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O alívio que Alhaitham sentiu ao ouvir a tranca da porta foi imensurável. A última semana foi uma loucura, e ele sempre acabava voltando tarde para casa. Com certeza já tinha passado das três da manhã.
Retirou os sapatos e casaco, não se importando em ligar as luzes da casa, já tendo andado por ela inúmeras vezes com a mesma completamente escura. A única luz vinha do quarto de Kaveh, que escapava pela brecha entre a porta e o chão. Alhaitham não estranhou, já era rotina Kaveh passar noites em claro, trabalhando em projetos grandes ou só sofrendo na mão de clientes babacas. Caminhou para o banheiro, sentindo os olhos arderem expostos a luz recém ligada. Estava se preparando para tomar somente uma ducha rápida, quando Kaveh passou pela sua mente de novo. Era comum ele passar noites acordado, isso nunca foi novidade, mas já fazia dias que isso se repetia. Pouco mais de uma semana, se sua mente não o enganava. Quantas horas ele estava dormindo por dia? Duas, apostando alto?
Girou os calcanhares e foi em direção ao quarto de Kaveh. Bateu duas vezes na porta, a resposta vindo tão baixa que quase não ouviu ── Pode entrar.
abriu a porta, se deparando com um quarto afundando na bagunça de papéis com esboços fracassados, roupas, materiais de desenho... A mesa de trabalho do loiro praticamente sumiu por baixo de tantas coisas. E Kaveh, lógico, no centro de toda aquela bagunça. O arquiteto não se estava diferente, os cabelos embaraçados com as presilhas, olhos fundos demais para olheiras comuns, uma postura deplorável e roupas amassadas. Mesmo com Alhaitham no local, a atenção de Kaveh continuava nos papéis, estresse exposto em seu rosto. Alhaitham suspirou pesadamente e deu boa noite.
── Boa...noite. ── Kaveh devolveu entre um bocejo, sem olhar para Alhaitham. ── Não precisa se preocupar, eu vou pra cama logo...
── Qual foi a última vez que você dormiu sete horas à noite, no mínimo?
O loiro franziu a testa, fitando Alhaitham pela visão periférica ── Alhaitham, esse projeto é grande, eu não posso...
── Já faz mais de uma semana que eu vejo a luz do seu quarto ligada a noite inteira. Me diz, quantas horas você dormiu na semana toda?
Kaveh virou o rosto para olhar diretamente para Alhaitham, logo em seguida olhando para outro canto. O silêncio que se seguiu respondeu o suficiente. Alhaitham respirou fundo, desviando da bagunça no chão enquanto se aproximava do namorado, que obviamente estava evitando olhar para ele, fingindo prestar atenção demais em uma régua largada pela mesa. ── Eu vou preparar um banho pra você. Vai dormir no meu quarto hoje. ── Abraçou Kaveh por trás, salpicando selinhos pelos fios claros.
── O tempo limite é daqui dois dias, tenho que terminar o bruto, no máximo, até o final da manhã... ── o loiro tentou protestar, mesmo que o corpo tenso já estivesse derretendo sob os toques de Alhaitham ── ...e dar os toques finais e algumas alterações, se necessário, amanhã.
── Não vai conseguir completar nada dessa lista cansado desse jeito. ── O outro rebateu, desembaraçando os fios das presilhas, agora folgadas, presas nele ── Sempre ficamos mais despertos depois de um banho quentinho e umas boas horas dormindo, correto?
── Eu não tenho tempo pra isso-AÍ! ── um soco fraco na cabeça de Kaveh interrompeu sua fala, o mesmo levando as mãos a cabeça de imediato ── Alhaitham!
Alhaitham se afastou, saindo do quarto ── Quando eu voltar, é bom estar despido.
── Desse jeito, parece um pervertido...
O platinado deu um pequeno riso, que se desfez enquanto caminhava de volta para o banheiro. Ajustou a temperatura da água e ligou a ducha para encher a banheira, rescostando-se na parede ao lado. Kaveh piorava cada dia mais, sempre dando um jeito de pular uma ou duas refeições e noites preciosas de sono, em troca do "projeto perfeito". Ele sempre dizia que valia a pena, que o valor final justificava seu estado, e que estava bem com isso. Alhaitham se preocupava, óbvio que se preocupava. Mesmo assim, nunca foi além de avisos de como ele precisava se cuidar mais. Se sentiu idiota.
