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Trabalho Honesto

Summary:

— Alguns fãs conseguiram uma sessão de fotos hoje depois do treino. Uma brasileira era minha fã e me pediu um abraço pra foto. Eu não ia dar, você sabe, detesto toques de gente desconhecida.... Mas o Atsumu ficou tão puto por que eu tinha uma fã estrangeira e ele não. E o Hinata explicou que abraços eram comuns na cultura dela e—

— Como ela era? — Osamu o interrompeu, distraído com a informação de que Atsumu estava interessado na mulher. Suna soltou um "deve ter a foto no twitter", enquanto tirava o celular do bolso e começava a procurar.
— .... Ela me abraçou. E a proximidade misturou nossos hormônios e... — O jogador parou de procurar um momento, olhando o marido nos olhos — Adiantou o cio dela. — Ao mesmo tempo em que disse isso, Suna botou o celular no campo de visão do cozinheiro, com a foto da mulher na tela.

Osamu arregalou os olhos, a expressão tão chocada que estava cômica. — Tá zoando que essa gostosa é sua true mate?

 

Alpha Osamu x Alpha Suna. PWP.
Personagem feminina aparece só como parte do enredo.

Notes:

Por favor, olhe as tags. Eu usei para ambientar o universo omegareverse de leve e, se isso te incomoda, talvez não seja uma boa ideia ler.

Boa leitura!

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

    Um "estou de volta" foi ouvido por Osamu que, da cozinha, respondeu "bem-vindo de volta" um pouco mais alto do que o necessário. Estava com comida no fogo e queria ter certeza de que o marido ouviria sua voz.

    O barulho da porta sendo trancada seguido pelos sapatos sendo organizados no canto o avisou de que Suna entrava no apartamento que dividiam em Tóquio. O bloqueador veio em sua direção, os pés produzindo ruídos ao encontrar o chão de madeira e avisando Osamu de antemão que o jogador estava incomodado com algo. Em uma situação normal, Suna seria discreto ao caminhar, andando sem produzir sons expressivos.

    Osamu reduziu o fogo e olhou para a direção em que ele ia aparecer no exato instante em que o marido surgiu. A roupa casual destoava por causa do casaco esportivo vermelho vivo que havia sido amarrado na cintura e, se Osamu não conhecesse aquela velha tática, teria estranhado a composição esquisita das roupas.

    — Estamos animados hoje? — Suna fez uma expressão irritada no rosto e caminhou até ele, abraçando-o. Osamu não sabia se achava fofo por causa do nariz enfiado no seu cabelo ou sugestivo por causa do pau que o cutucava na bunda. — Você está mais cheiroso do que o normal.

    — Tomei um banho longo pra ver se abaixava. — Ele murmurou em concordância, esperando Suna continuar. — Foi uma merda, Samu.

    — E do que estamos falando? — O chef se virou no abraço, tentando ignorar como o próprio corpo respondia ao do marido.

    — Alguns fãs conseguiram uma sessão de fotos hoje depois do treino. Uma brasileira era minha fã e me pediu um abraço pra foto. Eu não ia dar, você sabe, detesto toques de gente desconhecida.... Mas o Atsumu ficou tão puto por que eu tinha uma fã estrangeira e ele não. E o Hinata explicou que abraços eram comuns na cultura dela e—

    — Como ela era? — Osamu o interrompeu, distraído com a informação de que Atsumu estava interessado na mulher. Suna soltou um "deve ter a foto no twitter", enquanto tirava o celular do bolso e começava a procurar.

    — .... Ela me abraçou. E a proximidade misturou nossos hormônios e... — O jogador parou de procurar um momento, olhando o marido nos olhos — Adiantou o cio dela. — Ao mesmo tempo em que disse isso, Suna botou o celular no campo de visão do cozinheiro, com a foto da mulher na tela.

    Osamu arregalou os olhos, a expressão tão chocada que estava cômica. — Tá zoando que essa gostosa é sua true mate ?

    Suna grunhiu, meio concordando, meio esfregando no marido para conseguir algum atrito de consolação.

    — Eu não sabia que essa porra era tão forte, Samu.

    Osamu e Suna não eram mates . Na sociedade pós-moderna, as pessoas haviam se acostumado com o segundo gênero e muitas delas viviam com parceiros escolhidos por amor em vez de seguir as decisões predestinadas pelo destino. Eles eram um casal de alfas que haviam se juntado independente de qualquer regra social ou genética.

