Actions

Work Header

Wayar Caskey Code - JossGawin

Summary:

"Me encontre lá, onde nunca fecha;
Me encontre lá, onde nunca é impossível;
Vale tudo no amor;
Meu bem, você vem?"
- Honey, (ARE U COMING?) - Maneskin

 

{JossGawin/ +18}

Notes:

Olá pessoal!
Espero que gostem! :D
Boa Leitura!

Work Text:

Mesmo estando com o corpo suspenso, preso pelos pulsos e com um corte profundo que ardia para caralho em sua boca, o sorriso presunçoso não abandonou os lábios do Wayar.

Confiança era algo no mundo do crime, lealdade poderia ser comprada por algumas notas ou barras de ouro e ser traído era inevitável. Por isso Joss não se surpreendeu quando um de seus homens entregou sua agenda para um dos cartéis inimigos e juntos planejaram aquela emboscada.

Era engraçado ver os sete homens da máfia de Arthit com egos elevados por terem pegado o temido Sangngern e o mantendo em sua sala de torturada, mas não conseguiam dar um soco em seu abdômen sem gemerem de dor.

Tão fracos. Joss pensou consigo mesmo.

O Wayar abaixou seus olhos para checar sua roupa. O paletó estava no chão, a camisa branca aberta assim como seu colete e sua calça estava suja por ter sido arrastado até aquele quarto com cheiro peculiar que conhecia. Joss os xingou alto, amaldiçoando até suas quintas gerações quando encontrou sua gravata em uma poça de sujeira.

— O que disse? - Arthit falou se aproximando do outro homem. Joss levantou seus olhos sonolentos e assustadores, sabendo que todos eles estavam cagando de medo.

— Esse era o terno e a gravata favorita do meu marido, seus idiotas. - Joss falou com a expressão fechada.

— Oh, está preocupado com seu maridinho nojento ter um ataque de raiva por causa de sua roupa suja? - O mafioso gargalhou junto a seus guardas. — Não se preocupe com isso, Wayar. Vou enviar seu corpo com o terno limpo para ele.

Uma nova sessão de socos foi iniciada em diversas partes do corpo grande e monumental de Joss, ele os recebia fechando os olhos, segurando as exclamações de dor. Uma barra de metal acertou seu joelho, fazendo seu corpo vacilar e seus pulsos latejarem, sua pele machucando na corda áspera.

— Você é durão, Wayar. Mas até onde vai sua força? - Arthit indagou fazendo cortes com um canivete na barriga dura do homem preso.

— Você é um homem morto. - Joss avisou. — Todos vocês são.

— Ah, Joss. Nesse momento, o único condenado ao inferno é você. - O mafioso falou sorrindo perverso e enfiou o canivete na coxa de Joss. — Alguém tinha que pôr um fim nessa merda toda, em você e nesse teatro ridículo de você com outro homem.

— Tudo isso por causa da sua filha? - O Wayar perguntou rindo e Arthit se enfureceu, acertando um soco em sua bochecha direita.

— Você acabou com a vida dela, você a matou!

— Eu já te disse milhões de vezes que não comi a porra da sua filha! - Joss retrucou irritado e encarando o outro mafioso. — Pode me matar por qualquer outro motivo, até pela porra do seu preconceito, mas não pode me acusar de ter tocado e matado sua filha.

— Vamos acabar logo com ele, chefe. - Um dos homens falou para Arthit que estava consumido de ódio.

— Não, ele vai sofrer antes de morrer. - Retrucou pegando um alicate na mesa para quebrar os dedos do Wayar, mas foi interrompido por batidas intensas na porta de metal.

— CHEFE! ABRA A PORTA! CHEFE!

— Vá embora! Eu disse para não me atrapalharem, porra. - Arthit gritou a ordem para o capanga que ainda batia com força na porta e Joss sorriu relaxado.

— CHEFE! - O homem gritou mais uma vez antes de ficar um completo silêncio.

Um zumbido diferente e baixo chamou atenção dos homens, Arthit deu um passo para escutar melhor e identificar o que era, mas suas dúvidas foram desfeitas quando a enorme porta de metal desabou no chão com um estrondo alto.