O fluxo da água estava forte, então não demorou muito para a banheira encher. Alhaitham desligou a ducha, voltando para o quarto de Kaveh, o encontrando debruçado sobre a mesa, as presilhas de cabelo na mão e sua blusa um pouquinho desabotoada.
Um riso fraco escapou pelo nariz do platinado, que foi em direção ao loiro, remexendo um de seus ombros para que acordasse. ── Vem, já está tudo pronto.
── Uhum...
Kaveh preguiçosamente se levantou da cadeira, murmurando que seu cliente iria lhe matar, enquanto Alhaitham terminava de tirar suas roupas. Não pode deixar de notar o quão apertadas elas eram. Segurando Kaveh pela mão, o levou ao banheiro.
Quando Kaveh entrou na banheira, foi possível ver seu corpo inteiro se arrepiar com a água morna na sua pele. Sem rodeios, mergulhou por inteiro, o cabelo já embaraçado se enrolando mais ainda, os nós dos fios parecendo duplicarem.
── Assim você dificulta meu trabalho, não é? ── Alhaitham brincou, colocando uma quantidade razoável de xampu na palma da mão. Começou a massagear a cabeça de Kaveh, as pontas dos dedos explorando tudo. Uma vez ou outra o loiro reclamava de pontadas de dor, mas na grande parte do tempo o silêncio dominou o banheiro.
Foram cerca de dez à quinze minutos lavando o cabelo de Kaveh, o escritor, com todo o cuidado, desfez todos os nós terríveis do cabelo loiro, o dono deste quase adormecido na banheira. Alhaitham esfregou cada parte do corpo de Kaveh, dando beijinhos aqui e ali de vez em quando, arrancando risadinhas do arquiteto. Massageou lentamente as juntas dos dedos de Kaveh, as mãos com calos e cicatrizes surpreendentemente macias estavam moles ao seu toque.
O olhar pendeu na aliança que o loiro usava, o modelo idêntico a que ele tinha no pescoço, e não pode evitar sorrir. Era o homem mais sortudo do mundo ainda vivo.
Quando Kaveh reclamou da água já estar fria, eles saíram da banheira. Alhaitham vestiu o loiro em um roupão aveludado e deixou que Kaveh lavasse o rosto com seus produtos de skin care, que há muito tempo não usava. Enquanto isso, foi arrumar roupas limpas e confortáveis para o namorado. Achou que seria uma boa escolha que as roupas pertencessem a ele, por serem maiores.
Logo Kaveh apareceu e trocou de roupa, uma camisa de algodão branca e uma calça moletom cinza. Os dois se sentaram na cama e Alhaitham secou seu cabelo e o penteou, agora completamente livre de nós e macio. Se aproveitando da posição, Alhaitham abraçou a cintura de Kaveh e beijou e mordiscou sua nuca, tirando suspiros do loiro, que segurou seus braços e se jogou na cama, levando Alhaitham junto.
Se virou para ficar de frente com o platinado, abraçando as bochechas do outro com as palmas, selando todo o rosto de Alhaitham com beijinhos curtos até chegar nos lábios. Abraçou Alhaitham forte e afundou o nariz na curva do pescoço dele, sugando o cheiro de canela que ele tinha.
── Kaveh, eu ainda preciso banhar e me trocar...
O aperto intensificou. Ok, ok. Não iria sair dali tão cedo, pelo menos não antes de Kaveh dormir. Os braços fortes devolveram o abraço, os dedos traçando linhas imaginárias na coluna de Kaveh, que estremeceu com o toque.
── Sabe, tenho certeza de que não existe homem mais sortudo que eu nesse mundo.
── Hein? ── Kaveh respondeu, o rosto saindo da curvatura do pescoço de Alhaitham. ── e por quê?
