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family is the meaning of Life (family is a sick bond)

Summary:

Em apenas uma visita para sua sobrinha, Will se via saindo mais traumatizado do que possível

Notes:

Sabe quando vc ta tendo uma crise de nervos, ai acaba enervando toda sua família. Não? Feliz ano novo, minha primeira crise ;D Jesus, eu to tentando escrever tanta coisa, mas não ta dando certo.

Mas ta tudo bem agora, eu vou escrever uma fanfic Jancy
Eu vou tentar
Eu não tomei nenhum remédio, não vou me topar

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

A vida de Jonathan nunca foi exatamente simples

 

Um pai abusivo ali, seu irmão mais novo estando sempre à beira da morte e sua mãe indo de loucura a sanidade no mesmo segundo. Por mais que seis anos de completa paz havia passado, Jonathan ainda acordava no meio de pesadelos terríveis. Só qual só se acalmava quando seu irmão mais novo atendia a desgraça do telefone (porque ele tinha o telefone, se nunca o atendia?).

 

Mas as noites normalmente eram passadas nos braços de sua esposa

 

Nancy era simplesmente a mulher da sua vida. Uma pessoa tão forte, tão incrível, que Jonathan sentia que havia ido ao céu, e visitado pessoalmente o inferno, antes de finalmente poder a chamar como esposa. O casamento não foi algo incrível, fantasioso, sua esposa não gostava de coisas assim, mas foi o suficiente para eles.

 Dali pra lá foram anos de felicidade. Acordar do lado de uma pessoa tão incrível era simplesmente um sonho que Jonathan temia acordar no inferno que era Hawkins. Sua casa era perto da casa do resto de sua família, e não era tão longe da faculdade que seu irmão estava cursando.

 

Então tudo estava ótimo.

Incrível

Até que não estava.

 

Começou de um jeito meio estranho. Jonathan acordou cedo para o trabalho, aproveitando da companhia que era sua esposa deitada do seu lado... Até que percebeu que Nancy não estava lá. Seu coração logo deu um pulo, existia uma parte do seu cérebro que o dizia que ela só deveria ter levantado mais cedo, que não tinha o porquê de algo ruim ter acontecido.

 

Mas Jonathan era traumatizado

 

Ele pulou da cama, tropeçando nas cobertas, praticamente uma cena de desenho em direção ao corredor fora do quarto... Só para achar Nancy, já vestida para o trabalho, na cozinha, tranquilamente comendo uma maça. Sinceramente, a cena só não era mais engraçada, do que estranha; Jonathan não pediu desculpas, ou voltou para o quarto, ele simplesmente foi até Nancy e a abraçou.

 A mesma parecia um tanto confusa com o estado de desespero de seu marido, mas retribuiu o abraço como se não fosse nada. Acabou que aquilo fez Jonathan poder compartilhar a primeira refeição do dia com sua querida esposa, antes de ambos começarem o longo dia de trabalho.

 

Mas aquele dia só foi o primeiro de muitos

 

Semanas se passaram, meses até, até que novamente Jonathan acordou sem Nancy na cama. Naquela vez Jonathan se via mais tranqüilo, aceitando por simplesmente se enrolar na cama e esperar pela sua esposa. Mas quando Nancy simplesmente não deu sinal de vida, foi à vez de Jonathan levantar da cama, para tranqüilamente a puxar de volta para o quarto deles.

 

Mas a cena que ele presenciou foi um tanto... traumatizante

 

Nancy não estava na cozinha, ou na sala, na verdade Nancy não parecia estar em nenhum lugar na casa, e Jonathan sentia que estava suando frio, até que percebeu que a luz do banheiro estava acessa. Sinceramente ele não pensou muito antes de entrar no banheiro, decidindo por entender o que iria fazer, após ver o que iria acontecer.

 Felizmente achou Nancy no banheiro, infelizmente a achou com a mesma passando mal. Sua querida esposa parecia estar quase entrando dentro do vaso sanitário, se visto o tão dentro dele, a mesma estava. Jonathan já havia visto outras pessoas vomitares, então por mais que sentiu um certo pânico, ele sabia o que fazer.