    Osamu murmurou uma concordância. Ele nunca conheceu seu true mate , mas Atsumu, sim, e por isso ele adquiriu alguma experiência por tabela nisso. As fábulas aumentavam muita coisa, mas mates que se encontravam pela primeira vez tinham o cio como forma de mostrar que eram predestinados.

    — O que aconteceu? Continua — Osamu perguntou, engolindo em seco quando Suna o pressionou contra a bancada conforme trilhava um caminho de mordidas pelo seu pescoço.

    — Nada. Ela deu um sorriso, agradeceu e se afastou... Deve ter ido tomar supressores. — Suna disse meio engasgado, meio ofegante quando Osamu se esfregou de volta. — Ela é muito forte. Eu... Eu fiquei todo duro e sensível e... Pensando em te foder a porra do tempo todo. — Suna completou, subindo a blusa de Osamu pelo abdômen dele. O olhar de fome do jogador na pele exposta deu a Osamu a certeza do que ele faria — e não demorou nem um segundo.

    Suna começou a marcar a pele exposta de mordidas e chupões. Osamu se remexeu, a mão segurando automaticamente nos fios negros do companheiro. Mesmo com a cabeça jogada para trás, o cozinheiro reuniu força para perguntar:

    — Você não quis foder ela?

    Suna grunhiu, mordendo de leve o mamilo de Osamu. Isso fez o chef gemer de olhos fechados.

    — Quis. Ela é minha mate e essa porra existe pra gente transar e ter filhote... — Suna enfiou a cabeça no pescoço de Osamu, perto da glândula de odor dele, enquanto mergulhava os dedos na bunda guardada pelo jeans surrado. — ... Mas só teria graça contigo junto, Samu.

    Osamu riu, os braços envolvendo os ombros do marido e o obrigando a encará-lo. Roçando os lábios nos alheios, respondeu: — Mentindo na minha cara, Suna Rintarou?

    Suna piscou, imerso no homem que o agarrava. A expressão provocante, os hormônios que já se espalhavam pelo cômodo, o peso daquela carne farta contra seus dedos.

    Bastou Osamu morder o lábio alheio para Suna beijá-lo, perdendo-se nele. Esquecendo de mate , de treino, de fãs. Naquele momento eram apenas eles, entorpecidos pelo desejo.

    As mãos de Osamu desceram pelo tronco do jogador, puxando a camisa para cima da forma como a própria estava. E, então, ele enganchou os dedos na calça de Suna e o puxou para si, batendo peito com peito. Colando os corpos, encontrando as ereções, gemendo em conjunto.

    Suna rosnou, xingando-o entre o beijo, rebolando procurando mais e mais contato enquanto segurava o cabelo de Osamu com força. Partindo o beijo, sujando eles de saliva e ofegos, disse:

    — Eu quero muito te foder, Samu, puta merda. — E os olhos mudaram de cor, avisando ao marido que era o lobo falando. A voz tornou-se um pouco mais grave, o tom arrastado.

    Osamu quase cedeu. Foi inevitável sorrir, o próprio pau duro contra a roupa enquanto a pele arrepiava.

    — Você vai, mas não agora. — E Osamu o afastou um pouco, o suficiente para trocarem de posições. Rintarou foi posto de frente para a bancada, tendo o chef o prendendo. — Agora eu quero outra coisa.

    Antes que o jogador perguntasse, ele se abaixou, descendo o casaco, a calça e a cueca de Suna no processo.

    Foi com um suspiro surpreso que Suna entendeu que havia sido mordido na bunda. Havia uma pintinha onde o marido mordera e saber que ele sempre começava o carinho por ela quase o encheu de fofura, se não fosse os dedos alheios abrindo sua bunda, a respiração quente batendo contra a pele exposta…

    Perto, muito perto. Foi com mordidas e lambidas que Osamu arrancou gemidos de Suna, que se empinava contra a bancada, meio perdido entre a sensação do pau duro encostando no frio do mármore e a língua do marido brincando com seu cuzinho.

    Quando Osamu lambeu aquela carne, Suna inconscientemente empurrou para trás. A saliva se espalhou e a língua forçou a entrada, arrancando ruídos lamuriosos.

    Logo uma mão explorou as bolas, o períneo e o inferior das coxas de Suna enquanto com a outra mão Osamu abria a própria calça. Com alguma persistência baseada em puro desespero, o chef conseguiu livrar o pau do aperto da cueca e voltou a se dedicar à bunda a sua frente.