── De todas as pessoas existentes no mundo... ── ele começou, uma mão procurando o rosto de Kaveh e a outra abraçando seu quadril ── apenas eu, Alhaitham, tenho a oportunidade de ver o grande arquiteto Kaveh com as minhas roupas, na minha cama, sonolento e agarrado em mim. É uma visão e tanto.
o rosto de Kaveh virou uma pimenta, as mãos se fechando em punhos e batendo no peito de Alhaitham como se ele fosse um saco vazio ── Não... Não diga essas coisas do nada! ── reclamou, o rosto voltando para o habitat natural ─ lê-se pescoço de Alhaitham ─, se escondendo do olhar do namorado.
Alhaitham riu, a mão inicialmente na bochecha de Kaveh indo para a parte de trás da cabeça dele, os dedos dançando sem rumo certo. Ainda demorou quase meia hora para Kaveh cair no sono, e em circunstâncias normais Alhaitham também já teria dormido, se ele não estivesse com roupas de rua e suado. Com cuidado para não acordar Kaveh, levantou da cama e foi tomar sua preciosa ducha rápida.
Quando voltou, Kaveh estava encolhido igual um bolinho na cama, esquentando o peito de Alhaitham, que se aninhou no outro e deixou o sono chegar.
♥︎♥︎♥︎
Kaveh esfregou os olhos, a primeira coisa que notou foi o sol irradiando pela janela aberta. Diferente de outros dias, que sempre acordava com dor de cabeça e mais cansado do que estava quando foi dormir, sentia-se renovado, sem um pingo de sono nem de dor em nenhuma parte do corpo. Não se lembrava de muita coisa da última noite, somente tendo certeza que estava com sono demais enquanto fazia o planejamento da sua última comissão...
Meu Deus, o planejamento da sua comissão!
Olhou para os lados em busca do celular, o encontrando carregando na mesinha ao lado da cama. Agarrou o dispositivo e verificou o horário. 14h42.
Puta merda, ele dormiu a manhã inteira.
O pânico começou a tomar conta do peito de Kaveh, que já estava se preparando para voar da cama até sua mesa de trabalho, o café da manhã ─ ou da tarde? ─ podia esperar...
── Fique onde está.
A voz de Alhaitham veio por trás de Kaveh, que lançou um olhar ríspido, preparado pra bombardea-lo de perguntas sobre o porquê dele não ter sido acordado antes, até ver o que ele carregava. Uma bandeja com frutas, pães e café foi deixada na cama. O escritor ─ sem camisa, importante frisar ─ se apoiou na cama com apenas um joelho para dar um selinho no canto da boca do arquiteto.
── Bom dia, Kaveh. Você dormiu bem?
Kaveh alternou o olhar entre Alhaitham e a bandeja de comida, que ele não tardou em começar a devorar, deixando a fome falar mais alto.
── Uhum. ── respondeu, com um pedaço de pão na boca e a xícara de café com leite na mão ── Que Boa Noite, Cinderela foi esse que você me deu? Eu dormi igual um bebê!
── Braços fortes te abraçando a noite inteira. ── Alhaitham respondeu, tirando um riso de Kaveh, que colocava uma fatia de maçã descascada na boca.
── Faz sentido. Mas eu ainda tenho uma deadline que vai acabar amanhã, então estou irritado com você.
── Aham. É que você tava dormindo tão bem... ── retirou a bandeja da cama, se aproximando de Kaveh e mordiscando sua orelha, fazendo-o suspirar. ── ...eu não quis te acordar.
Alhaitham continuou mordiscando, beijando e chupando o lóbulo da orelha de Kaveh, que se atracou com os braços na costa musculosa de Alhaitham enquanto gemia baixo, se controlando para não ser alto demais e dar esse prazer ao namorado. Ainda estava irritado com ele, claro. Pelo menos era o que tentava se convencer. As mãos grandes de Alhaitham exploravam os quadris e coxas de Kaveh enquanto trilhava beijos até sua boca, o que fez Kaveh sentir uma quentura familiar em seu ventre.
