estou pensando em tantas coisas nesse momento. Quer saber o quê?

- Quero. – Way pediu.

- Além de imaginar nós dois nos beijando, eu estou me imaginando no seu quarto junto com você agora. Eu queria tanto poder tirar toda a sua roupa e te tocar, sentir a sua pele quente nas minhas mãos.

- Você está vestindo algo? – Way perguntou.

- Não, estou completamente sem roupa e deitado na minha cama. Quer ver? Posso te enviar uma foto.

- Por favor. – O piloto implorou e aquilo fez Pete se sentir ainda mais excitado. Way sabia como fazê-lo enlouquecer mesmo com as atitudes mais simples.

O moreno então se posicionou melhor em seus lençóis e resolveu tirar uma foto sem se mostrar inteiramente nu, iria usar isso pra provocar Way. Então ele pegou o lençol e o utilizou para cobrir seu pau, deixando apenas a visão de seu abdômen, coxas e sua mão segurando seu membro preencherem a imagem. Assim que fez a foto, ele enviou-a para Way, que aguardava ansioso.

Quando Way viu a foto, ele não conseguiu conter um suspiro alto e Pete ouviu, ficando bem satisfeito com o som excitante. Ele gostava tanto da voz do homem.

- Gostou do que viu?

- Sim, o seu corpo é tão lindo, a sua pele, as suas pernas, tudo em você é sensual, é atraente. Eu queria poder te tocar, sentir o calor do seu corpo junto ao meu. – Quando Way disse aquilo, quem acabou deixando um gemido escapar foi Pete.

- Deus, a forma como você fala. Aah Way, você me deixa louco, completamente louco. Tira a roupa também e se toca, anjo. Me deixa ouvir você se dando prazer. – Pete pediu.

- Ok, espera só um pouquinho. – Ele pediu.

- Todo o tempo que você quiser, anjo. – Way não conseguiu conter o sorriso ao ouvir o apelido que Pete insistia em usar para falar com ele e então começou a tirar a roupa.

Desabotoou a camisa e jogou-a no chão e logo em seguida fez o mesmo com a calça jeans, suspirando de alívio ao reduzir a pressão que ela fazia em seu pau. Por fim, removeu a cueca e a deixou jogada no mesmo lugar onde as roupas também ficaram.

- Eu... eu tirei a roupa. – Way disse ao pegar novamente o celular.

- Muito bem, anjo. Você deve estar tão lindo agora sem nenhuma roupa. Eu queria tanto poder ver o seu corpo inteiro. Por mais tentador que seja te pedir uma foto, eu prefiro te ver pessoalmente completamente nu pra mim e ser o responsável por tirar cada peça de roupa sua. Você está se tocando agora?

- Sim. – Way disse em um sussurro e subitamente sentiu uma ligeira onda de vergonha. Ele não conseguia acreditar que estava completamente despido, deitado em sua cama em meio a uma sessão de sexo por telefone com um homem que ele tentava odiar a todo custo, mas quanto mais tentava mais atraído por ele se sentia.

- Hmm, que delícia, Way. Tenho certeza que a visão de você se tocando deve ser maravilhosa. Eu mataria pra poder ver isso, pra poder ver você me dando um show particular. – Pete falou em meio a suspiros e gemidos, sentindo as ondas de prazer percorrendo seu corpo enquanto ele se tocava e imaginava Way fazendo o mesmo.

- Você também está se tocando? – Way perguntou.

- Sim, eu estou. Você gosta disso? Gosta de saber que estou em minha cama, deitado e completamente nu enquanto me masturbo pensando em você?

- Porra, Pete. Sim, eu gosto de saber disso. Você já fez isso muitas vezes enquanto pensa em mim?

- Sim, sim, anjo. Quase todas as noites quando estou aqui em meu quarto, sozinho, minha mente começa a pensar em você e no quanto eu te desejo e é inevitável não ficar excitado. O simples fato de pensar em você sempre me enlouquece e eu fico imaginando te fazer ter os melhores orgasmos da sua vida junto comigo.

