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Lost in One Piece world

Summary:

Você não sabe como, mas foi parar no Polar Tang dos piratas do coração, que deveria existir apenas no seriado de tv que você assiste, e agora precisa convencer o cirurgião da morte, Trafalgar Law, de que não é uma ameaça.

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You don't know how but you got yourself in the Polar Tang of Heart Pirates that should only exist on the tv show you watched. And now you need to convince the death surgeon, Trafalgar Law, that you are not a threat.

Notes:

Ainda não tenho certeza do enredo completo, mas talvez eu mude a pessoa no próximo capítulo e coloque em terceira pessoa? Vou ver.

Chapter 1: Onde vim parar?

Chapter Text

Se alguém perguntasse, você não saberia dizer como foi parar ali.

Não sabia sequer onde era ali.

Era um corredor não muito grande, parecia feito de puro metal, com canos e fios correndo pela parede metálica esverdeada. Estava completamente silencioso, exceto pelo som ocasional de algum tipo de máquina funcionando.

O silêncio era tanto que pressionava os ouvidos.

Estava um tanto frio seja lá onde fosse ali. Pelo menos para você em seus shorts jeans e camisa de alça azul escuro. Você respirou fundo e soltou o ar, imaginando se veria a respiração em um vapor de ar gelado, mas não aconteceu, não devia estar tão gelado assim.

Você soltou o cabelo que estava preso em um coque em uma tentativa de cobrir mais partes do corpo, e ele caiu em uma cascata ruiva de cachos e ondas pouco abaixo dos ombros. Não aquecia muito, mas ajudava.

Você puxou os cabelos para as laterais do pescoço, cobrindo a pele nua, e guardou o prendedor no bolso do short, e começou a andar pelo corredor vazio, olhando cuidadosamente por algo ou alguém que pudesse a ajudar a entender o que estava acontecendo.

Um instante atrás você estava na rua, não estava? Indo comprar alguma coisa… Não conseguia lembrar direito. A memória confusa como se tivesse levado um golpe na cabeça e sofrido uma concussão.

Distraída, você virou um corredor e bateu direito contra uma parede estranha. Era grande, porém meio fofa, mas ainda assim a jogou para trás, quase caindo sobre o próprio traseiro, se não tivesse segurado na quina na parede metálica do corredor.

Tropeçou alguns passos pra trás, mas conseguiu se manter em pé, soltando a parede.

Podia jurar que o caminho estava livre antes de virar, você pensou, erguendo a cabeça para olhar no que havia batido ao mesmo tempo em que ouviu mais do que o som do silêncio ou de máquinas funcionando.

E não era uma parede. Longe disso. Era uma pessoa. Pensando bem… Você ponderou novamente. Dificilmente podia chamar de pessoa. Estava vestido como uma, um macacão laranja com um símbolo preto e amarelo estranho no peito, mas era um urso.

Um grande urso polar de pelo menos dois metros de altura, com dentes pontudos, afiados e potencialmente capazes de arrancar a carne dos seus ossos.

O sangue gelou em suas veias e você sentiu a pressão fugindo do seu corpo, os joelhos moles e o coração acelerado.

O grito cresceu no fundo da sua garganta quando ouviu o som de novo. Uma voz.

"Quem é você? Como entrou aqui?"

E ela vinha do urso.

Você se manteve estática. Presa entre confusão e medo. Era uma fantasia? Não parecia. Você conseguia ver o interior da boca dele quando falava e certamente havia presas, língua e tudo mais ali, não o rosto de um homem ou qualquer outro sinal que indicasse uma pessoa vestindo uma roupa de urso, mas um urso de verdade. Falando.

Talvez tivesse batido a cabeça de verdade e estava alucinando. Você não tinha sonhos tão reais assim.

"Intruso!" O urso gritou de repente, assumindo uma pose de ataque engraçada, que a lembrava de filmes de arte marcial antigos.

"Ah, espera…" você tentou falar, explicar que estava perdida, mas o urso falante continuou a gritar o alerta de intruso e logo você ouviu passos apressados ecoando pelo corredor metálico.