No mínimo quinze homens altamente armados adentraram na sala, com armas apontadas para a cabeça deles e quando a fumaça abaixou, a fisionomia alta fez Arthit sentir um arrepio passar por seu corpo. Principalmente quando viu o corpo de seu conselheiro caído sobre o chão, com um tiro em sua cabeça e uma poça de sangue envolta.

— Olá, Arthit. Vim buscar o meu marido para o jantar. - Gawin falou entrando na sala, segurando uma arma apontada para o mafioso e olhou o estado do Wayar.

— Querido. - Joss o chamou com o tom de voz adorável que usava apenas com o Caskey.

— Seu rosto. - Gawin pronunciou ficando perto do maior, tocando sua bochecha machucada, assim como seu supercílio e boca. — Está doendo, muito?

— Um pouco, mas só de te ver já melhorou. - O Wayar respondeu ao outro que negou com a cabeça, sorrindo apaixonado.

— Pai, vamos matar eles agora? - A voz de Barcode ecoou, chamando a atenção de Joss que rapidamente viu os dois filhos parados na frente dos outros homens e com suas armas.

— Você trouxe os meninos? - Jos questionou incrédulo.

— Eles já são de maiores, querido. E não pude impedi-los de querer salvar o pai.

— Olá pops. - Poon cumprimentou o mais velho enquanto soltava seus pulsos com a faca personalizada com o símbolo da família. O Wayar foi segurado pelo marido e filho, ajudando-o a ficar em pé para caminhar.

— Leve-os para nossa casa. Eu mesmo cuido deles. - Joss avisou a seus homens e olhou para Arthit. — Nos vemos mais tarde, sócio.

Gawin ajudou ir até o carro que os aguardava do lado de fora enquanto passavam pelo caos interno dentro da mansão de Arthit, os homens dos Wayar estavam por todo lado, matando e destruindo o império daquele quartel. O Caskey tinha feito uma grande bagunça e colocado fogo em tudo, um barulho perfeito como sempre faziam.

Era uma mensagem clara para os outros inimigos que ninguém podia destruí-los, jamais seriam capazes derrubar aquela família.

O Caskey dispensou o motorista, assumindo o volante com Joss em seu lado, Barcode e Poon estavam no banco de trás eufóricos com suas primeiras missões na linha de frente da máfia de seus pais. Eles herdariam tudo aquilo um dia, precisavam aprender como controlar as situações difíceis como aquela.

— Vamos entrar pelas portas dos fundos e vocês dois vão direto para o banheiro. - Gawin avisou os dois meninos agitados.

— Ah Dada, por quê? - Poon reclamou acompanhado do irmão.

— Tomamos banho antes de sair.

— Vocês estão cobertos de sangue e Guinzly está na sala, não precisamos que ele se assuste de novo e tenha pesadelos. - O Caskey respondeu suspirando pesado.

Há alguns meses, Gawin tinha sofrido um atentado que acabou em um machucado em sua testa e Joss ordenou que fossem atrás do carro que provocou a batida enquanto levava o marido para a mansão. Infelizmente não sabiam que o filho mais novo estaria bem na entrada com a babá, brincando com seus carrinhos e ursinhos.

Guinzly ficou apavorado em ver o pai machucado e com sangue pingado em sua blusa clara, Joss tentou acalmar o pequeno até que pegasse no sono e precisaram lidar com várias noites dele acordando assustado com sonhos ruins.

Joss se manteve em silêncio durante todo o percurso até a mansão, tentando focar sua mente no perfume de seu marido do que na dor latente em seu corpo. Gawin o ajudou a subir as escadas com cuidado enquanto ouviam os gritos animados de Guinzly no cômodo ao lado.

— Eles te acertaram em cheio. - O Caskey murmurou limpando os cortes com cuidado. Joss estava sentado sobre o vaso com o mais novo cuidando com toda calma e dando ponto nos machucados necessários.

— Eu pretendo deixar eles piores. - Joss sorriu para o marido e o admirando atentamente.

— Fiquei com medo. - Gawin confessou, deixando um suspiro escapar de seus lábios.