Quando suas bocas se encontraram, arrepios atravessaram todo o corpo de Kaveh. O gosto de café da boca de Kaveh se misturou com o de menta ─ Kaveh presumiu que era do creme dental ─ de Alhaitham, resultando em um agridoce estranho no primeiro momento, fazendo Kaveh rir durante o beijo. Suas unhas se arrastavam preguiçosamente pelas costas de Alhaitham, que franziu o cenho, mas não reclamou. Kaveh mordeu o lábio de Alhaitham e, quando ele abriu minimamente a boca para suspirar, a língua do loiro invadiu o beijo, criando uma bagunça de saliva. Alhaitham deitou Kaveh na cama novamente, segurando firmemente uma de suas pernas com a mão e atracando-a em seu quadril, deixando livre acesso ao meio das pernas do loiro.
── Kaveh. ── ele chamou, respirando pesado e fitando Kaveh com olhos pingando de desejo que deixou o outro envergonhado ── Posso continuar?
Kaveh engoliu em seco. Pensou no projeto, que eram quase 15h00, que o prazo terminava no dia seguinte e que sequer tinha lavado o rosto. Ele realmente pensou.
── Pode.
Alhaitham pressionou suas intimidades juntas, a cueca ja úmida de Kaveh molhando mais ao sentir o volume de Alhaitham pela calça. Ambos gemeram contra a boca um do outro.
── A gente só se beijou e você já tá duro, 'Haitham? O que voce é, um adolescente na puberdade? ── Provocou, ignorando completamente o estado que o meio de suas pernas se encontrava.
── Entre nós dois, você que estava tentando me engolir com a sua língua. Além disso, não fale como se você não estivesse pingando aí em baixo.
Kaveh estalou a língua. Alhaitham o conhecia bem demais. Antes que pudesse retrucar, o platinado pressionou novamente, tirando um choramingo manhoso do loiro, que juntou suas bocas para fechar a sua.
Não que isso adiantou de algo. Alhaitham se apoiou no colchão com a mão livre e estabeleceu um ritmo, arrancando mais gemidos de Kaveh entre o beijo, que há muito tempo se esqueceu da dita irritação com o namorado. O quadril de Kaveh começou a se mover na direção oposta do de Alhaitham, que mordeu os lábios. Suas bocas se separaram, os dentes de Alhaitham indo ao encontro do pescoço de Kaveh, que, por sua vez, gemia alto praticamente dentro do ouvido de Alhaitham, que acelerou o ritmo, se esfregando como se não houvesse amanhã no loiro. Kaveh jogou a cabeça para trás, dançando na sensação do pau coberto de Alhaitham se encaixando na sua vulva.
Suor escorria pelo seu pescoço e o prazer somente aumentava, mas na mesma medida a sensação incômoda da cueca encharcada contra sua vagina também só aumentava. Mesmo assim, Kaveh não queria perder a sensação.
── Merda, eu não aguento mais. ── Kaveh disse, o que alarmou o platinado, que cessou os movimentos na hora.
── Quer que eu-
── me chupa, por favor.
A informação demorou um pouco para ser processada na cabeça de Alhaitham, mas ele não tardou em reagir. Pegou uma presilha que ficava na mesinha do lado da cama e prendeu sua franja para que não atrapalhasse, se movimentando para mudar a posição, enquanto abaixava as calças de Kaveh.
── Você realmente tá pingando aqui em baixo.
── Cala a boca.
Alhaitham apenas riu e murmurou que iria, levantando a camisa de Kaveh e provocando um dos mamilos com os dedos, logo atacando o outro com a boca, chupando e mordendo. Kaveh apertou os próprios cabelos em resposta, sentindo sua vagina escorrer mais, aumentando seu desejo em ter a boca experiente de Alhaitham o comendo de uma vez.
O escritor não se prolongou no peitoral de Kaveh, colocando as pernas de Kaveh em seus ombros e dando alguns selinhos nos lábios, causando arrepios por todo o corpo de Kaveh, que gritou quando a língua de Alhaitham entrou nele, agarrando os fios cinzentos entre os dedos.