- Aaah... Pete. – Way fechou os olhos e jogou a cabeça para trás acelerando um pouco os movimentos de sua mão em seu pau.

- Oh meu Deus, a sua voz, a forma como você geme. Quantas vezes eu sonhei com isso, quantas vezes eu imaginei fazer você gemer pra mim. – Pete disse também acelerando sua masturbação. – Isso, anjo, se toca pra mim, desliza a mão no seu pau pra cima e pra baixo assim como eu estou fazendo. Eu quero ouvir você.

Obedecendo ao comando de Pete, Way fez o que ele pediu. Ele envolveu sua mão em torno de seu comprimento latejante e começou a deslizar para cima e para baixo. Ele já não conseguia mais controlar os gemidos e suspiros que escapavam de seus lábios.

- Porra, a sua voz. Eu vou ficar completamente louco. – Pete suspirou e começou a se masturbar no mesmo ritmo que Way. – Como está se sentindo, baby?

- Tão bem, eu... eu estou imaginando as suas mãos no lugar das minhas, eu queria que fosse você aqui me tocando. – Way disse com os olhos fechados, deixando sua imaginação fluir.

- Eu também queria tanto poder te tocar. Eu te tocaria lentamente, faria você se contorcer de prazer nas minhas mãos, faria você implorar pra que eu acelerasse, mas eu iria cada vez mais devagar só pra ter o prazer de ver você implorar pra que eu fosse mais rápido, mas eu não iria e te faria implorar cada vez mais. – Pete dizia imaginando cada detalhe de como gostaria de tocar Way.

Way se contorcia de prazer em sua cama. Enquanto se tocava, ele fechava os olhos imaginando Pete ali junto com ele, as mãos do homem em seu corpo o apertando, os lábios dele o beijando. As imagens que ele criava em sua mente eram tão perfeitas que quase pareciam verdadeiras. Os gemidos que escapavam de seus lábios ficavam cada vez mais altos a medida em que ele se tocava.

- Way... isso... os seus gemidos, eu poderia ouvi-los pra sempre. Eu queria tanto poder ouvir esses gemidos no meu ouvido, queria você aqui em cima de mim, me beijando, me tocando. – Pete falou e mordeu o lábio inferior idealizando aquelas fantasias e acabou gemendo mais alto.

- Eu também gosto da sua voz. – Way disse baixinho, quase como se estivesse admitindo aquilo apenas para ele próprio.

- Gosta? Você iria gostar de me ter aí com você falando essas coisas bem baixinho no seu ouvido? – Ele provocou.

- Sim, sim, eu quero muito. Eu gosto da forma como você fala, dos seus gemidos e também gosto de todo o seu corpo, dos seus olhos, da sua boca, das suas mãos. Deus, as suas mãos. Elas são tão bonitas, grandes, me fazem imaginá-las passeando por todo o meu corpo, me faz imaginar você me apertando firme. – Way disse e Pete gemeu, se masturbando com mais intensidade.

- Aaah... isso... fala mais, fala pra mim tudo o que você quer fazer comigo. Eu deixaria você fazer o que você quisesse comigo, eu posso ser inteiro seu. – Pete pediu enquanto sentia o desejo ficando cada vez mais intenso.

- Tudo que eu quisesse, é? – Way perguntou.

- Aham, tudo, absolutamente qualquer coisa desde que o resultado final fosse te fazer gozar, eu quero tanto te fazer gozar. – Pete disse e Way acelerou os movimentos de sua mão em seu pau, revirando os olhos de prazer.

- Você vai acabar me fazendo gozar se continuar falando dessa forma. – Way sussurrou baixinho achando que ele não iria conseguir ouvir, mas esqueceu por um instante que uma das habilidades de Pete era ter uma audição extremamente aguçada.

- É essa a minha intenção, eu quero que você goze pra mim. – Quando Pete falou aquelas palavras, Way mordeu a mão pra tentar conter os gemidos, porém foi em vão. – Deus, sua voz. Eu definitivamente vou enlouquecer só de te ouvir. Tenho certeza de que você está lindo deitado na sua cama e se tocando.

