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Aquilo parecia uma piada de muito mal gosto.
Estar preso a uma cadeira desconfortável para o seu tamanho, com as mãos presas por aquelas algemas pequenas e por um motivo tão besta. Tudo porque estava dirigindo acima da velocidade em uma avenida e com o teor de álcool alto no teste do bafômetro.
Era um ultrage com sua imagem.
Joss Wayar, o mafioso mais perigoso, misterioso e procurado, preso por excesso de velocidade e dirigir embriagado. Logo naquele dia que mal tinha bebido tanto.
Em sua visão, nem estava tão rápido, comparado a quilometragem que normalmente cruzava em poucos minutos. Estava na velocidade de uma tartaruga e mesmo assim aquele policial minúsculo insistiu em o perseguir, dando voz de prisão quando parou na frente de sua boate.
Joss riu desacreditado, relaxando sua postura e olhando em volta. A sala vazia, sem nenhum tipo de monitoramento e clara soava como um desafio.
Quanto tempo gastaria para arrombar aquela algema fraca e sair pelas portas dos fundos sem ser visto? Mas o mafioso decidiu aguardar para ver onde aquilo ia dar.
Minutos se passaram desde que o homem fardado tinha o deixado ali finalmente aparecer, abrindo a porta pesada e Joss reconhecer a voz que acompanhava o policial. O mafioso sorriu de lado, mostrando sua covinha fofa que divergia com sua aparência intimidadora, e encarou o homem alto adentrou o lugar.
Porra, ele estava lindo naquela noite. Mesmo com o semblante cansado, cabelos bagunçados e singelas olheiras embaixo de seus lindos olhos cor de mel. Ninguém chegava aos seus pés.
Foi engraçado a expressão do investigador quando o viu ali sentado tão tranquilo, com a camisa social aberta expondo seu peitoral forte e um sorriso de fazer qualquer um suspirar apaixonado.
— O que... - As palavras do homem alto sumiram no meio da frase e fitou o policial novato ao seu lado.
— Aqui está o marginal, senhor Caskey. Qual é o protocolo para os crimes dele? - Chai questionou orgulhoso de seu feito, sem perceber o quão confuso e assustado seu superior estava.
— Ah... policial Chai, deixe-me a sós com ele. Eu assumo daqui. - Gawin pronunciou ao homem mais baixo e olhando novamente o mafioso. — Vá terminar sua patrulha, eu falo com o delegado.
— Claro, senhor Caskey. Tenho certeza de que vai lidar bem com a situação, o senhor é muito eficiente. - O policial falou sorrindo exageradamente e Joss mudou sua expressão de confiante para raivosa.
Aquele pequeno ser estava mesmo flertando com o investigador bem na sua frente?
— Mas depois o senhor poderia me ensinar os procedimentos corretos?
— Tudo bem, outro dia explico melhor e tiro suas dúvidas. - Gawin respondeu dando um sorriso perdido e o policial agradeceu animado.
Em seguida saiu da sala, fechando a porta atrás de si e deixando os dois homens ali. Bastou um segundo sozinho que o investigador começar a surtar na frente do mais velho.
— O que porra você tá fazendo aqui, caralho?! - O Caskey exclamou alterado e passando as mãos no cabelo nervosamente.
— Vim te visitar no trabalho, querido. - Joss respondeu apoiando as mãos presas sobre a mesa e sorrindo ainda maior para o moreno a sua frente, este que ficou ainda mais estressado.
— Isso não é hora para brincadeiras, Joss Wayar. - Gawin o repreendeu, tentando controlar as batidas de seu coração. — Dirigir bêbado e em alta velocidade? Jura?
— A culpa não é minha se aquele gnomo do caralho não me conhece e me seguiu.
— Ele é novato, entrou tem nem um mês no nosso distrito, Joss. Você conseguiu ser pego por ele, mas não pela Interpol. - O investigador murmurou irritado e Joss revirou os olhos despreocupado, mas se lembrou de algo que deixou incomodado.
— Aliás, aquele meio metro estava flertando com você?
— Joss, não comece com suas paranoias. - O investigador massageou a testa tenta aliviar a dor latente que se instalou ali.
— Não é paranoia. “O senhor é muito eficiente”. - O Wayar repetiu com uma voz exagerada e o Caskey segurou a risada, tentando manter o semblante focado. — Meus ovos que você vai ensinar algo pra ele.
— Eu sou o responsável para ensinar os protocolos para os novatos.
— Se ele respirar o mesmo ar que você em sua sala fechada, sozinhos, eu juro que mato ele e faço de tapete no meu escritório. - O mafioso avisou sério e Gawin não duvidava nem um pouco de que realmente ele faria aquilo.