Joss sabia que ele queria falar algo, mas não o forçaria a nada, no momento certo Gawin diria o que estava passando em sua cabeça. E ali dentro do banheiro luxuoso deles, sozinhos, longe dos filhos, poderiam ser apenas eles.

Gawin não precisava ser forte naquele instante, assim como Joss não seria um homem frio e que suportava tudo sozinho.

— Eles não conseguiam sua localização exata e céus... - As palavras de Gawin sumiram e seus olhos se encheram de lágrimas. — Eu achei que tinha te perdido.

— Eu nunca vou te deixar, meu amor. Nem você e nem nossos filhos. - Joss falou baixo, quase um sussurro, e segurando o rosto delicado do outro homem. — Estamos juntos nessa até o fim, gatinho.

Gawin suspirou um pouco mais calmo, sentindo o medo em seu peito aos poucos se dissipando conforme o toque do Joss em sua pele era preciso e forte, mas só se sentiu em paz plenamente quando os lábios do mafioso cobriram os seus.

Não era algo apressado ou descontrolado, um simples juntar de lábios carinhoso e repleto de sentimentos que compartilhavam todos aqueles anos juntos. Uma sutil mensagem de que estava tudo bem um com o outro. Mesmo com tantas dificuldades, planos para derrubarem e discussões que se prolongaram por alguns dias, mas nunca o suficiente para esfriar o que tinham.

Gawin e Joss eram parceiros, cúmplices e amantes fervorosos.

— Você precisa de um banho. - Gawin falou ainda com o rosto próximo o do marido e fazendo um carinho com as duas mãos. — Irei pedir para trazerem o jantar e os remédios para dor.

— Muito obrigado, querido. Não sei o que seria de mim sem você. - Joss confessou, admirando o Caskey preparar a água quente com todos os óleos essenciais e sais de banho que gostavam.

— Provavelmente estaria morto. - Murmurou dando os ombros e tensionou o maxilar de raiva. — Eu deveria ter metido uma bala na cabeça de Arthit ali mesmo.

— Vamos dar uma morte merecida para ele. - O Wayar respondeu se levantando e com a ajuda do marido, retirou suas roupas para adentrar a banheira enorme. Suspirou pesado, reprimindo alguns gemidos doloridos quando a água tocou em sua pele.

Gawin ajudou o mais velho com cuidado, lavando com delicadeza seus fios de cabelo e toda parte do corpo majestoso, vez ou outra deixando alguns beijinhos em seus ombros e rosto. Joss apenas se deixou ser cuidado, tirando o peso de cuidar sempre de tudo, estar atento e da tortura pela qual passou, seu marido era o remédio para seus problemas.

Depois de longos minutos dentro da banheira, quando a água começava a esfriar, Joss saiu enrolado na toalha e optou por vestir apenas uma calça de moletom leve. Gawin solicitou o jantar deles antes de ir terminar os curativos no mafioso, passando a pomada nos ferimentos e os envolvendo com faixas

— Ah, era disso que eu precisava. - Joss fechou os olhos, encostando a cabeça na cabeceira almofadada da cama e saboreando o belo pedaço de bife que enviaram para seu jantar.

— Precisa dos legumes também. - O Caskey avisou estendendo o talher com cenouras e brócolis para o maior que fez uma careta, mesmo assim comeu. — Tsc, igualzinho seus filhos.

— Tal pai, tal filhos. Aliás, o que achou dos meninos em campo?

— Foram ótimos. Souberam lidar com suas emoções e agiram precisamente, da forma que nós ensinamos. - Gawin sorriu orgulhoso de seus meninos, ainda que se preocupasse com os perigos que aquela vida poderia trazer. — Eles estão grandes, Joss.

— E nós estamos velhos. - Joss disse rindo e bebendo um pouco de sua água. — Ainda temos um bebê cheio de energia para gastar e que vai demorar para nos deixar.

— Ah, claro. Como se não parecesse que Poon e Code cresceram em um piscar de olhos. Um dia são apenas bebês engatinhando e no outro estão saindo para encontros. - O Caskey falou terminando seu jantar com o marido e colocou as louças na mesa ao lado para mais tarde retirarem.

— Falando neles. - O Wayar avisou ouvindo os gritos do filho mais novo e em seguida a repreensão dos outros dois mais velhos.