 

Depois que Nancy parou de vomitar, Jonathan a fez beber a fez sentar

 

Queria a encher de perguntas, mas sua esposa parecia tão ruim que ela nem parecia que iria o matar. Eles não conversaram muito naquela noite, não era preciso, Jonathan só queria verificar se Nancy estava bem o suficiente para ir deitar na cama, o amanhã poderia ajudar, assim como o tempo.

 

x.x.x

 

E o tempo realmente ajudou

 

Jonathan que achava que a vida com sua esposa era o suficiente, se viu vendo alguns cabelos brancos, com a chegada de sua filha. Sua querida e amada Sofia havia vindo para alegrar a sua vida, rotina, mas quase o enfartou. Ela era simplesmente a copia exata de Nancy, por mais que tinha seu cabelo (e daí que o cabelo de Nancy tinha o mesmo tom?).

 

Ter uma criança em casa era divertido

Ter uma bebe era desastroso

 

Se tinha uma coisa que Sofia adorava fazer, era enfartar seus pais. Esqueça o outro lado, esqueça bichos, monstros, sua filha era o maior desafio. Tanto ele, quanto Nancy tinham irmãos mais novos, então não era como se eles não tivessem o mínimo de conhecimento sobre bebes e crianças, mas Sofia parecia atiçar o desconhecido.

 

No que Will costumava ser um bom bebe, Sofia parecia querer se matar

No que Mike, e Holly eram diferentes, Sofia parecia que era uma alien

 

A coisa se baseava que Sofia não era, nem de longe, seus irmãos, não importava o quanto queriam se basear naquela informação. A menina era filha deles, e era dali que as coisas deveriam ser levadas a serio, certo? Não tinha absolutamente nada a ver, como Sofia simplesmente esquecia do fato que eles existiam, quando Will aparecia para passar um tempo em casa.

 

Obviamente Will conhecia Sofia

E Sofia era apaixonada pelo tio

 

Era Will aparecer em casa que Sofia esquecia que tinha pais e só tinha tio. Nada contra, Jonathan até sentia um tanto mal pelo fato que parecia que ele só gostava da visita de seu irmão, quando ele ajudava em casa. Por mais que quando Will estava em casa, ele realmente ajudava muito, seu irmão era muito prestativo, até demais, e por vezes Jonathan tinha que praticamente obrigar Will a ver a rua.

 

Ele normalmente se preocupava como a vida de Will estava indo

Mas agora que havia se tornado um pai, a preocupação só aumentava

 

Seu irmão estava comendo o suficiente? Ele parecia ter emagrecido desde a ultima vez que ele havia o visitado. Will parecia sempre ter algo em mente, e Jonathan se perguntava o quanto Sofia já havia ouvido, o quanto seu irmão havia desabafado com ela, já que a mesma não conseguia repetir que nem uma arará.

 Outra coisa que o preocupava era... Os namorados de seu irmão. Nada contra, ele não iria julgar com quem Will saia, ou deixava de sair, só se preocupava com o quanto aquilo estava o machucando. Para falar a verdade, Jonathan realmente tinha achado que seu irmão tinha achado alguém na vida, mas agora a pessoa que um dia já fora o “melhor amigo”, mal falava com ele.

 

Então bom, Jonathan estava preocupado

 

Cada vez que Will aparecia em casa, Jonathan tinha uma esperança que seu irmão iria apresentar alguém. Mas as visitas praticamente se resumiam em Will pegando Sofia para cuidar, insistindo para que Jonathan saísse com Nancy, e aproveitasse o lindo dia de sol.

 

Ele saia, às vezes

Mas não conseguia ir longe

 

Will era como se fosse seu primeiro filho, ele não conseguia aceitar que seu irmão tivesse uma vida ruim, mas ele não queria realmente atrapalhar. Seu irmão insistia que iria cuidar de Sofia para que eles saíssem? Jonathan e Nancy iam numa loja perto, ou em qualquer coisa que significasse sair de casa.