    Suna sabia que podia esperar mais, e veio. Osamu agarrou as bandas com força, empurrando-o para frente no processo e tentou entrar mais, esfomeado. Ele queria tudo que Suna quisesse lhe dar e quando o marido rebolou contra seu rosto, foi a vez de Osamu gemer.

    Um dedo fez companhia a língua, misturando e afundando saliva. Suna não produzia lubrificante natural e, em um cenário normal, ele faria questão de um lubrificante artificial para continuarem, mas naquele momento a ideia nem sequer passou pela cabeça. O jogador estava em êxtase, completamente entregue, reduzido aos dedos e a língua que o tocavam.

    — Samu, eu vou…

    Osamu não precisou de mais para entender. Ele se interrompeu, virando a massa de nervos derretidos que Suna se tornou, enquanto dizia: — Não na minha bancada, baby.

    Com o pau alheio na frente do rosto, Osamu olhou para cima e a bagunça que seu marido virou fez o próprio pau reagir. Os olhos desfocados, a respiração irregular, a pele arrepiada... Osamu memorizou cada detalhe, ávido pela beleza de Suna.

    — Posso continuar? — Perguntou, encostando a bochecha na coxa direita dele. As mãos foram imediatamente para o pau esquecido, se acariciando enquanto aguardava uma resposta.

    Suna olhou para os dedos deslizando na extensão do marido. — Mas e você?

    Osamu soltou um riso abafado, voltando a tocar o jogador. — Eu sinto prazer em te dar prazer também.

    Suna sabia disso, havia aprendido nos anos que passaram juntos. Entretanto, quando a boca quente o engoliu junto das mãos servis que o tocavam, não conseguiu mergulhar totalmente na sensação. 

    Queria tocar Osamu também.

    Ele envolveu uma mão no cabelo do chef , puxando-o para si, se perdendo no barulho engasgado que Osamu fez. E inspirado nisso levantou um pé, sendo segurado pela bancada e pelo marido, enquanto pisava na coxa alheia.

    Osamu se surpreendeu. Suna bebeu daquela reação para arrastar os dedos gelados contra a ereção quente, olhando diretamente as expressões do marido.

    Eles nunca haviam tentado algo assim, mas o calor nos olhos do chef lhe disseram que ele podia continuar.

    O ato instigou Osamu a tomar-lhe todo o pau, o nariz batendo nos discretos pelos púbicos. A respiração de Suna engatou novamente e ele resistiu a vontade de fechar os olhos. Não queria perder a visão que tinha, não podia ignorar a imagem do marido se excitando com seu pé, seu pau, seus olhos.

    Foi com uma mistura de sensações que Suna gozou, sendo segurado firmemente pelo chef . O corpo todo tremeu, a voz se perdeu e a mente desligou, se afastando da realidade por alguns segundos.

    Quando ele retomou o controle, Osamu o recepcionou com um sorriso amoroso de boas vindas.

    — Se seu cio tiver adiantado não vai durar muito, mas foi um trabalho honesto.

    Suna riu, abaixando-se só para beijar o marido nos lábios.

    — Vem pro sofá. Eu vou terminar isso aí. — O jogador disse, olhando pro pau duro que estava entre eles e a cabeça cheia de ideias de como fazer Osamu chorar de prazer.

 

 

    BÔNUS

 

    Osamu fez uma careta para o twitter. Suna havia dito que a foto estava lá, mas não sabia como encontrá-la. Faziam dez minutos que testava coisas no search e não obteve sucesso.

    Já sem ideias, digitou Suna Rintarou fanmeeting e buscou pelos tweets mais recentes.

    Uma reportagem apareceu linkada, com o título " Modelo Não-binária mais relevante do Brasil revela ser fã de Suna Rintarou ". Clicou, a foto deles abraçados o recepcionando. Tirou print e abriu a conversa com Atsumu.

 

    @osamu:

    e mais uma vez eu ganhei

    *osamu anexa print*

    primeiro a saeko

    agora isso

    como você se sente sendo um perdedor?

    @atsumu:

    QUE???????

    BOVE NAO GANHOU NADA AQUI????

    SAEKO NUNCA OLHOU NA SUA CARA SEU OTÁRIO

    E ELU É FÃ DO SU-

 

    O chef bloqueou o celular, ignorando o "Atsumu está digitando". Botou o aparelho em cima da mesa e seguiu com a vida.

    Seu trabalho estava feito por ali.

Notes:

Eu nem ia postar pq é aquela coisa de quem escreve: achei uma bosta etc cê sabe como é, mas como não termino nada a séculos me obriguei ffjbofgopbg

Se alguém chegou até aqui, bom, espero que tenha gostado!