— POPS! - Guinzly berrou assim que abriu a porta, correndo para pular na cama onde estava seu pai e Joss soltou um gemido de dor.

— Guinzly, cuidado! Seu pai está machucado. - Gawin chamou a atenção do mais novo que se encolheu nos braços do mafioso.

— Eu te machuquei, pops?

— Não, pequeno Guin, não se preocupe.

— Quem machucou o pops?

— Foram alguns homens maus, mas eles nunca mais vão machucar ninguém. - Barcode respondeu o irmão que olhava atentamente para o pai mais velho e o abraçou com força. As pequenas mãos seguravam firmemente na nuca de Joss para em seguida Guinzly deixar um beijo em sua bochecha dolorida.

— Dada disse que beijos e abraçam curam rápido. Prometo que vou dar bastante beijos e abraços no pops para que melhore logo. - Guiznly falou entre as palavras emboladas que estava conhecendo aos poucos e Joss sorriu derretido, assim como o outro pai.

— Muito obrigado, campeão. - O mafioso agradeceu, mas então fez uma expressão de falsa tristeza para comover o filho. — Sabe Guin, nenhum de seus irmãos e seu pai me deram beijos para melhorar.

— O QUE? - Guinzly exclamou horrorizado com aquela informação e se virou para os outros com a cara fechada. — Beijem o pops agora! E deem um abraço muito forte!

— Tá de sacanagem? - Poon indagou dando um passo para atrás.

— Você é um aproveitador de merda. - Gawin murmurou, apontando para o marido que piscou em sua direção.

— O que estão esperando? Dada, você vai primeiro. Agora! - Guinzly ordenou ao Caskey que suspirou derrotado.

— Tudo bem, tudo bem.

— Não acredito que o Guinzly vai realmente obrigar a gente a fazer isso. - Barcode reclamou com uma expressão de desgosto enquanto via Gawin deixar um beijo na testa de Joss e o abraçar com cuidado.

— Pronto, satisfeito? - Gawin perguntou rindo para o mais novo, porém Guinzly negou com a cabeça, os braços cruzados e encarando feio os dois irmãos. — É a vez de vocês dois.

Depois de todo aquele momento família, Joss se despediu dos filhos para que pudesse descansar e aproveitou para tomar seus analgésicos, assim evitando muita dor na manhã seguinte. Gawin se juntou ao marido, dormindo sobre o peitoral forte e com os braços quentes em volta de seu corpo, mantendo-o seguro e aconchegante.

Antes que o sol pudesse de fato surgir no céu, Joss já tinha despertado e vestia seu terno perfeitamente alinhado ao corpo enquanto admirava o marido dormindo tranquilamente entre os lençóis escuros. O Wayar deixou um beijo nos fios castanhos antes de deixar o conforto do quarto deles e seguir até o lado de fora da casa, caminhando tranquilo pelo jardim, por fim chegando a seu destino.

O quarto de tortura de sua máfia era muito melhor do que aquele muquifo que foi enfiado, era injusto que Arthit fosse recebido em um ótimo lugar com aquele junto a seus subordinados, mas ali dentro teria os piores momentos de sua vida.

Quando Joss adentrou o lugar, seus guardas estavam batendo nos homens exatamente como fora ordenado: não acertem os olhos. Assim que notaram sua presença, pararam imediatamente e ficaram em posição logo atrás daqueles que estavam presos.

— Bom dia Arthit, como foi sua noite? - Joss falou com as mãos no bolso e um sorriso de lado, não sendo afetado pelo olhar de ódio em sua direção. — Ótimo, rapazes. Eu quero eles vendo muito bem o que vem a seguir.

— Sim, senhor. - Seus capangas responderam prontamente.

— Vamos começar. - O Wayar decretou, tirando seu paletó e arregaçando as mangas de sua blusa social branca.

Não se sabe quanto tempo Joss ficou ali dentro batendo, cortando ou amputando partes do corpo de seu inimigo e daqueles que trabalhavam para sua máfia. Porém, foi o suficiente para pedirem misericórdia e que acabasse logo com aquilo tudo.