 

Ele havia comentado aquilo com Nancy, obviamente

E sua esposa simplesmente disse que se ele tentasse ajudar muito, Will iria embora

 

E santa Nancy, foi ela dizer que aconteceu. Jonathan se sentia ruim, culpado, querendo ajudar, e então Will simplesmente não apareceu em um fim dos meses. Ele não falou que não iria, mas disse que estava ocupado e que provavelmente não iria. Sinceramente Jonathan não sabia o que era pior, o medo de seu irmão acabar bebendo de novo e achando alguém no bar, ou o fato que no exato fim de semana que Will não foi, Sofia adoeceu com febre.

 E foi aquilo, ele e Nancy se dividindo em dois para cuidar da bebe, enquanto Jonathan esperava que Will o ligasse. Sabia que seu irmão já era adulto, que tinha liberdade de fazer de tudo um pouco, mas Jonathan não gostava das pessoas que Will conhecia no bar, e havia deixado aquilo bem claro, após um encontro um tanto desastroço de Will.

 

Foi o primeiro e único que Will o contou

Mas também Jonathan não se arrependia de agir do jeito que agiu

 

Quando Will saiu daquele encontro, ele não estava chateado, sujo de terra, ou outra coisa, não, seu querido irmão estava com um olho roxo. Jonathan não pensou duas vezes, ele deixou, na verdade ele pediu que Nancy cuidasse de seu irmão (Will simplesmente não queria o deixar ver o roxo), e agiu como nunca agira.

 

Ele não deu só um soco

Ou um olho roxo

Ah não...

Ele deixou a pessoa inconsciente

 

Jonathan não se importou realmente com o fato que havia parado na delegacia, se tinha mais uma queixa em sua ficha, ele só não matou a pessoa porque não queria deixar Nancy viúva tão cedo. Depois daquilo, bom, Will não contou praticamente nada para ele, o que mais o preocupava do que o ajudava.

 

Queria tanto que Will conseguisse uma vida normal

Era pedir muito?

Sua Sofia, mesmo em febre, concordava com ele.

 

.x.x.x.

 

Na altura que Sofia completou dois anos, Will apareceu em casa com uma aliança no dedo. Seu irmão parecia ainda mais magro, e para piorar, ainda mais abatido, mas tinha uma aliança, real, em seu dedo. Quando Jonathan viu aquilo, a sua vontade foi encher seu irmão de perguntas, mas Sofia, que agora corria pela casa toda, derrubando tudo o que estava em seu caminho, pegou o tio para ela e foi isso.

 

Ele se via ansioso

Preocupado

Sentia que ia enfartar

 

Seu irmão não ia noivar do nada, muito menos sem falar com alguém da família (sua mãe teria o ligado, se do nada Will tivesse falado com ela), o que deixava Jonathan com uma pulga atrás da orelha. Podia ser um anel qualquer, mas não parecia ser um, por mais estranho que aquilo parecesse.

 Sofia tratou de manter o tio ocupado por boa parte do dia, ela não se importava com o anel novo de seu tio, porque tinha mais pulseiras e anéis do que tudo. Eram pulseiras de conta, anéis que já foram de doce. Era adorável ver sua querida filha, com seu irmãozinho, que não era tão inho, mas se Jonathan não descobrisse o que era aquele anel, ah ele iria descobrir sim.

 

Na altura que seu irmão estava em paz (Nancy havia conseguido atrair Sofia para um banho), Jonathan decidiu fazer sua pergunta.

 

Seu irmão poderia não responder

É claro que não podia

Mas Jonathan ia tentar

 

Agiu como sempre agira, ofereceu água, biscoitos que sempre ficavam largados na mesa. Ali Will poderia recusar qualquer coisa, mas também poderia simplesmente falar com ele, Jonathan realmente esperava que fosse a segunda coisa. Logo ambos estavam sentados no sofá da sala, e Jonathan acabou fazendo a pergunta que estava o matando, ou que certamente iria o matar.