A boca de Alhaitham explorava com confiança a buceta de Kaveh, que gemia alto e manhoso com as sensações. A mão de Alhaitham pressionava as costas de Kaveh, empurrando seu corpo completamente contra a boca do platinado, o que não dava a ele nenhum espaço para descanso. A língua ridiculamente longa ia da base até o clitóris, onde mordiscava e chupava, sem intervalos. Kaveh sentia espasmos por todo o corpo, seus gemidos tão pornograficos que apenas aumentavam o aperto na calça de Alhaitham, negligenciado até então. O loiro arqueou as costas e se esfregou sem vergonha nenhuma na boca de Alhaitham, prendendo a cabeça do outro entre suas pernas e apertando mais os fios entre os dedos quando a lingua procurou sua entrada. Saliva e fluídos lambuzavam a boca, queixo e pescoço de Alhaitham, que ia cada vez mais fundo.
── 'H-Haitham, ah, não para, p-por- Ah!! Alhaitham! ── suplicava, se empurrando mais contra Alhaitham, que focava unicamente no clitóris inchado. O platinado penetrou Kaveh com um dedo, o loiro sentindo lágrimas quentes escorrerem por suas bochechas ── 'Haitham, eu vou-
Jatos transparentes saíram antes que Kaveh pudesse pedir que Alhaitham parasse, lambuzando o rosto do platinado, lençóis e as coxas do loiro. Kaveh respirava pesadamente, suas pernas tremendo nos ombros fortes de Alhaitham, que lambia as coxas do loiro, "limpando" o orgasmo. Saiu do meio das pernas de Kaveh e iniciou uma trilha de beijos da barriga até o rosto, deixando apenas um selar rapido na bochecha do loiro, levando em consideração o local que sua boca estava antes. Quando se levantou, Kaveh quis morrer de vergonha: havia uma mistura de fluídos que iam do nariz até o pescoço, ainda escorrendo para o peito, e as laterais do rosto estavam completamente vermelhas, pela pressão das coxas.
── Alhaitham, você ta todo sujo... desculpa ── disse, cobrindo o rosto com as mãos ──, eu não consegui avisar.
── Não se desculpe ── Alhaitham respondeu, lambendo os próprios lábios ──, eu acho muito gostoso quando você goza na minha boca.
Kaveh procurou qualquer outro ponto de foco que não fosse Alhaitham, quando se lembrou que o platinado ainda devia estar duro igual uma pedra e completamente intocado.
── M-mas e você, 'Haitham? Eu posso fazer alguma coisa... ── ele começou a sugerir, a voz morrendo quando os olhos pairaram na calça de Alhaitham e vendo que ela não estava num estado muito diferente do meio de suas pernas ── Você gozou na calça.
── É. ── respondeu, simples ── Isso, sim, foi "adolescente na puberdade" da minha parte, não é?
Kaveh riu, concordando. Alhaitham se aproximou do loiro e colocou uma mecha atras de sua orelha ── Você não sabe o quanto é prazeroso te ouvir gemer e suplicar meu nome, saber que eu estou dando tanto prazer pra um homem como você. Fica aí, eu já volto. ── e saiu, como se não tivesse acabado de dar um pane em Kaveh. Não demorou a voltar com o rosto limpo e lenços umedecidos, limpando Kaveh com cuidado.
── Vem, vamos tomar banho.
♥︎♥︎♥︎
── Sr. Kaveh, isso está incrível! Eu não tenho palavras... Você realmente é um arquiteto brilhante!
E em algum momento você duvidou? ── Não há necessidade disso, senhor. fico feliz que o resultado está do seu agrado.
Dois dias se passaram. Naquele dia, Kaveh só foi levantar da cama quase às 16h00, mas quando sentou para trabalhar, as ideias fluíram como água. Quando terminou tudo do jeito que tinha planejado, mesmo com o atraso de praticamente um dia, evitou Alhaitham por algumas horas, envergonhado demais para reconhecer a própria teimosia. Só falou com ele no jantar, se considerar o que eles tiveram uma conversa.
── Obrigado.
Aihaltham levantou o rosto do seu prato, encarando Kaveh ── Perdão?
── ...eu disse "obrigado". Por ter me ajudado naquela noite.
── ...é senso comum que essas coisas são ditas três vezes, então, por favor, repita mais uma vez.
E um garfo voou na direção de Alhaitham.
