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Cíumes do que não tenho (Labiar)

Summary:

Henri se juntou ao equipe como um bom sacrifício que é e já chegou causando, principalmente tocando naquilo que não era dele.

E Labirinto claramente não gostou disso.

Labiar | Hexatombe Spoilers ep. 3 | Menção ao Henri | Tema: cíumes

Notes:

Teremos Labirinto com ciúmes sim, ninguém manda o Henri morder a bochecha do delegado dele.

Boa leitura <3

 

Único; não deixa ele te tocar, Aguiar

Work Text:

A noite já ia longa. 

Naquele lugar completamente inóspito, e sem ainda entenderem bem onde se encontravam ou como resolver toda aquela situação, os "assassinos" procuravam o seu tão desejado descanso, Dalmo, Jae e Henri dormindo juntos, já que pelo menos dois precisavam de assegurar a segurança do seu "sacrifício", enquanto Kemi conseguiu um recanto sossegado, adormecendo quase de imediato por conta do cansaço que assolava a sua mente e o seu corpo depois de tudo o que tinha acontecido. 

Já Labirinto e Aguiar dividiam o mesmo colchão, os dois de costas um para o outro. O ocultista ficou estranho depois de o homem de risada tresloucada ter ousado morder o delegado depois de tentar o beijar sem o seu consentimento; não falando com o delegado pelo restante da noite, o que fez com que o moreno estranhasse um pouco, ainda que respeitasse o espaço do homem. Talvez fosse demasiado para processarem, no meio de toda a confusão que já estava rolando. 

Aguiar, porém, não conseguia dormir direito. 

Ele tentou apagar a imagem do Tarrafa a ser morto da sua mente, assim como a imagem do zumbi de sangue que acabou se formando dele, sendo esquartejada pelas suas mãos e pelo seu machado. A sede de sangue não o incomodava, pelo contrário, parecia algo tão certo e seu, mas ao mesmo tempo a ideia o assustava, a lembrança constante de que não estava no seu corpo mas que também não sabia exatamente quem era sendo uma constante na sua mente que o estava devorando desde que Agatha tinha contado para eles que um deles tinha morrido e que não eram eles dentro daqueles corpos. 

Quando ele foi mudar de posição no colchão desconfortável pela enésima vez naquela hora, ele pôde encontrar os olhos de Labirinto, ambos arregalados como se ele fosse um urutau acabado de ser espantado por luzes — um sinal claro que ele foi pego em flagrante, fosse o que fosse que ele iria fazer. Os olhos esverdeados do delegado fitaram os do careca, tentando entender o que ia na sua mente. 

— Por que não o afastou?

A fala veio sem preparação, antes sequer de um "Está tudo bem, Aguiar? Não consegue dormir?" ou de um "Quer falar? Parece agitado"Labirinto parecia estar poucas ideias, e um certo sentimento difuso parecia estar a bailar na sua expressão habitualmente estóica. Mesmo que eles só se conhecessem "há um dia", era como se Jonas soubesse exatamente o que a expressão fechada do ocultista queria dizer sem que fosse necessário outras palavras.

— Caralho, Labi. Você não viu? Aquele louco queria me beijar, e eu desviei ainda, mas ele se colou que nem lapa em mim, o maluco. 

Labirinto suspirou pesadamente, a sua mão esquerda passando delicadamente pela marca dos dentes do sacrifício do seu grupo, a bochecha de Aguiar algo vermelha pela possível infecção que se estava formando ali. 

— Você não pode deixar qualquer um chegar perto, Aguiar. Imagina que ele não tinha só te mordido?

— Que poderia ter sido pior do que esse maluco já fez? Só se ele arrancasse pedaço.

O careca riu sem humor, se permitindo o trazer para si e esconder o rosto na curva do pescoço do delegado, ignorando completamente que ambos cheiravam a sangue e carniça, já que as condições atuais de ambos não eram as melhores. Ainda assim, e sem sequer hesitar, Labirinto deixou uma mordida com força suficiente para marcar a pele morena por uns dias, ainda que não o suficiente para que os seus dentes furassem a derme. 

— Mas que caralho, Labirinto?! — Aguiar teve de segurar um gemido baixo, já que a mão de Labirinto desceu em conjunto com a mordida, apertando um pouco da sua nádega, o trazendo um pouco mais para perto, numa tentativa de demonstrar que não o deixaria fugir, nem sob reza brava. 

— Apenas um pequeno lembrete de a quem você pertence, Aguiar. Não esqueça isso. 

— E era preciso me morder? Tá com mania que é cachorro agora?

— Se preferir posso mijar em você.

— Nossa Labirinto, tá na noia? 

O careca silenciou o protesto alheio com um beijo, o trazendo para si pela cintura, os dois se permitindo apenas aproveitar aquele momento de silêncio em que poderiam evitar ser interrompidos, apenas o som dos pássaros noturnos preenchendo o espaço, e um ou outro queixume de Henri que estava pagando o karma de ter mordido Aguiar sem permissão.