 

_ Posso saber quem foi o escolhido?

 

Jonathan não conhecia praticamente nada da vida amorosa de seu irmão, mas não queria que ele arrumasse uma vida com um traste. Se Will realmente queria casar, teria que se com alguém que, minimamente, o respeitasse, e Jonathan não iria se importar em iria lutar por isso se preciso!

 Seu irmão não começou a falar do nada; Ele comentou das aulas, dos professores, de como as coisas pareciam sempre piorar antes que se ajeitar, e Jonathan esperou... O mais pacientemente possível. Seu irmão arrastou a conversa até que Nancy terminasse de dar banho em Sofia, e foi ali que Jonathan insistiu na pergunta, porque sabia que Will iria embora atrás de algo para fazer.

 

_ É apenas... Uma pessoa que eu conheci no curso, ele é legal.

_ Will

_ Ele é realmente legal e me trata muitíssimo bem.

_ E é isso?

_ Não foi o suficiente para você?

_ Foi para você?

 

Era isso que Jonathan não queria, ele odiava quando Will fazia as coisas pensando nos outros e não nele mesmo.

 

_ Você gosta dele, Will?

_ Eu já disse que ele é legal

_ Will, você gosta dele?

_ Eu não sei, ele realmente parece uma pessoa legal

_ Uma pessoa legal para passar o resto da vida junto?

_ Você pretende passar todo o resto de vida com Nancy?

_ É claro

 

A pergunta era tão estranha, quanto à resposta automática

 

_ Bom, você e Nancy se conhecem há muito tempo, não é como...

_ Como?

_ Você não pode só ficar feliz por mim, Jonathan?

_ Como eu posso ficar feliz com uma coisa, que não te deixa feliz?

_ Eu estou feliz

 

O curioso caso de Will afirmar uma coisa, mas se recusar a o olhar nos olhos, como Jonathan não sentia falta daquilo.

 

_ Ele fez algo com você?

 

Aquilo fez Will o encarar

 

_ Que? Não!

_ E isso é completamente uma reação normal

 

Era a primeira vez em semanas que Jonathan olhava olho a olho com seu querido irmão

 

_ Você sabe que pode me falar tudo, certo? Eu não quero te perder

_ Você não vai me perder, Vecna está morto, ta tudo acabado

 

Como se Jonathan precisasse de lembrete daquilo

 

_ Pode por favor me falar porque quer se casar do nada

_ Não é do nada, eu só não avisei antes e ...

_ Will

_ Certo, certo... Olha, não é nada do que você pensou e...

 

Jonathan esperou pacientemente

Muito pacientemente

E esperou

Mas Will não completava a frase por nada nesse mundo

 

_ E?

_ Eu só... Realmente gosto dessa pessoa, eu não sei se vai ser que nem você e Nancy, e vai dar sempre tão certo assim e... Bom, eu realmente acho que vai dar certo.

_ Mas qual a tara de casamento tão cedo? Eu não conheço essa pessoa, mas deve ser perto da sua idade, vocês são tão jovens! Não precisa se entregar de corpo e alma em um casamento, só porque você acha que gosta de uma pessoa.

 

Havia um brilho no olho de Will, um brilho muito estranho

 

_Nossa, eu estou falando com meu irmão, ou com o pai da Sofia? – Ele pareceu achar muita graça naquele comentário – Eu não sou seu filho Jonathan, está tudo bem eu me ferrar em vida

 

Como pode um comentário o ferir tanto?

Certo que Will era seu irmão, mas ele havia praticamente o criado

 

_ Não está nada certo você “se ferrar” na vida. Você merece alguém que realmente goste de você e... – Jonathan sabia que sua fala só ia ficar dando volta e voltas – Porque você não me apresenta ele na próxima visita? Eu prometo ser o mais cordial possível e...

