Work Text:
— E tipo, eu SUPER toparia ir naquele bar! Eu amo o Bloody Mary de lá!
Meu Deus, cala a boca.
— Sim! Eu amo o DJ também!
Rabisquei mais em meu caderno de rascunhos. Com ódio. Não aguento mais suas vozinhas fininhas e ridículas.
— Você vai, Kadria?
Levanto meu olhar violeta do caderno, olhando o grupinho de jovens mulheres na mesa. Tinha 4 delas, nenhuma é minha amiga, sou apenas colega delas, pessoas que tenho que suportar para passar desse período da faculdade. Não me leve a mal, mas... era um insuportável aguentar aquelas idiotas ignorantes de merda.
— Não, desculpa. Eu vou sair com meu namorado.
Meu rosto se mantém neutro. Minha voz se mantém profunda, sem sotaque.
A afirmação era mentira. Na verdade, ele provavelmente não estará em casa hoje, trabalho com a banda.
— Ah que pena, na próxima você vai!
— É, sim... Eu vou.
Mentira... Minhas desculpas estão acabando...
— Eu tenho que ir, meninas...
Guardei minhas coisas e sai da mesa metálica enquanto acenava para as outras. Apenas 4 passos depois e não demorou para eu ouvir algo como:
— Ficou sabendo que o namorado dela trancou a faculdade?
...
Pelo menos tenho um namorado. Vocês não.
Foi um dia estressante. Minha cabeça está pesada e até sinto uma dor chegando nos meus músculos. A bateria social estava baixíssima desde que acordei. As aulas foram longas, muito trabalho e muita gente falando ao mesmo tempo. Eu queria descansar ou dormir, mas minha mente parece que ainda tava bem energizada.
Cheguei em casa mais cedo do que pretendia, exatamente 4 minutos mais cedo. Olhei em volta. O sofá esverdeado estava limpo, as paredes estavam cheias de pôsteres feito à mão, os quadros caros se mantém no lugar, os comprei recentemente, tinha esqueletos nas estantes e paredes, alguns pendurados por cordas ou estavam sentados em uma prateleira, uma parede em específico tinha desenhos feitos por mim e Hobie, coisas bobas, tipos gatinhos com corações ou uma pessoa na forca. Foi divertido decorar tudo.
Com um suspiro, descansei minhas botas pesadas e calorentas em algum canto perto da entrada.
Senti minha garganta estalar de fome.
Na cozinha, tudo estava organizado, pelo menos a minha parte do armário de comida. Hobie é o Hobie, sabe? A louça estava brilhando, pelo menos.
Pensei no que comer. Acho que tinha um bolo na geladeira...
— Ué?
Não tinha mais bolo na geladeira. Meus olhos reviram com ódio e cansaço. Sério? Ele levou a porra do bolo?!
— Ok, eu como... biscoitos então... Ele não vai notar.
Dito e feito, peguei o pacote metálico de biscoitos doces, Hobie os fez recentemente. E peguei também uma garrafa de água, sim água. Hobie também comentou que não estou me hidratando corretamente, então ele mandou me hidratar melhor. Não tive como discutir.
Meu corpo mal se move no sofá, parecia tão pesado... Eu deveria dormir... Entretanto, o sono não chega.
Queria só sumir um pouco. Um dia! Só um dia!...
Mas Hobie ficaria sozinho...
Odeio ser emocional demais! (Se bem que sou uma babaca com algumas pessoas...)
Porque ele me ama, afinal? É tão estúpido amar alguém bonita, inteligente, amorosa... (Isso foi ironia)
Ok, não seja tão ridícula... Ele nunca amaria outra pessoa daquela antiga escola! Nisso eu ganhei definitivamente.
Hum... Tomar banho? Não consigo nem levantar...
É rapidinho!
Não acabei de comer. (KADRIA PORRA).
— Que dia de merda...
A televisão mostrava alguma novela engraçadinha, me dando mais vontade de ficar ali deitada para sempre...
É só um pouquinho...