Joss tinha atitudes bem piores.
— Esquece isso, okay? Só precisamos te tirar logo daqui antes que as coisas piores.
— Ah, por que, gatinho? Estou até gostando de ficar em uma sala fechada, com você, no seu trabalho. - Joss murmurou se encostando na cadeira, passando seu olhar por todo o corpo do namorado e mordendo os lábios. — É bem excitante, sabia?
— Você é um pervertido, Joss Wayar. - Gawin disse suspirando pesado, sem conseguir controlar o arrepio que passou por seu corpo e pegou as chaves das algemas.
— Mas eu sou o seu pervertido, querido. Você gosta. - Retrucou sorrindo vencedor enquanto tinha seus pulsos soltos e Gawin não negou pois era verdade. — Essas algemas da polícia são muito fracas, eu teria as arrebentado em menos de um minuto. As que eu uso em você são melhores.
— Joss! - Gawin arregalou os olhos e deu um tapa no ombro forte do maior que gargalhou.
— Não estou mentindo, querido. - O mafioso deu ombros e se levantou da cadeira pequena, encurralando o investigador contra a mesa de metal. — Eu estava com saudade, gatinho.
— Eu também estava. - Gawin disse baixo, apoiando sua mão no peitoral do mais alto e sorriu cúmplice. — Você precisa ir embora.
— Só mais uns minutinhos, amor. Eu estou sem te ver a dois dias. - Joss resmungou enfiando seu rosto no pescoço do namorando e respirando fundo, inalando o cheiro do perfume favorito dele misturado com o aroma natural de sua pele.
Gawin não negou, também estava sentindo muita falta do namorado e o abraçou com força. Infelizmente o Wayar precisou ir para o Japão resolver negócios da máfia e o Caskey tinha ficado preso o dia todo na delegacia ajudando os novos policiais.
Era o tempo mais longo que ficaram sem se ver desde que decidiram começar aquele relacionamento proibido.
— Joss... - Gawin fechou os olhos quando sentiu os beijos – inicialmente inofensivos – em seu pescoço, mas logo se transformou em mordidas leves e chupões. — Pare com isso, estamos na delegacia.
— Como vou parar se você fica tão lindo entregue a mim? - O Wayar questionou sorrindo ainda mais quando sentiu o aperto em sua nuca e escutou a respiração do investigador ficar irregular. — Você deve estar necessitado, querido. Fiquei muito tempo sem te dar prazer e a atenção que merece.
— Fazemos isso depois, Joss. - Gawin falou tentando segurar os gemidos com os apertos em sua bunda e as pélvis em atrito. — Você tem que ir.
— Não antes de te fazer gozar. - Joss decretou. — Apenas relaxe e aproveite, meu gatinho.
Gawin abriu os olhos assustado, vendo a expressão determinada no rosto do maior. Joss o beijou intensamente, enfiando sua língua na boca do Caskey que retribuiu em bom grado e puxou os fios curtos em sua nuca. Estavam com tanta saudade daquele contato, de estarem juntos.
O ósculo ficava mais intenso a cada vez que se separavam minimamente para respirar e voltavam a grudas as bocas desesperada. Gawin gemeu entre o beijo quando sentiu a mão do mafioso abrir habilidosamente sua calça e se enfiar dentro de sua cueca, segurando com firmeza o pênis duro e vazando pré-gozo.
— Joss... porra... O investigador grudou sua testa com o namorado e olhou dentro dos olhos escuros que brilhavam em desejo.
— Você é lindo, meu amor. Queria poder tirar uma foto desse momento tão entregue a mim e pôr em um quadro. - Joss falava sem parar os movimentos com sua mão. — Tão gostoso, tão meu.
— J, por favor... mais rápido. - Gawin pediu se agarrando ao corpo do Wayar, usando-o para conseguir ficar em pé.
Joss não respondeu, mas acatou o pedido desesperado do namorado. Voltou a beijá-lo ainda mais cheio de fome que antes e intensificou a masturbação em seu pênis sensível. A boca do mafioso abafava os gemidos suplicantes que ficavam cada vez mais altos conforme Gawin se aproximava do orgasmo.
O Caskey revirou os olhos sentindo a mão de Joss envolto de sua intimidade e o aperto em sua bunda, ainda dentro de sua cueca, sentindo um dedo curioso rodear sua entrada, provocando-o.
— Babe... - O investigador o chamou pelo apelido que ele mais gostava de ouvir e soltou um gemido mais alto quando o indicado de Joss adentrou no meio de sua bunda, causando uma ardência gostosa.