_ Jonathan...

_ O que foi? Eu sou apenas um irmão mais velho que não quer que seu irmão se case com um bosta de vida.

 

Ainda bem que Will havia deixado sua apaixonite por Mike de lado

Nada contra o irmão mais novo de Nancy, mas com Will? Nem fudendo.

 

Aquele garoto era o exemplo de tudo que poderia, e deu de errado. Ao contrário de Nancy, Mike ainda vivia com os pais, mesmo já tendo idade para pensar em algo pro futuro. Sua esposa jurava que Mike estava sim se esforçando, que estava atrás de emprego, mas era obvio a influencia que Ted tinha sobre o garoto.

 Para Jonathan, não importava se o garoto de repente tomasse jeito na vida, saísse da casa dos pais, começasse a fazer as coisas pro si mesmo, ele não o queria perto de Will. Havia passado anos vendo seu irmão sofrendo por estar apaixonado, ele não iria deixar que o mesmo sofresse por tudo aquilo de novo.

 

Se dependesse dele, Mike nem era convidado para o natal

Mas sendo o outro tio de Sofia... Não tinha muito o que fazer

 

Dava para contar nos dedos quantas vezes Mike havia visto a sobrinha, e não era preciso muitos dedos. Jonathan não tinha nada contra o tio de sua filha, mas quase sempre que Mike visitava, ele estava ocupado com o trabalho, sempre chegando quando Mike já havia saído, ou estava prestes a sair.

 

Esperava que Nancy fosse ficar chateada ou irritada

Mas sua esposa, ah sua querida esposa, também estava cansada

 

Jonathan tomava todo o cuidado do mundo para que as visitas de Mike nunca parassem aos ouvidos de Will. Por muitas vezes, quando Will dizia que iria visitar em um dia que Mike estava por lá, Jonathan ia pessoalmente até a faculdade do irmão, tentando agir como se fosse um dia completamente comum.

 Nancy dizia que Mike não era burro, e que sabia que ele simplesmente o detestava, mas que “entendia”, pois ele também odiava a si mesmo. Rencetemente Mike havia começado a ter uns pensamentos, e falas, bastantes suicidas, o que fizeram Jonathan levar Sofia nas visitas á Will.

 

Ele esperava muito que seu irmão nunca descobrisse

 

Will era simplesmente bom demais, ele iria acabar terminando de se destruir para ajudar alguém que não merecia, e Jonathan não ia deixar que aquilo acontecesse, não com seu querido irmão.

 

_ Jonathan???? Nancy ele não está me respondendo, eu faço alguma coisa?

 

De repente a voz de Will o fez sair de seus pensamentos tão brutamente como havia entrado

 

_ Ah, bem vindo de volta irmão

 

Jonathan deu um sorrisinho, nunca que iria dizer o que havia o feito perder nos pensamentos.

 

_ Eu não sei se ele vai conseguir vir, mas eu vou tentar

 

Demorou uns bons segundos para Jonathan lembrar do que eles estavam falando

 

_ Quem? Seu noivo.. Namorado?

 

O olhar que Will lhe ofereceu, era de alguém preocupado

 

_ Você não parece muito bem irmão, porque não descansa? Eu cuido das louças, já que vou embora só amanha cedinho.

 

Jonathan querida discutir, mas Sofia acabou pulando na sua cara

Simplesmente silenciando qualquer discussão.

 

.x.x.x.

 

O inferno veio na manhã seguinte

 

Jonathan não havia dormido muito bem. Quando se deitou á cama com Nancy, sua esposa disse que Mike havia ligado, e perguntado se poderia visitar no dia seguinte. Nancy havia aceitado a proposta, já que Will iria embora bem cedo, e não teria perigo dos dois se encontrarem.

 

Não havia perigo

Jonathan simplesmente não conseguiu dormir

 

Seu coração doía no peito, só com a possibilidade de Mike chegar enquanto Will estivesse em casa. Outrora não iria simplesmente o jogar na rua, era mais fácil jogar Mike em um cesto de lixo e fingir que não havia sido informado de quaisquer visita, certo?