Não foi só um pouquinho.
Fiquei ali até à noite, o pacote de biscoitos na mesa com um copo vazio ficou com formiguinhas comendo migalhas.
Algumas pessoas até me mandaram mensagem, decidi que iria ignorar. Não aguentava mover os dedos.
Suspirei alto, irritada e obviamente cansada. Nada parou minha sensação de incômodo na barriga.
— Que merda...
Me forcei para tentar levantar do sofá. De primeira desisti momentaneamente. Na segunda vez, consegui, minha motivação foi meio idiota... Eu senti que estava começando a feder, e não queria que qualquer pessoa me achasse mal cheirada. Mas como Hobie é o único que pode entrar em casa, apenas me importo em ser mais apresentável para ele.
Uh. Me pergunto se eu seria uma boa dona de casa, pensei nisso mais vezes do que esperado essa semana. Não, esse mês.
Cozinhar, limpar, ser bonita e perfeita apenas para meu marido. Realmente não me importaria de viver assim. Porém, sinto que é pressão financeira demais para Hobie e eu não quero ser uma inútil nesse sentido. Logo com meus status? Não, apenas não.
Talvez em outra vida...
Tomei um banho quente. Sai em 15 minutos. Cheirosinha. Escovei os dentes, penteei meu cabelo e andei até nosso quarto com os ombros pesando cada vez mais. Como se tivesse caixas pesadas nos ombros.
A cama estava bagunçada. Ontem à noite foi perfeito. Não houve sexo, apenas amor sexual. Hobie pode ser delicado quando quer. E as mãos dele são muito boas...
Até queria repetir de novo. Mas não quero me mover muito. E mesmo que Hobie faça todo o trabalho, eu ainda quero agradar meu namorado depois do trabalho. Ele deve tá cansado também.
De qualquer jeito, coloquei um pijama grosso e quentinho. Me deitei na cama com um suspiro mais alto que o anterior.
O sono ainda não veio. A dor muito menos parou. Óbvio que não parou.
Como uma espécie de instinto, entrelacei os dedos como uma prece.
"Por favor, Deus ou o Diabo, não importa! Faz alguma coisa pra parar com essa merda de dor. Eu não aguento mais!"
Assim que mentalizei isso. A porta de casa clicou com barulhos de chaves.
Amém?
Obrigada de qualquer forma.
Rapidamente, Hobie foi até nosso quarto que estava com a porta aberta.
Com um sorriso largo, ele começou a falar e a me abraçar com força ao redor da minha cintura. Foi bom.
— Luv! Eu cheguei mais cedo! Gostou?
Ao olhar meu rosto deprimente, ele parou, parecendo preocupado. Segurando meu rosto com os dedos gelados, continuou.
— Você está bem, querida? Tá machucada, né?
— Não não, eu só estou... Cansada.
Virei o rosto, com certa vergonha por admitir o meu peso mental pelo dia estressante.
— Tomou seu remédio?
— Sim...
— Oh, minha pobrezinha, posso fazer algo para te ajudar?
Hobie começou a beijar meu rosto, meus lábios e a me abraçar com o carinho de sempre.
— Eu não sei. Já esgotei minhas ideias, meu bem.
Pus as mãos no rosto dele, delicadamente tomando cuidado com os piercings. Ele é tão lindo... Eu aguentaria ver seu rosto por dias...
— Tenho certeza que vou pensar em algo.
— Boa sorte...?
— Mas primeiro, vou tomar banho. Tô todo suado, cara. Prometo pensar em alguma coisa, luv!
Meu namorado incrivelmente belo se afastou do nosso quarto e foi para debaixo do chuveiro.
Voltei a olhar o teto branco, lembrando do meu dia para investigar o que causou minha apatia e ignorância.
Hoje de manhã teve uma prova na faculdade, teve conversas fúteis sobre sair para baladas (como se a gente não tivesse prova amanhã também) e ainda por cima, minha tia estava doente então eu tive que ajudá-la mais que nunca, trabalhando dobrado. Não foi exatamente nessa ordem, mas enfim!