— Ah, por que tão rápido? Ainda estamos só começando. - Joss apoiou as mãos em seu joelho enquanto se inclinava próximo ao outro mafioso e levantou sua cabeça, puxando seus cabelos com força. — Pond, chame o Gawin.

— Sim, senhor. - Pond respondeu antes de sair do quarto.

Joss se levantou, entregando a tesoura afiada para um de seus homens e pegou um pano úmido para limpar os dedos sujos de sangue, assim como seus antebraço. Conseguia sentir a raiva daqueles homens em suas costas, era o combustível perfeito que precisava para continuar seus planos de tortura.

— Antes de continuarmos. Diga-me, Arthit, quem mais é idiota como você e acha que pode tentar derrubar os meus negócios? - Joss perguntou, se apoiando na mesa e cruzando os braços em frente ao peito. — E quem foi o mandante do ataque ao meu marido?

— Me mate de uma vez... - A voz do homem soou fraca e carregada de raiva.

— Ainda não. Se não quiser dizer, tudo bem. Vou descobrir de qualquer forma já que meus homens trouxeram tudo o que tinha em sua mansão. - O Wayar avisou, notando o maxilar do outro contrair. — Será questão de tempo para descobrir quem são todos esses merdas e matar um por um, assim como farei com você.

— Eles vão te pegar... vão matar você e sua família ridícula... - Arthit falou rindo e de cabeça erguida. — Você e aquele desgraçado são nojentos... uma vergonha para máfia...

— Hum, e mesmo assim meu império é maior que de todos vocês. - Joss retrucou rindo, tocando exatamente no ponto fraco do homem a sua frente.

Antes que pudesse dizer algo a mais, a porta do quarto abriu e Gawin entrou ainda com os olhos inchados de sono, provavelmente tinha despertado apenas porque Pond o chamou para ir até o quarto de tortura. O Caskey vestia a camisa grande de Joss e seu short curto de dormir, da mesma forma que se deitou na noite anterior.

— Bom dia, querido.

— Bom dia, amor. Achei que me esperaria para começar. - Gawin disse olhando com desprezo para os homens amarrados nas cadeiras e Joss abraçou sua cintura.

— Não queria te acordar para mexer com esses idiotas, mas eu gostaria que me ajudasse com uma coisa. - Explicou ao Caskey que concordou com a cabeça. — Podem ir embora, eu e Gawin ficaremos aqui.

— Sim, senhor.

— O que está planejando, J? - Gawin perguntou quando viu Joss puxar uma cadeira e posicioná-la em frente de Arthit, pedindo silenciosamente que se sentasse.

— Sabe Arthit, você gostaria de saber o porquê eu me apaixonei por Gawin? - Joss falou ficando atrás do marido. — Porque ele é inteligente, astuto e é a pessoa mais linda que já vi na minha vida.

— Querido... - Gawin falou sorrindo, sentindo o toque do Wayar em seu queixo e um beijo em seu pescoço.

— Ele me deixa louco de tesão, sabe muito bem como me satisfazer. - O mafioso continuou sua fala entre os selares e sem parar a mão atrevida que passeava pelo corpo do Caskey.

— Seu desgraçado!

— Cale a boca, ainda não terminei. - Joss ordenou mudando sua expressão, mas logo suavizou, abrindo a camisa de Gawin. — Olhe como ele é angelical, não há um defeito em sua beleza única. Qualquer um cometeria loucuras para tê-lo.

— Joss. - O Caskey o chamou ficando arrepiado com as mordidas em seu ouvido e quando seu mamilo foi beliscado.

— Querido, eu gostaria de mostrar para esses filhos da puta como você é lindo e como eu me apaixonei por você, tudo bem? - O Wayar perguntou ao mais novo que assentiu.

— Eu acho uma boa ideia. - Gawin respondeu sorrindo grande e mordeu os lábios quando o mafioso se ajoelhou entre suas pernas.

Joss sorriu malicioso, com as mãos ágeis abaixou o short do marido e como esperado Gawin não usava cueca, o que facilitou muito para pegar o pênis que ainda não estava completamente ereto e começando a masturbá-lo. Arthit começou a se debater na cadeira, assim como os outros homens, e xingando o casal para que parasse.