 Bom, não era como se uma explosão fosse acontecer se ambos se encontrarem, mas não era fácil para Jonathan esquecer das lagrimas do irmão, que o abraçou como que estivesse tentando juntar pedaços caídos. Amava Will, mais do que a si mesmo, e não iria deixar que alguém que o havia feito tão mal, aparecer para tentar fazer algo.

 

Com aquilo em mente Jonathan foi o primeiro a acordar

Tentando arrumar um café da manhã, para que Will não saísse correndo

 

Não se importava em deixar Mike sozinho com Nancy, já que era praticamente isso que estava fazendo nas ultimas visitas, mas se possível não queria que sua esposa precisasse cuidar de um irmão mais novo, que se recusava a crescer. O café da manhã não era algo novo, incrível, ou fantasioso, mas era o suficiente.

 

Jonathan era pro de fazer cafés assim

 

Na altura que ele terminou de montar a mesa, Will apareceu de malas e cuias, parecendo ter sido pego de surpresa, já que não tinha planos de comer antes de ir embora. Jonathan conseguiu forçar um sorriso, mesmo estando cansado pela noite mal dormida, e convenceu Will a tomar café com ele, mesmo com as mulheres da casa adormecidas.

 

Nancy ia entender

E Sofia.... Ela iria chorar porque o tio havia ido embora, mas era isso

 

Jonathan não forçou dialogo durante o café, ele mal sentia fome, mas fingiu comer, para que Will fizesse o mesmo. Seu plano era levar seu irmão até a faculdade, até a porta do dormitório se assim preciso, para evitar que Will precisasse ter um péssimo começo de semana.

 O café foi rápido, Jonathan havia feito muita comida, e Will se desculpou ao não conseguir terminar nem o que havia colocado no prato. O mesmo pegou a própria louça, e se dirigiu à cozinha, quando uma Nancy sonolenta, porem alarmada, apareceu do corredor.

 

Ela deu bom dia para Will, mas seu foco era outro

 

Jonathan nem precisava ouvir o que sua esposa iria falar, para sentir o frio na espinha novamente... Ele sabia o que viria por vir, e a mensagem na tela do celular de Nancy era o suficiente para querer pegar Will e sair correndo dali agora mesmo. Mike que não havia falado o horário que ia, nunca falava... Como se a casa fosse dele. Havia simplesmente mandado uma foto de um uber, falando que estava a caminho.

 

Aquilo fez Jonathan envelhecer mais alguns anos

 

Ele foi até Will, que tranquilamente terminava de lavar a louca, e simplesmente o pegou pelo braço, o puxando cozinha fora, e por assim dizer, assustando o mesmo. Não gostava de fazer aquilo, pois sabia que não traziam memórias boas, do tempo que Lonnie os tratava pior que sacos de lixo.

 Mas não tinha tempo para pedir perdão, não ali. Jonathan segurou o braço de Will mais firmemente, enquanto pegava suas bagagens na outra e se dirigia a porta. Ele não tinha outra coisa em mente, do que impedir Mike de ver Will, mas o destino era cruel demais, e não estava nem ai para ele.

 

Will não o puxou ao sair pelo corredor afora

Parecia confuso, mas confiava nele, e agora era o suficiente

Jonathan só queria ter sido mais rápido.

 

Aquela foi uma péssima hora para descobrir que os elevadores tinham dado pau, e que eles teriam que descer laces de escada. Jonathan estava quase torcendo que um elevador tivesse dado pau com Mike dentro, mas era demais pedir por algo tão positivo, então pedindo desculpas, ele puxou Will escadaria abaixo.

 

A sensação não era de aventura, era de desespero

E Jonathan nunca se sentiu pior

 

Na altura que eles chegaram à portaria, Will parecia ter perdido qualquer confiança nele, e o puxado para trás, o fazendo praticamente cair com as malas ao chão. Jonathan não culpava o irmão, se fosse ao contrário, ele estaria bem mais agitado do que Will, e praticamente exigiria uma resposta.