Parei de respirar mais vezes do que gostaria pela ansiedade. Foi por volta de 15 vezes ao longo do dia. Das 6 da manhã até 22h da noite, que é agora. E acredite, isso é muita coisa.
Comi e me hidratei normalmente. Não bebi nada alcoólico, mesmo que as meninas insistirem um pouco, mas eram 17 horas da tarde! E por sinal, quem ficaria no barzinho perto da sua faculdade falando da vida dos outros de forma tão descarada. Eu não sei porque fico perto delas. Eu deveria jogar elas fora. Elas não são minhas amigas mesmo. E tenho certeza absoluta que elas não sentiram minha falta.
— Querida!
Hobie me chamou carinhosamente ao chegar no quarto. Agora com uma calça de moletom com uma cueca um pouco à mostra.
— Você quer um spanking?
Ele sugeriu, procurando algo no armário dele.
Perai, que?
— Como assim? Porque isso de repente?
Perguntei chocada, ele nunca era do tipo "repentinamente tarado". Apesar de ele ser realmente aleatório.
— Eu li em um artigo...
Hob pegou um Flogger. Necessariamente o meu favorito. Confeccionado com tiras de couro de alta qualidade, cabo de metal decorado com strass prateado.
Me senti um pouco tensa. Não de um jeito ruim...
—... Que o spanking tem muitos benefícios para a saúde mental e para o estresse! Legalzinho, né?
Meu amado completou com um sorriso animado.
— Não vou perguntar onde você leu sobre isso...
Não que não acredite nele. Mas, nunca percebi que ficava melhor depois de um spanking. Talvez não funcione em mim. Se bem que eu nunca fiz SÓ spanking, sempre tinha algo a mais nas sessões.
— Foi uma fonte de confiança, mulher, eu prometo!
Ele se ajoelhou ao lado da cama, analisando meu rosto de perfil. E riu fraco.
— Não quer chorar um pouco, gracinha?
Sim, por favor, sim!
— Não...
— Kadria...
Uma mão amarronzada tocou meu rosto, forçando a olhar para ele.
— Você não consegue mentir para seu namorado...
Meu rosto se tornou vermelho. De fato, mentir para aquele homem maravilhoso deveria ser um pecado nacional (pelo menos).
— Tem certeza?
— Eu não vou fazer nada que você não queira, Mortiça.
Seus dedos desceram para meu ombro, entrando pela blusa do meu pijama. Eu me arrepiei inteiramente.
Meu Deus, sempre caio nos encantamentos desse homem! Eu sou muito fraca...
— Ok! Tá bom!
Desviei meu olhar para a parede, não querendo ver o sorriso sabichão do meu amado, que se levantou do chão num pulo.
— Muito bem! Tire sua roupa e venha para meu colo, querida Kad!
— Sim, sim! Eu sei...
Disse apenas como um deboche irritado.
— Então se comporta para eu não esconder seus biscoitos...
Hobie ameaçou levemente, ainda sorrindo, esperando eu levantar do colchão. Eu o olhei com as sobrancelhas franzidas de surpresa e tristeza.
— Desculpa...
— Te perdôo pelo seu dia estressante, luv. Você sempre vai ser minha boa garota. Eu sei disso.
Disse enquanto acariciava meu cabelo preto. O que é irônico, já que sua outra mão estava ocupada com um flogger, prontinho para me bater.
Mas eu estou pronta.
Eu sempre estou pronta.
Quer saber de uma coisa?
Hobie nunca teve rótulos. Lá fora, pelo menos. Ele sempre seria conhecido por ser o punk que não segue regras, que te convence a não seguir as regras, que nunca vai te jogar regras.
Uma pessoa simples.
Até você ser eu.
"Você me chama de Senhor e eu te chamo de cadelinha. Pronto."
"Eu posso gozar. Você não. Até segunda ordem, amor."
"Se você me contrariar de novo, eu juro que vou te dar outro soco, coisinha."