— Joss... me chupa... - Gawin pediu bagunçando o cabelo escuro quando os segurou com força.

O Wayar não hesitou, levando sua boca até o membro do outro homem amarrado e começou a chupá-lo com vontade, escutando os gemidos graciosos de Gawin ecoar pelo cômodo fechado. Joss ia cada vez mais fundo, sentindo o pênis dele bater em sua garganta e a pressão gostosa em sua nuca cada vez que as correntes de prazer percorriam pelo corpo do Caskey.

Gawin abriu os olhos com muito custo, se forçando a olhar para os homens em sua frente e deu um sorriso perverso, mordendo os lábios enquanto gemia cada vez mais alto, revirando os olhos de desejo. Porém, notou que eles não estavam olhando para eles e isso o irritou.

— Olhe para mim. Abra a porra dos olhos agora. - Gawin ordenou com a voz firme, começando sentir a pressão conhecida em seu estômago. — Joss, eu vou gozar...

Joss intensificou suas chupadas, movimentando sua cabeça mais rápido e da forma que agradava ao Caskey, este que se remexia na cadeira sentindo os espasmos tomar seu corpo conforme seu ápice ficava mais próximo. Gawin gozou na boca do Wayar, gritando seu nome e sorrindo satisfeito para os homens presos.

— Gostou, querido? - O mafioso perguntou depois de engolir todo o líquido leitoso de sua boca, admirando o pós orgasmo do mais novo que ficava lindo ofegante.

— Você é o melhor, amor. - Gawin respondeu mordendo os lábios e puxou o corpo grande do marido, invertendo as posições. — Mas eu quero mais.

Agora Joss estava sentado na cadeira enquanto Gawin jogava longe seu short e blusa que usava para montar no colo do Wayar, rebolando devagar em cima da ereção em sua calça.

— Me foda, Joss. - O Caskey ordenou, mordendo o lóbulo do ouvido alheio. — Mostre para eles como você me fode tão bem.

— Tudo o que você quiser, gatinho.

Joss beijou o marido, um ósculo cheio de desejo e amor, ao mesmo tempo que as mãos atrevidas do Caskey abriam seu cinto e sua calça, libertando seu pênis das roupas que o prendiam. O Wayar separou o beijo para enfiar três dedos na boca quente do marido que entendeu rapidamente o que desejava e começou a chupá-los até que ficassem molhados o suficiente.

Gawin ofegou baixinho quando o primeiro dedo adentrou sua entrada, era muito pouco para si e Joss notou sua expressão desgostosa, não demorando muito para acrescentar o segundo. O Caskey mexia seus quadris necessitado de mais contato e quando o Wayar curvou um de seus dígitos, encontrando aquele ponto doce, foi o suficiente para Gawin perder o controle.

— Eu preciso... agora. - Gawin falou puxando a mão do marido para em seguida pegar em seu pênis e enfiá-lo em sua bunda. — Joss!

— Droga, amor. Você é tão apertado... eu adoro isso. - Joss disse entre gemidos, segurando as nádegas dele com força e olhou para Arthit que se debatia na cadeira, xingando os dois em voz alta. — Cale a boca e aproveite o show, Arthit.

Gawin olhou por cima do ombro, encarando seus inimigos com um sorriso maldoso e então começou a movimentar seu corpo, subindo e descendo sobre o comprimento generoso do marido, arrancando um rosnado de prazer de Joss. O Caskey segurou nos ombros fortes do Wayar, sem se importar em amassar sua camisa social, e o cavalgou com mais desespero.

Joss revirava os olhos a cada sentada precisa do marido em seu colo, impulsionando sua pélvis para acertá-lo mais profundamente e ajudando a se movimentando com as mãos em sua bunda. Gawin gritava de prazer todas as vezes que sua próstata era acertada violentamente e tapas fortes eram dados em sua coxa e bunda.

Gawin segurou sem gentileza no rosto do marido, sorrindo cúmplice daquele ato insano e mordeu os lábios do mafioso antes de beijá-lo desajeitado pelos movimentando que não diminuíram o ritmo. Joss chupou a língua do mais novo de forma depravada, como se estivessem sozinhos naquela sala e Gawin aceitou sem pensar duas vezes.