E Pete estava certo. A visão de Way deitado na cama com a cabeça jogada para trás, o pescoço exposto, olhos fechados, respiração ofegante e cabelos bagunçados certamente faria a mente do homem voar longe.

- Hmmm Pete... aaah. – Way gemia sem conseguir mais controlar a voz.

- Isso, geme, eu quero ouvir você. – Pete pediu enquanto sentia-se ainda mais excitado, o que o fez acelerar ainda mais os movimentos precisos de sua mão em seu pau, imaginando que era a mão de Way no lugar da sua. – Você é tão gostoso. Eu queria poder te beijar por inteiro, da cabeça aos pés, explorar cada lugar do seu corpo. Eu poderia começar te beijando na boca, essa sua boca linda, que me enlouquece, e então eu desceria os beijos pelo seu pescoço, seu peito, sua barriga, até chegar no seu pau. Eu adoraria passear a língua em toda a extensão dele e então te chupar pra fazer você desmoronar de prazer e perder todo o controle.

- Aaah Pete, você... você não devia falar coisas assim. – Way sussurrou enquanto deixava sua mente voar longe imaginando tudo que Pete falou.

- E por que não? Eu quero fazer isso com você, te dar prazer de todas as formas possíveis, ver você tremer de tesão. Eu faria qualquer coisa só pra te ver gozar, tenho certeza de que essa deve ser a imagem mais linda do mundo. Fico imaginando você perdendo o controle, respirando ofegante, gemendo, sua pele quente. Eu nunca desejei tanto alguém como eu desejo você, anjo. Me deixa fazer você gozar. – Pete sussurrava.

Way sabia que não ia durar muito. O corpo dele estava tomado de prazer, era uma sensação enlouquecedora, inebriante, que o fazia desejar mais e mais o homem que o provocava ao telefone.

- Eu também te desejo como nunca antes desejei ninguém. Porra, Pete, tudo o que você faz e fala me deixa maluco. A sua voz, o seu corpo, a sua pele. Quantas vezes eu imaginei o que você esconde por baixo dessas roupas? Tantas vezes, Pete, tantas vezes. E então você me enviou aquela foto enquanto eu estava no bar e você não tem noção do quanto eu precisei ter autocontrole pra não enlouquecer. E quer saber o que mais me deixa ainda mais louco por você? – Way disse.

- O quê? Fala, eu quero ouvir tudo. – Pete implorou, ele estava amando ouvir Way admitir seus desejos.

- Esse seu jeito tão sério, que parece tão certinho, mas ninguém faz ideia de quem você realmente é.

- E o que eu sou?

- Ninguém faz ideia de que você é assim tão sexy, tão gostoso por baixo desses ternos que você usa e que escondem todo esse corpo delicioso que você tem, que você adora provocar, atiçar a minha mente e me deixar cheio de tesão por você.

Pete gemeu e jogou a cabeça para trás em seus travesseiros e começou a se masturbar de forma rápida, ele não ia mais aguentar muito tempo. Way gostava de dizer que ele era o provocador, mas o homem também sabia como provocá-lo.

- Aaah Way... Way... você não tem ideia do que faz comigo quando fala dessa forma, é enlouquecedor te ouvir dizer que sente tesão por mim. – Pete falou totalmente ofegante. Ele sentia o orgasmo se aproximar, assim como Way. – Eu... eu estou quase gozando, anjo.

- É por minha causa? – Way perguntou fingindo inocência.

- Claro que é. Desde que eu te conheci, gozar pensando em você é algo que faço quase sempre. À noite, quando estou sozinho no meu quarto e penso em você, é impossível não ficar excitado e me masturbar imaginando nós dois juntos. – Pete falou e Way sorriu. Ele gostou de saber que era fonte de inspiração para o prazer solitário do outro homem.