E é isso. Sem discussão.
Era contraditório, óbvio. Mas ele que manda.
Hobie sempre mandou em mim. Sempre. Eu pedi por aquilo, afinal. Às vezes 24 horas, às vezes apenas em sessões, depende do meu humor.
Ele poderia mandar em mim o quanto quisesse dentro de casa. O que inclui, muitas, muitas coisas que se vêem de fora, sem contexto... A gente estaria na delegacia tentando explicar que eu caí da escada (o que pasmem, é mentira).
Ninguém precisa saber.
Ninguém precisa saber que eu já gozei com a porra de um soco.
Ninguém precisa saber que minha maior fantasia é ser usada.
Ninguém precisa saber que eu sou uma masoquista de merda.
Se você fosse eu, você não ia aguentar. Não pense que iria. Você não conseguiria. Você não é EU.
Minha pele poderia ficar marcada para sempre. E eu não me importaria.
Você não iria aguentar um dia com essa pele cheia de hematomas...
Meus seios pressionaram os cobertores macios da cama, minha bunda se posicionou entre as pernas de Hobie e meus pés se esfregavam de ansiedade.
Ele parecia satisfeito, não demorou nem 1 minutos para eu ficar nua em seu colo. Eu tremia de antecipação, temendo um ataque surpresa. Mas nada vem. Eu sei que nunca vem.
— Você está com medo, coisinha?
Meu namorado perguntou enquanto passeava as tiras pelas minhas nádegas.
Uma vez ele falou que eram grandes... E-Eu acho que são medianas...?
— Não é medo...
— Ah, eu sei que não é... Só estou esperando...
— Esperando?
— Você parar de tremer.
Soltei o ar da boca, abaixando a cabeça com cansaço. Me perguntando se valia a pena mesmo.
— Qual é, querida. Já fizemos merda pior... Eu só quero te dar uma ajudinha... Mas tenho todo o tempo do mundo.
As tiras de couro foram até minhas costas nuas, sentindo linhas de arrepios de espalhando pelo meu corpo nu.
Senti frio na barriga. Eu estava sendo covarde? Logo eu?
— Ok, você pode começar...
Quase gaguejo e segurei os lençóis com mais força.
— Muito bem...
Hobie testou o flogger na mão, girando o pulso e segurando firme o meu cabelo para me manter parada. Obedientemente eu afundei meu rosto no travesseiro que peguei enquanto ele se preparava. Apertei com força, não de medo. Com ele eu não sinto medo. Talvez fosse o prazer antecipado.
Meus pensamentos foram interrompidos por uma surra nada delicada em meu traseiro. Eu gemi alto, arquei meus ombros por impulso e minha mente se apagou por um momento, processando aquilo.
— A-Ah!... P-Porra...
— Posso continuar assim, amor?
Filho da puta... Pare de sorrir desse jeito!
— S-Sim... Pode continuar assim...
Olhei para trás e continuei vendo minha própria e deliciosa tortura. A primeira chicotada já deixou uma marca bem vermelha...
E logo veio a segunda, sem nenhuma espera. Mais forte ainda.
Um grito curto e alto saiu de minha garganta, minhas mãos apertaram o travesseiro mais agressivamente. Senti ardência na minha bunda pálida, dava para ver a marca ficando vermelha, um perfeito contraste.
Respirei fundo, estranhamente sentindo menos peso nos ombros. Mal me lembro o que ocorreu hoje ou o que me deixou tão estressada.
— Porque está olhando?
Hobie pausou e me olhou nos olhos, balançando o chicote pelas minhas coxas.
— E-Eu não posso?
— Não disse isso... Apenas te acho... Fofa.
Minha face marfim não mudou de cor, mas senti meu coração a mil por hora.
— Esses olhinhos de cachorrinho não me enganam, Kadria...
Ele acariciou meu cabelo. Porém, senti seus outros dedos apertando minha coxa com força, fazendo eu gemer fraco.
— H-Hobie... Pode continuar, por favor?