Não demorou muito para estar cercada. Havia homens à sua frente, onde o urso continuava em uma pose ofensiva, e homens por trás de você, bloqueando qualquer possibilidade de fuga.

O medo voltou a aflorar, nervosa com a quantidade de ameaças masculinas à sua volta em um lugar desconhecido.

"Como entrou aqui? Faz horas desde que saímos da última ilha, estava escondida esse tempo todo?" Um homem com um chapéu engraçado com um pinguim no topo questionou, apesar do acessório, a expressão dele era cautelosa e a postura pronta para um ataque também.

"Qual era o seu plano? Tem outros além de você?" Outro homem, também com um chapéu, ao lado do homem pinguim questionou em seguida.

Você abriu a boca para falar, mas eram muitas perguntas ao mesmo tempo e algumas confundiam você. Como entrou ali? Você também queria saber. E ilha? Não havia ilhas tão perto de onde você morava.

Alguns homens do lado do urso branco olharam para trás de repente.

"Capitão!" Alguns falaram.

Capitão? Você estava em alguma base militar ou algo do tipo?

O caminho entre os homens se abriu no meio e um homem diferente surgiu, diferente da maioria ali que usava roupas brancas ou laranjas, ele usava uma camisa preta e amarela de mangas longas, com o mesmo símbolo estranho que você viu no macacão do urso, mas bem maior e no centro da camisa, e calças jeans, além de um chapéu branco arredondado engraçado, meio… Familiar.

O que realmente a fez lembrar foi a longa espada de cabo preto que ele trazia em uma das mãos, quase tão grande quanto ele próprio e que a fez questionar como ele a usaria na primeira vez que o viu.

Porque você já o tinha visto antes. Cabelos negros, barbicha e costeletas por fazer igualmente negras, olhos cinzas afiados e olheiras cinzas como se não dormisse bem. Olhos cinzas como você nunca tinha visto antes.

Não fora da televisão.

Não na vida real. Na sua vida real, pelo menos. Porque aqui ele parecia bem real. Com traços físicos afiados e palpáveis, não desenhados e coloridos.

"Trafalgar Law…" você sussurrou, atônita.

Ele não devia estar ali, na frente dos seus olhos, fora de um mangá ou da tela de uma televisão. Mas estava, imponente, alto, perigoso. Você engoliu em seco. Atraente. Mesmo com uma aura que dizia que ele podia cortar você em dois segundos.

E você sabia que ele podia.

Você olhou ao redor novamente e reconheceu, agora pensando com mais direção, o urso era Bepo. Os homens com chapéu, Sachi e Peguin. Não havia ido muito longe na história, por isso não reconhecia os demais.

Mas eram todos história. Desenho. Seriado, no máximo. Mas você havia encostado em Bepo, esbarrado e quase caído por causa dele. Sabia que eram físicos e muito reais agora.

"Sabe quem sou. Então sabe o que estava fazendo quando invadiu meu navio." Trafalgar Law disse, a voz grave lhe dando arrepios.

Navio. Toda aquela estrutura metálica… Você sabia onde estava agora. Polar Tang. O submarino dos piratas do coração. Estava no meio do oceano de One Piece. Um deles, pelo menos, que deveria existir apenas na ficção. A vários metros de profundidade, provavelmente.

A ideia a deixou ligeiramente enjoada. Ou talvez fosse a situação como um todo.

"Eu não invadi…" Você conseguiu falar, engolindo em seco em seguida. Estava realmente ficando enjoada. Não tinha afinidade com profundidade, a ideia a apavorava um pouco, mas tinha outras razões para se apavorar ali, agora.

Law desembainhou a espada e a apontou para o seu pescoço. Você deu um passo para trás, mas Law encostou a lâmina na pele fina da sua garganta, como um aviso, e você parou, congelada, vagamente ciente de que estava tremendo.

Ele sorriu, mas havia algo perigoso naquele sorriso.