Naquele momento os dois aceleraram os movimentos de suas mãos e se tornaram uma linda confusão de gemidos, sussurros e palavras desconexas. Seus corpos quentes desejando sentir também o calor um do outro, ouvir as palavras sujas sussurradas ao pé do ouvido, suas respirações ofegantes. Eles estavam tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe um do outro e naquele momento só lhes restava aquela deliciosa e intensa troca de prazer pelo telefone.

- Aaah Pete, eu... eu não vou mais aguentar. – Way sussurrou sentindo o orgasmo cada vez mais próximo.

- Então, goza, eu quero que você goze pra mim. Vai, goza pra mim, Way. – Pete falou e apenas o som da respiração dele foi o suficiente pra fazer o piloto atingir o limite. Ele revirou os olhos de prazer e gemeu alto enquanto sentia a deliciosa sensação do orgasmo se espalhar por todo o seu corpo quente e sensível. A sensação foi tão deliciosa e intensa que ele só teve forças para segurar o celular e continuar a falar:

- Sua vez de gozar pra mim, Pete. Eu quero ouvir você gemer enquanto goza. – Ele pediu e o homem também não aguentou mais e finalmente atingiu seu limite.

- Aah Way... isso, isso... hmmm. – Pete gemeu se contorcendo de prazer ao gozar. Aquele foi, sem dúvidas, um dos orgasmos mais intensos de toda a sua vida. O prazer de toda aquela conversa picante, ouvir Way admitir que o desejava, gozar para ele e, principalmente, fazê-lo gozar foi uma das melhores experiências da vida de Pete.

Os dois ficaram por um instante em silêncio, mas ainda era possível ouvir o som de suas respirações ofegantes, que aos poucos ia normalizando.

- Way? – Pete o chamou.

- Estou aqui.

- Acho que você me matou. – Ele brincou e o piloto riu.

- Não posso dizer que estou em uma situação diferente. Você me fez ter um dos melhores orgasmos da minha vida. – Way disse e Pete sorriu.

- Não vejo a hora de finalmente fazer você gozar pessoalmente, enquanto toco e sinto todo o seu corpo colado ao meu.

- Acho que é melhor essa conversa parar por aqui ou então assim você vai me fazer ficar excitado de novo.

- Eu não teria problema nenhum em passar a noite inteira te fazendo gozar. – Pete disse e Way riu.

- Por mais que a proposta seja tentadora, vou recusar porque você realmente me deixou cansado.

- Cansado de maneira boa ou ruim?

- Definitivamente de maneira boa.

- Fico feliz em saber disso, anjo. Eu queria poder estar aí, adoraria poder te abraçar e passar a noite toda com você nos meus braços.

- De onde saiu esse lado carinhoso? – Way perguntou curioso.

- É mais um dos meus muitos lados que você vai conhecer. – Pete disse e Way não deixou de sentir o leve toque de malícia na voz dele e sorriu.

- Tudo bem, tudo bem, teremos tempo pra isso. Agora eu realmente preciso tomar um banho e limpar essa bagunça de esperma em cima de mim, tudo por sua culpa. – O piloto brincou e Pete riu.

- Minha situação também não está diferente, você realmente me fez ter um orgasmo poderoso. Mal posso esperar pra sentir isso de novo, mas pessoalmente.

- Você é muito sem vergonha, sabia? – Way disse sem conseguir conter o sorriso.

- Sim e tudo isso é por sua causa, você me deixa maluco.

- Ok, ok, mas agora eu realmente preciso ir. – Way disse.

- Então, tudo bem. Toma um bom banho e dorme. Eu espero que sonhe comigo essa noite. – Pete falou e Way não conseguia deixar de sorrir ao perceber o carinho na voz dele.

- Não prometo nada, mas quem sabe eu sonho com você. – Way falou.

- Espero que tenha um sonho erótico. – Ele disse e o piloto riu.

- Sem vergonha! – Ele falou e os dois riram.

- Boa noite pra você, anjo.

- Boa noite pra você também.

E assim que os telefones foram desligados, os dois sorriram ao relembrarem o que fizeram momentos atrás restando a sensação de prazer em seus corpos que ansiavam por mais e mais.