Com um sorriso amplo, mostrando seus dentes brancos, um contraste com sua pele. Ele acenou.
— É, vejo que você está melhorando, amor...
E então veio uma sequência de surras no meu traseiro e coxas. Eu gemi e gritei de agonia, meu corpo estremeceu como nunca antes. Hobie não tinha nenhuma piedade de mim. Não, nunca. Ele continuou me batendo e não hesitou em parar, mesmo eu começando a chorar de dor. E não era para parar. Eu não queria isso.
Deus, me senti fora do meu corpo. Era como estar anestesiada pela dor e o prazer ao mesmo tempo. Quando as lágrimas chegaram foi o momento em que parei de pensar e só larguei meus ombros e apertava meus pés ao sentir mais um vermelhidão aparecendo nas minhas coxas, uma ardência estonteante chegando na minha virilha.
Uma das poucas coisas que me manteve presente foi (ironicamente) Hobie. Sua mão apertou minha nuca para eu deitar meu rosto no tecido acolchoado, forçando, para choramingar ou gemer pateticamente ali. Tudo isso enquanto dizia:
— Minha boa garota... Você é tão linda quando está chorando...
E mais uma surra na minha coxa. Era perfeito. Era disso que precisava...?
Meu namorado parou, ao sentir seu próprio pulso doer. Notei pelo seu suspiro cansado e pelo seu corpo quente, já que não estava enxergando seu rosto pelas lágrimas. Meu corpo por sua vez, ficou dormente no seu colo quentinho, ainda sentindo a aflição carmesim das minhas nádegas e coxas, senti elas inchadas e fervendo, minhas costas estavam eternamente suadas.
Também senti algo vazando entre minhas pernas, pulsando de necessidade, mas eu estava tão extasiada que tive que ignorar pelo cansaço. Minhas bochechas estavam molhadas por um lago de lágrimas, tentava respirar corretamente, mas apenas respirava fundo e lentamente.
— Cacete...
Ao notar o que eu mais temia, sem permissão, Hobie tocou entre minhas pernas. Molhado. Bem molhado. Em discrepância com meu rosto, parecia um rio. Gemi fraquinho e enterrei o rosto nos braços com timidez.
O pior foi que ele não parou. Seus dedos passearam pelos lábios maiores e menores como se não fosse nada. E eu sentia tudo derreter por ali, mais lubrificação vazando da minha entrada bem úmida.
— Minha cadelinha gostou, né?
Ele afirmou com certeza. É claro que era uma certeza. Não tinha como negar aquilo.
— H-Hobie... P-Por favor...
Eu tentei protestar a humilhação. Era inútil.
— O que? Você quer gozar, princesa?
Ainda com o rosto choroso e olhos brilhando, acenei rapidamente.
— Bonitinha... É claro que eu deixo. Você pode ficar de quatro pra mim?
— P-Porque, amor?
— Você vai ver. Confia em mim...
Ainda meio trêmula, fiquei apoiada nos meus 4 membros no centro da cama. Era um pouco vergonhoso, principalmente por sentir a lubrificação natural descendo pelas minhas coxas e deixar meu clitóris enrijecido mais exposto.
Inesperadamente, senti as tiras de couro atingirem fortemente minhas coxas, perto de forma proposital da minha virilha. Eu gritei e pulei no lugar. Olhei Hobie, agora em pé com um sorriso sádico.
— Eu não disse como...
— Seu...
Antes que pudesse me opor, ele me deu outra chicotada na outra coxa, a pele já estava bem vermelha e conseguiu piorar. Voltei rapidamente a chorar de prazer com as surras bem dadas, principalmente aquelas que estavam tão próximas do seu clitóris implorando para ser acertado. Mesmo que as consequências fossem graves.
Nós já fizemos isso tantas vezes, e todas as vezes é como ter a pele marcada para sempre pelas sensações.
Agora meu rosto afundou nos lençóis, molhando com lágrimas e suor. Hobie hesitou? Não. De jeito nenhum.