A solução era tentar explicar para Will, mas o que poderia dizer? Evitava falar sobre Mike de todas as maneiras, eles praticamente agiam como se o mesmo havia morrido, e Will não parecia ser contra isso. Se Jonathan dissesse que alem de vivo, o infeliz estava indo para , o que seria de Will? Ele iria subir as escadas novamente e se jogar da sacada?

 

Jonathan não queria nem pensar.

 

Ele se virou par Will, no mesmo minuto que uma voz soou atrás dele, o que fez ambos congelarem... Acabou, era isso, Jonathan havia simplesmente falhado. Mike parecia horrível, havia bolsas de sono debaixo de seus olhos, seu moletom não escondia o fato que ele certamente havia perdido peso e... Ele havia visto Will.

 

A ação foi praticamente irreal, Jonathan deu um passo para frente e a voz soou

 

­­_ Will? É realmente você?

 

Não havia como sentir que Will não estava nada feliz com aquela reunião, e aquilo só fez Jonathan se sentir ainda pior. A expressão no rosto de Mike, após ver Will, era de alguém que tinha visto o sol pela primeira vez em anos. Ele parecia preso em uma espécie de loop.

Ao mesmo tempo que Mike parecia pronto para correr, ele dava um passo para trás, como se temesse se aproximar e descobrir que Will era apenas uma miragem. Bom, não tinha como dizer que aquela cena não era horrível de se imaginar, e ainda pior de se presenciar, mas seu irmão ali não era Mike, e sim Will, então fodasse.

 

_ Nancy está lá em cima com Sofia, o elevador está quebrado, vai precisar usar as escadas

 

Escadas que estavam atrás de Will

 

_ Ah... Certo, certo

 

Mike tem uns passos para frente, ainda parecendo ter sido cego pela luz do sol, mas não conseguiu andar muito antes de parar. Agora ele estava perto o suficiente para ver que Will não era uma alucinação qualquer, que o mesmo era real, ele querendo ou não. Jonathan podia sentir o irmão apertando seu braço, ele precisava o tirar dali.

 

Foi com passos lentos, quase como uma dança

Eles se distanciaram da escadaria, e Mike chegou até a mesma

 

Parecia que tudo estava certo, ou o mais certo possível para aquela situação, até que ele se virou, e falou com a voz que não parecia realmente a dele. Ultimamente Mike parecia ter envelhecido anos em apenas dias, mas ali, bem ali diante aos seus olhos, Jonathan quase podia ver o antigo Will, que era amigo de seu irmão.

 

_ Will, será que podemos, depois, talvez, eu e você... – Mike se embolava nas palavras

_ Jonathan me tira daqui – Sussurrou Will em seu ouvido

 

E assim Jonathan o fez. Apertou seu irmão mais contra si, servindo mais como um escudo do que qualquer outra coisa, e se apressou em direção à porta de saída, sem olhar para trás. Will não estava conseguindo correr, suas pernas pareciam ter parado de funcionar, e Jonathan praticamente teve que o afastar para fora.

Eles não pararam até que Jonathan finalmente sentiu que Will conseguia firmar o pé... Só para se jogar contra uma parede logo depois, com as mãos em seu rosto. Seu irmão parecia horrível ele se sentia horrível. Tudo aquilo era um pesadelo horrível, que ambos queriam tanto o acordar.

 

Quando se despediu de Will, Jonathan sentiu que aquela seria a ultima que iria ver seu irmão por um longo tempo...

 

E aquilo quebrou seu coração.

Notes:

E é isso. Eu me empolguei. Eu to melhor, escrever realmente me ajuda. Olha eu posso tranquilamente continuar isso daqui, então se alguém quiser, é só comentar. Agora eu preciso postar logo, já são 01h14 e eu já devia estar na cama, ainda estou com muita dor e não ta legal não.

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