— Olhe só Arthit... veja com atenção... - O Wayar murmurou entre os gemidos e não desviando sua atenção da expressão safada do Caskey. — Olha como meu marido é perfeito... como me acolhe tão bem...

— Vocês dois são nojentos, desgraçados! - Arthit gritou enfurecido.

Joss riu antes de tirar Gawin de seu colo, colocando-o sentado virando de frente para os homens e voltando penetrá-lo com brutalidade.

— Nojento? Essa palavra não faz jus a magnitude da beleza de Gawin. - Joss retrucou segurando no pescoço do Caskey e levou sua mão para masturbá-lo.

— Joss... porra! - Gawin gemeu com o toque em seu pênis sensível por causa de seu primeiro orgasmo e fechou os olhos cansado. — Amor...

— Goze, meu gatinho. Mostre a eles como é lindo. - Joss falou aumentando o movimento de sua mão até que o Caskey chegasse ao seu limite, gozando em jatos fortes.

Joss sorriu satisfeito ao sentir seus dedos melados e com mais duas estocadas também teve seu orgasmo, enchendo o interior quente e maltratado do Caskey.

— Joss... isso foi incrível. - Gawin falou ofegante, com um sorriso enorme em seu rosto e mordeu os lábios. — Acho que encontramos um jeito perfeito de punir esses filhas da putas preconceituosos.

— Hum, é uma ótima ideia, querido. Mas não estou afim de expor sua beleza para qualquer um. Só eu posso vê-lo dessa forma. - Joss respondeu mordendo o ombro do mais novo e encarou os homens. — Só fiz porque Arthit é um antigo amigo, certo?

— Vá para o inferno, Joss Wayar!

— Eu não, quem vai é você e sua última imagem será do meu marido em sua forma mais divina. - O mafioso disse rindo e tirou a arma presa em sua costa, entregando na mão do Caskey. — Faça as honras, querido.

Gawin não pensou duas vezes em pegar o objeto, destravando com maestria e começou atirar em cada um dos homens presos. Sua pontaria perfeita fazia as balas alojarem no meio de suas testas, torando-os pesos mortos em questão de segundos, até chegar no líder daqueles capangas.

— Não vou te matar tão rápido, Arthit. - Gawin avisou, atirando em sua barriga e em seu peitoral, acertando sua veia. — Você vai morrer agonizando. Isso é pelo que fez com meu marido.

— Tenha uma boa morte, Arthit. - Joss falou rindo.

O casal ficou por um tempo vendo-o se debater desesperadamente até decidirem que tinham mais o que fazer. Joss ajudou o marido a se vestir, pegando-o no colo já que suas pernas ainda estavam bambas e deixaram a sala de tortura para subirem ao quarto deles.

— Isso foi insano. - Gawin falou, com um sorriso pequeno na boca enquanto Joss esfregava seu corpo com a esponja e relaxando na água quente da banheira.

Gawin era tratado como um verdadeiro membro da realeza pelo mafioso. Joss não sem importava nenhum pouco de estar ajoelhado, com as mangas de sua camisa dobrada para cima e dando banho no Caskey, com toda delicadeza do mundo. O Wayar nem se lembrava dos machucados ainda recente e que latejavam.

— Confesso que fiquei incomodado de ver aqueles desgraçados te verem nu. - Confessou soltando um riso e sentiu os dedos úmidos puxar seu queixo, forçando-o a encarar o outro homem.

— Vamos descobrir quem são os bastardos que querem destruir nossa família. - Gawin prometeu com a expressão séria e acariciando o rosto ainda com marcas do Wayar, se enfurecendo novamente. — Nem que seja necessário colocar fogo em todo esse país.

— Faremos isso juntos, como sempre, meu amor. - Joss concordou dando um selinho carinhoso no Caskey. — Eu te amo, Gawin.

— Eu te amo mais ainda, Joss. - Retribuiu o afeto com um sorriso apaixonado e completamente entregue pelo Wayar.

Porém, os dois sabiam que aquela guerra estava apenas começando e juntos eliminariam cada um de seus inimigos.