— Minha cadelinha está chorando? Tenho certeza que quer que eu acerte em outro lugar...
Ironizou com uma risada. Eu gemi alto entre lágrimas, tentando formar uma frase com nexo.
— S-Sim... A-Ah...
Porém, minha mente está esvaziada pela agonia entre minhas pernas. Apenas consegui apertar mais o lençol e continuar deixando minha genitália à mostra para ele. Implorando silenciosamente por uma liberação.
— Minha boa garota...
Foi aí que senti, finalmente, uma surra bem onde eu mais queria. Gemi alto, não, eu gritei de aflição misturada com satisfação.
Sim! Sim! Sim! Eu quero gozar assim!
Pensei enquanto um sorriso se formou no meu rosto, apesar do choro, da dor e desespero.
— Você é uma masoquista bem resiliente...
Meu querido namorado me elogiou enquanto ainda batia no meu lugar. Um combo perfeito!
Não precisei olhar para minha genitália para saber que ela estava encharcada e da cor mais próxima de vermelho sangue.
— Hehe...
Consegui rir fracamente entre as surras fortes, meu clitóris facilmente ficaria inchado e dolorido por alguns dias e mesmo assim, eu estava rindo, mesmo que chorando.
— P-Por favor— Ah! C-Continua...
— Você está tão perto assim, querida?
Mais uma chicotada.
— S-Sim! U-Uh!
Mordi meu lábio inferior com força para segurar as lágrimas e os gemidos. Eu estava à beira do precipício e minha linha de raciocínio se foi.
Hobie pausou por um curto período de tempo. Apenas visualizando meu corpo praticamente derretido e mole.
— Já que você foi muito obediente essa semana, eu vou fazer isso rápido...
Meio segundo depois, meu doce namorado parou de dar surras lentas e começou a aumentar a velocidade e também pesou mais a mão. É claro, tentei não gritar ou chorar alto.
Não adiantou de nada.
— AH!
O prazer era tanto que não demorou apenas alguns segundos para esvaziar completamente. Apenas senti o líquido transparente saindo entre minhas pernas e pingando na cama. Minhas pernas estremeceram, tentando inutilmente suportar meu peso, e assim caíram na cama. Minha garganta estava seca por tantas respirações fundas e quentes que fazia a cada segundo.
Tudo parou de doer, meus ombros já pararam de pesar de ansiedade, o estresse do dia não me incomodava mais, nem os pensamentos mais profundos chegaram numa linha certa de raciocínio.
Eu sentia... Paz e alívio.
— B-Brownie?
Por um milagre consegui falar sem soluçar.
— Huh?
Constatei que o peso na cama ao meu lado era Hobie, que começou a me abraçar e me beijar nos ombros levemente.
— Obrigada...
— Eu falei que era uma fonte confiável!
O homem riu e me abraçou mais forte. Ainda bem que ele não é outra pessoa, eu amo os abraços dele. Tirei as mãos dos olhos e o observei, parecia feliz.
— Hic... Eu nunca duvidei...
— Agora... Fique paradinha, eu vou cuidar de você...
Eu sei que vai.
— Amor... Eu quero uma coisa...
Hesitei, meu rosto que estava começando a ficar pálido de novo, voltou a ficar timidamente rosa.
Parecia tão besta pedir um beijinho agora.
— Poderia me dar um beijo, por f-favor? Eu estou feliz agora, mais do que nunca!... Só foi um dia estressante...
— Eu amo quando você pede coisas com seu jeitinho fofo.
Hobie deu beijos no meu rosto todo, principalmente nos lábios, se estivesse de batom, mancharia meu rosto todo. Nossos piercings fazem barulhinhos engraçados, o que era reconfortante. Meu amado namorado também tomou cuidado para não tocar nenhuma área afetada por, pasmem, ele mesmo.
Ainda doía, ardia e sentia que a minha pele fosse rasgar de dentro pra fora. Ao mesmo tempo, sentia que poderia gozar de novo se eu me concentrasse bem o bastante nesta sensação.