O toque intenso na ponta de seu pênis sensível, a mordida em seu pescoço e a estimulação atrevida em sua entrada fizeram Gawin gozar intensamente, gemendo alto. Joss sorriu satisfeito, sentindo o sêmen do namorado sujar seus dedos e melar toda a peça íntima.
— Céus... - Gawin falou tentando controlar a respiração, apoiando no maior enquanto seu corpo parava de tremer pelo orgasmo intenso. — Isso foi... demais.
— Gawin, você fica tão gostoso gozando por minha causa. - Joss comentou tirando sua mão dentro das calças do Caskey e lambendo os resquícios de seu prazer em sua palma. — Senti falta do seu gosto.
— Pare com isso. - O investigador corou envergonhado e o mafioso riu, se afastando do namorado que ficou confuso. — Espere, e você?
— O que tem eu?
— Joss, seu pau está quase furando sua calça de tão duro. - Gawin falou apontando para o volume generoso marcado na calça de alfaiataria.
O investigador não podia negar, estava doido para ter o pênis de Joss em sua boca ou em sua bunda, o fodendo sem dó.
— Não era você que estava com pressa, gatinho? - Joss provocou o namorado que bufou e começou a fechar sua calça jeans. — Estou satisfeito em te dar prazer, meu amor. Depois vá para o covil, aí você pode me recompensar.
— Eu não gosto daquele lugar. - O Caskey murmurou sentindo um arrepio em seu corpo e o Wayar segurou em sua cintura.
— Ninguém vai te machucar, querido. E se tentarem, estarão mortos antes de te tocar. - O mafioso prometeu ao investigador. — Preciso ir lá para terminar algumas negociações pendentes. Mas depois estarei disponível inteiramente para você, a noite toda.
— Eu espero que esteja mesmo. - Gawin falou encarando os olhos do Wayar e tocando em seu peitoral. — Não jante, vou cozinhar carne para você hoje.
— Ah, meu amor, você é o melhor namorado que existe. - Joss elogiou o Caskey, segurando em suas bochechas e dando um beijo em seus lábios levemente inchados. — Como eu estava com saudade da sua comida. Não tem outra melhor no mundo.
— Agora você está exagerando. Eu não sou nenhum chefe de cozinha. - Respondeu rindo.
— Para mim, é a melhor do mundo e ponto. - O Wayar decretou com o semblante fechado e o Caskey revirou os olhos.
— Você precisa ir. Espere um pouco, só saia quando eu voltar. - Gawin avisou. Joss concordou com o investigador e no mesmo instante o viu sumir de seu campo de visão.
O mafioso não conseguiu conter o riso feliz e apaixonado, tudo por causa daquele investigador desbocado e curioso. Se tivessem dito para ele alguns anos atrás que estaria completamente obcecado por alguém da polícia, ele iria rir e dizer que estava enlouquecendo.
Mas a verdade era aquela, nua e crua. Joss não conseguia mais imaginar sua vida sem o Caskey ao seu lado, era totalmente dependente dele. Aqueles dias longe de seu gatinho foram os piores que enfrentou aquele ano, tinham uma rotina de se encontrarem toda noite na mansão afastada do mafioso ou no apartamento pequeno dele.
Quando Gawin apareceu o chamando, Joss o seguiu rapidamente, se movendo pelos corredores vazios da delegacia até chegarem uma portinha que dava a rua de trás do prédio. Bem na frente estava um carro preto blindado estacionado, quem o aguardava era Mond, seu motorista e o cúmplice desde a primeira vez que ficou com o Caskey.
— Droga, que agonia. - Gawin sussurrou incomodado com a sensação da cueca melada grudada em sua pele e o mafioso sorriu.
— Toda vez que aquele nanico vier falar com você, lembre a quem você pertence e quem te faz gozar pra caralho apenas com uma punheta. - Joss falou aproximando o rosto com o do mais novo e capturou seus lábios em um beijo molhado.
— Você é um louco, possessivo. - Gawin riu concordando, segurando no queixo do maior e aproveitando os selares amorosos em seu rosto.
— Apenas com você, querido. - O Wayar o provocou, dando mais um selar carinhoso e um carinho em seu rosto. — Eu te amo, G.
— Eu também te amo, J. - O Caskey confessou sorrindo tímido e viu o mafioso entrar no carro.
— Te espero as noves horas. - Joss falou abaixando o vidro blindado.
— Eu estarei lá, amor. - Gawin falou ao maior que sorriu e então foi embora, deixando o investigador sozinho, suspirando apaixonado e ansioso para mais tarde.