"Interessante. Do que você chama entrar no navio de outra pessoa sem ser convidada?" Ele perguntou, os olhos afiados não se afastando de você nem por um segundo a deixando quase tão nervosa quanto a ponta da espada no seu pescoço.

"Eu sei que é difícil de acreditar… Mas eu não sei como cheguei aqui." Você disse, controlando a respiração como podia, tentando desacelerar o coração e, com alguma sorte, diminuir o enjôo borbulhando no peito "Quando percebi, já estava aqui."

Atrás de Law, Penguin riu, mas de uma forma desacreditada.

"O que, é sonâmbula por acaso?"

Law ergueu uma sobrancelha para você.

"Não sou." Você respondeu, apertando os lábios ligeiramente irritada com a ironia e os sorrisinhos desacreditados que o comentário de Penguin gerou.

Mas graças a isso, o enjôo retrocedeu um pouco, embora seu coração continuasse retumbando no peito.

"Porque eu invadiria um navio submarino completamente desarmada? Seria burrice." Você tentou argumentar.

"De fato." Law concordou "Mas as pessoas podem ser burras."

Você quase bufou frustrada. Queria provar que estava falando a verdade, mas como? Eles estavam certos em estarem desconfiados de você, mas não tinha porque. A única que sabia disso, no entanto, era você mesma.

"Revistem ela." Law ordenou.

Você retesou assustada quando um homem se destacou dos demais para encostar em você.

"Espere." Law falou novamente, interrompendo o homem "Ikkaku, você faz isso."

"Sim, capitão." Uma mulher se destacou do grupo atrás de você, ela era ligeiramente familiar, a única mulher da tripulação, se você lembrava bem, e um mínimo de alívio relaxou seu corpo.

Você olhou ligeiramente agradecida para Law, não sabia se ele tinha percebido seu nervosismo com um homem estranho a tocando e se tinha feito de propósito uma mulher responsável pela revista, mas estava agradecida de qualquer jeito.

Conhecia Law. Ele era uma boa pessoa. Mesmo que estivesse apontando uma espada para você agora.

"Só encontrei isso." Ikkaku se afastou, depositando os objetos achados na mão livre do capitão.

Ele olhou claramente confuso para o conteúdo.

"Fique quieta ou eu a corto em dois pedaços, entendeu?" Law disse claramente para você, que assentiu rapidamente, curto e duro, suando frio, e ele abaixou a espada para pegar um dos objetos, erguendo-o e mostrando-o para você "O que é isso?"

Era o seu celular. Mas é claro que ele não conhecia. Nesse lugar usavam caracóis comunicadores como telefone. Você podia usar aquilo, convencê-los de que estava falando a verdade com algo que nunca viram antes.

Não tinha nada a perder, então aqui vai nada.

"Novamente, é difícil de acreditar, mas de onde eu venho, isso é um celular. É um aparelho de comunicação, como os caracóis comunicadores que vocês têm aqui." Você apontou para a outra mão dele cuidadosamente, não querendo gerar nenhuma reação na tripulação "Aquilo é dinheiro de onde eu venho."

Law franziu o rosto.

"De onde você vem?" Ele perguntou.

Você segurou o gemido frustrado. Não acreditava nas palavras que iam sair da sua boca e tinha quase certeza que elas iam estragar qualquer progresso que tenha feito para acreditarem no que dizia, mas começar a mentir agora não ia ajudar. Então você escolheu a verdade.

"Eu não sou… Desse universo?" Você disse, franzindo o rosto, em tom de dúvida que certamente também não ajudava, mas as palavras pareciam ainda piores em voz alta "Mesmo se eu falasse o nome da cidade ou mesmo do país, vocês não conheceriam, porque… Não existe aqui."

Fez-se um silêncio tão forte quanto no momento em que você percebeu que estava naquele corredor metálico vazio, um silêncio de pressionar os ouvidos, você esperou ansiosa, engolindo a saliva presa na garganta.

E depois de um momento, Law disse apenas duas palavras.

"Prendam ela."

E você soube que realmente tinha estragado tudo contando a verdade.