— Satisfeita, gatinha?
Perguntou após me dar um ataque de beijos carinhosos.
— Sim...
— Eu vou pegar gelo. Quer alguma coisa?
— Pode me trazer...
Droga.
— Não, esquece...
— Ah, seus biscoitos? Eu posso pegar—
— Eu já comi eles...
Hobie abriu mais o sorriso e também os olhos. Não parecia irritado, porém começou a falar mais irônico.
— Eu não lembro de dar permissão...
— D-Desculpa...
— Você é uma pirralha, não é?
Nem tinha como negar. Os biscoitos eram para dias especiais. Hoje foi só um dia ordinário. Se quiser que chame assim...
— Como você foi esplêndida hoje e me contou sobre isso... Eu vou te dar uma punição leve. Não pense muito nisso, ok?
— Tá bom...
— Independente! Vem, princesa, agora que você precisa de um banho gelado!
Hobie me pegou no colo em um piscar de olhos. Me agarrei em seu pescoço, ainda pensando no meu erro fatal (para mim).
— V-Você me perdoa?
— É claro que eu te perdôo! Minha coisinha favorita também pode errar pelo estresse.
Obrigada Deus!
— Obrigada... Por tudo...
Hobie apenas me deu mais um beijo no pescoço, o que me fez rir timidamente.
Nós chegamos no banheiro, e logo fui colocado dentro de uma banheira vazia, a água foi ligada e Hobie acariciou meu rosto para me confortar do frio.
— Vai ser rapidinho, prometo, só tem que acalmar seus nervos.
— Uhum...
Balancei a cabeça em afirmação, eram só 15 minutos, já aguentei coisa pior. A água fria chegou na minha pele vermelha, tentei não demonstrar minha tremedeira.
— Então? Quer me contar como foi a faculdade chata e capitalista?
— Hahaha, que idiota...
Ri brevemente, minha cabeça se recostou na parede e sorri para ele.
— Desde o começo?
— Meu Deus, o que aconteceu hoje?
— Nem te conto, amor...
Comecei a falar do meu dia ordinário, agora parecia tão distante e banal. Olhando agora, talvez eu tenha sido um pouco irritável demais.
Tenho certeza que amanhã será um dia melhor!
Me sentei na mesma mesa metálica de ontem. Hoje a aula começou mais cedo e agora era hora do almoço. A mesa era para estar com outras 3 mulheres, porém havia apenas uma ao meu lado.
— Onde estão as outras?
— Acho que conversando com a professora, não sei sobre o que.
A jovem mulher de no mínimo 20 anos falou comendo seu almoço, perto o suficiente para ver minhas coxas levemente marcadas de ontem. Meus shorts curtos não foram o suficiente para cobrir isso? (Haha! Brincadeira!) eu estava usando meias que cobriam um pouco das minhas coxas, deixando uma faixa de pele avermelhada e com pequenos cortes superficiais para fora.
— Amiga?! Que isso? Se machucou?
A mulher jovem apontou para onde eu já imaginava. Até que demorou para alguém notar...
— Sim. Machuquei...
— I-Isso parece meio preocupante...
Porque ela está preocupada? Não me diga que...
— Seu namorado fez alguma coisa com você?
— Que?! Não!
— Kadria...
— Não, foi só um gato! Pare de ser tão... Esquisita. Eu amo meu namorado, ele nunca faria isso comigo!
Fingi estar ofendida, com uma clara expressão de desgosto. Ela perdeu toda a chance que tinha para saber a verdade, agora claramente ela não aguenta nem o básico. Em resposta, ela recuou e ficou visivelmente culpada pela acusação grave.
— D-Desculpa, é que eu fiquei preocupada.
Envergonhada, a mulher se endireitou ao ver as outras três garotas chegando.
— Esqueci isso. Cuida desses cortes.
— Ok...
Otária. Mal sabe que eu teria a melhor noite da minha vida se ele me agredisse. Porém, gozar com um flogger é mais do que o suficiente.
